terça-feira, 30 de junho de 2009

Marconi na preservação do Araguaia!


Diário da Manhã

Cidades

Marcos Coelho

30/06/2009

Marconi lança projeto para julho

O senador Marconi Perillo lança, no dia 3 de julho, o Projeto Araguaia Ativo. Nas férias de julho, a população e visitantes das cidades de Aragarças e Aruanã estarão engajados no projeto, que tem como objetivo garantir a sustentabilidade do meio ambiente, aliado à cultura, por meio das exposições itinerantes da coleção Viagem Pitoresca pelo Rio Araguaia. O objetivo é conhecer a realidade dos ribeirinhos e levantar problemas do Rio Araguaia, que serão discutidos em sessão especial.A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás se aliou à iniciativa do senador, que tem o aval do Senado Federal e apoio do Ministério da Cultura e de empresas cidadãs de Goiás. A abertura oficial acontece no próximo dia 3, em Aragarças, e permanece até o dia 11de julho, na Av. Beira Rio (Platô de Retenção). Em seguida, a caravana itinerante segue para Aruanã, onde a abertura está programada para 14 de julho. Os trabalhos devem ser concluídos no dia 26. O senador ainda não definiu em sua agenda em quais dias estará presente no Araguaia.

Debates

Com o projeto, o senador Marconi Perillo e os coordenadores do programa vão realizar um ciclo de debates, com moradores das regiões e visitantes, com o objetivo de elaborar um documento de reivindicações e sugestões a ser apresentado em uma sessão especial na Assembleia Legislativa, prevista para a terceira semana de agosto, com enfoques na sustentabilidade do Rio Araguaia.


Os temas que serão debatidos com a população ribeirinha estão relacionados à sustentabilidade, proteção ambiental, turismo sustentável e a realidade dentro e fora da temporada de pesca. Na ocasião do projeto, o autor, Otoniel Fernandes, vai apresentar a Viagem Pitoresca pelo Rio Araguaia, um livro com breve levantamento histórico, coleção de imagens fotográficas e reprodução de 50 telas em óleo com a temática do Rio Araguaia.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Marconi em alta velocidade!!

Diário da Manhã

Política e Justiça

Marconi distribui sorrisos no autódromo

Durante visita ao Experiment Motors, senador esbanja bom humor, cumprimenta, abraça e tira fotos com populares.

29/06/2009

O senador Marconi Perillo (PSDB) percorreu ontem estandes da Experiment Motors, grande mostra de veículos de todas as marcas que se realiza em Goiânia pela primeira vez, no Autódromo Internacional de Goiânia. Cumprimentou centenas de pessoas, abraçou amigos, posou para fotos todas as vezes que isso lhe foi solicitado e dirigiu uma Ferrari amarela, principal atração do evento.
A visita começou às 10h30. Marconi chegou ao autódromo em companhia do deputado estadual Jardel Sebba (PSDB) e do secretário-geral do PSDB regional, Sérgio Cardoso. Recepcionado pelos organizadores da Experiment Motors, o primeiro estande que visitou foi o de veículos antigos, onde fez questão de examinar detidamente uma camionete Chevrolet 1963 e um Camaro 1974. Com a tampa do “cofre” aberta para melhor visualização, o motor deste Camaro ultrapassa os 700 cavalos de potência, segundo os técnicos que o exibem, e consome em média 1 litro de gasolina por 250 metros percorridos, ou seja, 4 litros de combustível por quilômetro rodado. Em seguida, Marconi percorreu os estandes de veículos novos, onde conheceu mais detalhadamente os veículos tipo SUV, de passageiros e com tração 4X4.
Foram inúmeros os pedidos para posar para fotos. O senador, sempre sorrindo e feliz com a visível boa receptividade à sua presença, atendeu a todos os pedidos. Miguel Ferreira da Silva, cabeleireiro, de 53 anos, pediu-lhe foto também, mas tinha algo mais a dizer: queria que o senador soubesse que só pôde ver Crisleide, sua filha, formar-se em Biologia, pela Universidade Católica de Goiás (UCG), em 2006, graças ao Programa Bolsa Universitária, criado pelo governo de Marconi. O senador e o cabeleireiro trocaram um abraço emocionado.
Em seguida, Marconi assistiu a uma rápida demonstração na Escolinha de Trânsito, espaço destinado a instruir crianças a respeito de sinais, de como atravessar ruas e da importância de utilizar as faixas de pedestres. Depois de tirar fotos ao lado dos pequenos alunos, o senador foi convidado a conhecer dois veículos esportivos da marca Ferrari em um dos estandes da Experiment Motors.
Para o test-drive a que foi convidado, escolheu a Ferrari mais potente, da cor amarela. Na primeira volta na pista do autódromo, fez questão de observar os movimentos e de ouvir as instruções de um piloto já experiente na direção do supercarro. Já na segunda volta, assumiu o comando da máquina para fazê-la atingir velocidades próximas de 200 quilômetros por hora no final do chamado retão.
No fim da visita, depois de cumprimentar os organizadores pelo sucesso do evento, Marconi foi almoçar em sua residência. Sua agenda previa para o fim da tarde uma visita ao prefeito José Gomes, em Itumbiara.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Diário da Manhã

Fio Direto

Ivan Mendonça

Marconi abre ofensiva em Goiânia para neutralizar ação de Iris Rezende
25/06/2009


Além de reservar dois dias da semana para contatos políticos em Goiânia, sempre às segundas e sextas-feiras, e tendo como palco o escritório da Avenida Ricardo Paranhos, o senador Marconi Perillo confirma também agenda de reuniões com empresários e líderes comunitários. Só nesta semana, ele fez uma série de visitas em companhia do ex-prefeito Nion Albernaz, além de participar de um debate no Setor Perim, região noroeste. Na ocasião, Marconi criticou duramente a ausência de projetos da Prefeitura de Goiânia para a área social e posicionou-se contra a municipalização do transporte coletivo.
“É o primeiro passo para a privatização do setor e, por conseguinte, para o fim do subsídio no Eixo Anhanguera, que beneficia 80 mil passageiros por dia”, disse ele, ao lado do presidente do PSDB, Olier Alves, e dos vereadores Maurício Beraldo, Henrique Arantes, Santana Pires, Richard Nixon, Deivison Costa e Geovane Antônio, além dos deputados Daniel Goulart e Cláudio Meirelles e das ex-vereadoras Jacira Alves e Cida Garcêz. “Estou apenas desempenhando meu papel de senador”, acrescenta ele, sem esconder críticas à administração de Iris Rezende, considerado adversário em potencial na disputa pelo governo, em 2010. “A gestão do PMDB tem sido omissa em vários aspectos e vamos mostrar isso para a população”, completa Marconi Perillo.

Marconi trabalhando

Diário da Manhã

Política e Justiça

Marconi pede recursos para ensino superior
25/06/2009


Em encontro com o ministro da Educação, Fernando Haddad, o senador Marconi Perillo (PSDB) pediu ontem empenho do governo federal na liberação de emendas para instituições de ensino superior de Goiás. O tucano recebeu do ministro a garantia de ajuda, mas ouviu um pedido de Fernando Haddad: que o projeto de lei do governo que cria cargos para a expansão de universidades receba o apoio da bancada do PSDB no Senado.
O partido, segundo o ministro peemedebista, vem emperrando o andamento da matéria. Marconi Perillo foi claro: “Pode ter certeza de que vou brigar por isso”, garantiu o tucano, que é o primeiro vice-presidente do Senado Federal.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Marconi em Valparaíso

Vídeo da homenagem ao senador Marconi Perillo, em Valparaíso de Goiás!


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Marconi e Valéria

Diário da Manhã

Política e Justiça

Marconi e Valéria Perillo recebem homenagens
23/06/2009



Às vesperas do início da Festa do Divino Pai Eterno, que começa no domingo, o senador Marconi Perillo (PSDB) cumpre agenda em Trindade, na próxima quinta-feira. Marconi recebe homenagem da Associação Beneficente Pai Eterno, às 19 horas. Logo em seguida, recebe comenda da Associação Comercial do município, na Câmara Municipal. Na ocasião, a ex-primeira-dama e presidente da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), Valéria Perillo, recebe título de cidadã de Trindade.
Na sexta-feira, Marconi e Valéria seguem para a cidade de Goiás. Serão homenageados no Teatro São Joaquim. No domingo, o casal participa do encerramento da principal festa junina em Itumbiara, Região Sul do Estado.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Marconi em Palmeiras de Goiás!

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A união de grandes forças!!



Diário da Manhã

Café da Manhã

Tony Carlo

Lúcia rasga elogios a Marconi em Itaberaí

22/06/2009

Uma das surpresas da festa para Marconi Perillo, em Itaberaí, na última sexta-feira, foi o discurso da senadora Lúcia Vânia. Ela não economizou elogios para o colega senador. O tucano estava recebendo mega-homenagem com um título de cidadão na presença de mais de 40 prefeitos, deputados, outras lideranças e quase cinco mil pessoas na plateia em praça pública. Veja o que disse Lúcia:
– Em dois anos, ele fez no Senado o que um senador comum faria em oito. A senadora citou a presidência da poderosa Comissão de Infraestrutura e a conquista do cargo de primeiro vice-presidente, entre outras vitórias. Mas não parou por aí. Destacou ainda que Marconi não tem a obrigação de fazer mais nada no Senado porque já mostrou muito trabalho em pouco tempo.
– Agora entendo porque Goiás quer o senador de volta, disse em seguida. Em tempo: tucanos nacionais estão convencidos da renúncia do presidente da Casa, José Sarney, diante do turbilhão de escândalos que afogam o maranhense. Marconi teria de convocar novas eleições, mas ficaria pelos menos dois meses no cargo. Imaginem só o barulho que o homem poderia fazer.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Marconi ajuda viabilizar a Ferrovia Norte-Sul




Diário da Manhã


Emenda de Marconi garante R$ 400 mi para Norte-Sul


19/06/2009

A construção da Ferrovia Norte-Sul foi incluída como prioridade na meta orçamentária do próximo ano. A emenda de autoria do senador Marconi Perillo (PSDB-GO) destina R$ 400 milhões às obras da ferrovia e foi aprovada pela Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), que tem direito de apresentar até cinco emendas à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2010.


Durante a reunião na Comissão, o senador Marconi Perillo ressaltou a importância da ferrovia. Segundo ele, a “Norte-Sul é um dos maiores projetos de integração nacional, uma importante artéria para o escoamento da produção brasileira agrícola e industrial. Termina no Maranhão, corta o Tocantins e Goiás, passa por São Paulo, boa parte do Paraná e deriva para o Mato Grosso do Sul”.


Marconi lembrou ainda que os 900 quilômetros de ferrovia que atravessam o Estado de Goiás vão representar a geração de empregos para a Região Centro-Oeste, que cresce duas vezes e meia a mais que a média nacional das outras regiões. "Temos que lutar para ver os recursos garantidos, já que não foram acolhidos nos orçamentos passados", disse.


As outras emendas acatadas pelo relator, senador Delcídio Amaral (PT/MS), referem-se às obras na BR-262, estudos de viabilidade e projetos de infraestrutura de transportes, e apoio ao programa Luz para Todos, para atendimento de localidades isoladas do País que não possuem rede elétrica.


Delcídio explicou que não é mera coincidência o fato de a maioria das emendas aprovadas beneficiarem a Região Amazônica e o Centro-Oeste. Segundo o senador do Mato Grosso do Sul, essa é uma demonstração das carências de infraestrutura dessas localidades, em especial nas áreas de energia e de estradas. As emendas seguirão para a Comissão Mista de Orçamento (CMO).

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Marconi tem habilidade para vencer !!




Diário da Manhã


Marconi quer rigor do Senado na fiscalização de contas do governo

18/06/2009


O vice-presidente do Senado, Marconi Perillo (PSDB), anunciou em plenário ontem que vai apresentar Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que determina as diretrizes e o prazo legal para a apreciação e julgamento das contas e convênios do governo federal. Relatório apresentado pelo Tribunal de Contas da União ao Senado mostra que 38 mil contratos firmados pelo governo federal em 2008 não foram fiscalizados; 47% deles apresentam indícios de irregularidades.


Segundo o relatório, em 2006, foram mais de 36 mil contratos no valor de R$ 10,6 bilhões; em 2007, foram quase 38 mil, no total de R$ 8,9 bilhões; e, em 2008, foram 38.008 contratos, no montante de R$ 13,3 bilhões. Marconi criticou a atuação do Senado ao fiscalizar as contas do governo. “Na prática, nós deixamos de fiscalizar o destino de mais de R$ 30 bilhões em dinheiro público que podem ter sido objeto de irregularidades e desvios, principalmente os recursos destinados às ONGs, que não sofreram qualquer fiscalização. Há fiscalizações pendentes desde 2002, começo do governo Lula, o que não condiz com o dinamismo necessário para dar nova roupagem a esta Casa de leis”, disse.



Almoço



Um almoço na casa do deputado federal Jovair Arantes (PTB) reuniu a bancada de Goiás da Câmara e do Senado, além do ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro. Os senadores Marconi e Demóstenes Torres (DEM), além de 12 deputados federais e dos reitores da Universidade Católica de Goiás (UCG), Volmir Amado, e da Universidade Evangélica de Anápolis, Carlos Mendes, estiveram presentes.


No cardápio, assuntos de interesse do Estado, como a liberação de emendas orçamentárias e as prioridades que serão apoiadas no Orçamento de 2010. O ministro recebeu bem as propostas e disse que “vai tentar viabilizar os recursos para emendas individuais, apesar da crise financeira mundial”. No encontro, Marconi conversou longamente com os deputados Sandro Mabel (PP), Luiz Bittencourt (PMDB) e Rubens Otoni (PT) e cumprimentou cordialmente Ronaldo Caiado (DEM).

Sem papas na língua!!

O Popular

Opinião

Eu protesto!

Carlos Alberto Leréia

Dizem que não tenho papas na língua e que o meu discurso é duro e áspero. Sou assim mesmo: falo o que penso e não fico em cima do muro. Não tenho medo de cara feia e nem de desagradar aos poderosos de plantão.

Aprendi com o ex-governador Henrique Santillo, que combateu de peito aberto a ditadura militar e foi injustiçado pelo PMDB de Goiás, que um homem público vale pelas suas palavras, não pelo seu silêncio.

Por isso, não poderia ficar calado diante da tentativa de destruição do patrimônio político do senador Marconi Perillo. Um patrimônio, diga-se, construído à custa de muito trabalho e sacrifício. A ousadia de Marconi ao virar a página da história de Goiás – primeiro, derrotando o coronelismo em 1998 e, depois, realizando uma gestão inovadora no Estado – merece respeito e reconhecimento.

A repetição dos ataques contra Marconi tornou-se revoltante porque compõe um cenário deprimente de deslealdade. Para justificar a inoperância, a incompetência, o marasmo, a inércia a que o Estado se submeteu nos últimos anos, aprendizes de feiticeiro arquitetaram uma campanha de mentiras no surrado estilo nazi-fascista de Joseph Goebbels: repetir a mentira, repetir, repetir mil vezes, até que ela se transforme em verdade.

A estratégia de demonização de Marconi entrou na ordem do dia para cobrir a falta de resultados do governo. Antes dissimuladas, as estocadas passaram a ser desferidas sem nenhum escrúpulo. Estamos assistindo a um espetáculo de ingratidão jamais visto na história política de Goiás. Essa é a verdade pura e cristalina que está na ponta do punhal cravado nas costas do senador Marconi Perillo sob o frenético aplauso de Iris Rezende e Maguito Vilela.

Não posso concordar com essa conspiração rasteira que beneficia os adversários históricos da base aliada. Considero inaceitável que ao senador Marconi Perillo sejam imputadas todas as mazelas do Estado, ainda mais por gente que não tem votos sequer para se eleger síndico de prédio.

Tenho, sim, autoridade para criticar a conduta daqueles que investem hoje contra Marconi, os mesmos que ontem não foram capazes de levantar uma palavra negativa sobre a sua pessoa. E tenho autoridade porque, em 2002, enquanto muitos dos que estão empoleirados no governo desprezavam Alcides Rodrigues, defendi publicamente a manutenção do seu nome como vice na chapa encabeçada por Marconi que resultou vitoriosa. Em 2006, novamente jogando às claras, declarei apoio público a Alcides pelas qualidades que enxergava nele à época: “Lealdade, companheirismo, ausência de arestas e capacidade de diálogo político com a base aliada”.

Os governos de Marconi Perillo caracterizaram-se pelo grande salto de desenvolvimento que proporcionaram a Goiás. Não vou me silenciar diante da campanha de desconstrução do senador Marconi Perillo e das administrações do tempo novo.


Carlos Alberto Leréia é deputado federal (PSDB)

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Artigo de Marconi

Diário da Manhã

Opinião

15 de junho de 2009

Clinton, Goiás e o etanol

Marconi Perillo


Participei recentemente de um dos mais importantes encontros sobre biocombustíveis do mundo: o Ethanol Summit 2009, em São Paulo. Durante três dias, foram 150 palestrantes de todos os continentes. Entre os temas, sustentabilidade, novos investimentos e etanol de segunda geração.
O encontro foi organizado pela União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica). Tive a honra e satisfação de participar do evento ao lado do ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, com quem conversei longamente sobre diversos temas. Clinton comanda atualmente a Fundação Clinton, com projetos prioritários como o apoio ao crescimento sustentável da África e da América Latina. Também participaram o governador de São Paulo, José Serra, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf; Antonio Lambertucci, da Secretaria Geral da Presidência; Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo; o vice-presidente de países do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Roberto Veluttini; e o sub-secretário de Agricultura dos Estados Unidos.
O convite para participar de tão destacado encontro longe de representar motivo de vaidade pessoal significa o reconhecimento da importância de Goiás no cenário mundial, principalmente no aspecto da produção do etanol.
Como representante do Senado Federal, destaquei em minha palestra a importância da produção de etanol sem desmatamento.
Falar para um público tão seleto, como este que se reuniu, em São Paulo, para o painel “Biocombustíveis Crescendo sem Desmatamento” claro que traz o risco de cair no lugar comum. Todos nós que acreditamos no etanol como fonte de energia alternativa sabemos que o potencial de crescimento do setor é de valor inestimável para a inserção do Brasil na economia mundial e pode ser feito sem o risco de desmatamento da flora nativa, sobretudo se forem traçadas políticas públicas claras e bem definidas para o setor.
A fronteira do etanol representa, portanto, uma fantástica possibilidade de parceria com outros países, em especial com nossos irmãos africanos, que detêm vastas extensões de terras agricultáveis e se encontram igualmente carentes de oportunidades para inserção no mercado internacional. Não seria exagero dizer que, juntos, o Brasil e os países africanos com o quais mantemos convênios de cooperação poderiam abastecer o mundo com biocombustíveis e alterar de forma expressiva a distribuição das riquezas num círculo virtuoso de eliminação da pobreza e da miséria.
É fundamental ressaltar que, no campo social, a exploração do etanol traz a possibilidade de formação de comunidades de pequenos e médios agricultores em torno das usinas, com a infraestrutura de serviços necessários ao desenvolvimento da comunidade, inclusive com escolas, hospitais e equipamentos públicos em geral.
Para um país como o nosso, que tem assistido o inchaço das grandes cidades e o consequente crescimento da violência e dos bolsões de pobreza, a implantação de projetos de usinas com caráter social pode criar um vetor de desenvolvimento para o interior com implicações positivas em relação à sobrecarga das grandes cidades, cada vez mais difíceis de serem administradas.
O etanol é uma alternativa não só aos combustíveis fósseis, mas, também, uma oportunidade ímpar para que diversas nações em desenvolvimento possam encontrar um caminho para participarem efetivamente da economia global.
O Brasil, nesse contexto precisa lutar de forma permanente para se manter na vanguarda da tecnologia de exploração e desenvolvimento dos biocombustíveis e se colocar à disposição de outras nações, no continente latino-americano ou fora deste, que desejem explorar o etanol. Se nós vislumbramos há trinta anos as possibilidades dessa alternativa, torna-se imperioso que, pelo esforço do Estado, da sociedade e dos setores produtivos, continuemos na liderança mundial.
A verdade clara é que o Brasil tem a capacidade de expandir o setor sucroalcooleiro para o fornecimento de etanol em larga escala, visando à substituição de 5% a 10% da demanda mundial de gasolina em 2025.
Sempre é oportuno observar que, considerando as políticas e legislação de 21 países, a demanda de etanol para 2010 já seria de 80 bilhões de litros por ano, embora seja necessário reavaliar esses números diante da crise mundial.
Importante salientar que o Protocolo de Quioto firmado em 1997, estabelece prioridade para a redução de emissões na atmosfera como forma de mitigar as mudanças climáticas e que os biocombustíveis são a alternativa mais viável para mover o mundo com menos poluição.
Brasil e Estados Unidos são os dois principais produtores e detêm, juntos, 75% da produção mundial. Porém, é preciso destacar que há diferenças importantes entre a produção norte-americana, baseada no milho, e a produção brasileira, baseada no álcool.
Em tese, o rendimento de etanol por tonelada de matéria-prima é favorável ao milho. Uma tonelada de milho produz 380 litros de etanol, ao passo que uma tonelada de cana produz apenas 70 litros do combustível.
Porém, na prática, a produtividade da cana é muito superior à do milho, tanto em termos de área cultivada quanto de impacto ambiental. No Brasil, um hectare de cana produz entre 60 e 120 toneladas, enquanto nos Estados Unidos um hectare de milho produz até dez toneladas do grão.
Em outras palavras, o pior cenário de produtividade de cana-de-açúcar no Brasil é mais favorável que o melhor cenário de milho nos Estados Unidos, uma vez que é possível extrair 4.200 litros de etanol a partir de um hectare de plantação de cana, ao passo que, para cada hectare de milho plantado, a extração correspondente é de 3.800 litros de álcool. Comparando o cenário mais favorável dos dois países, teremos 8.400 litros de etanol para cada hectare de cana contra 3.800 litros para a mesma área de milho, ou seja, nosso rendimento será 121% superior ao norte-americano.
Na qualidade de senador por Goiás e ex-governador desse valoroso Estado, ressalto o papel que nossa região oferece e o potencial que revela para investimentos em usinas sucroalcooleiras. Detemos diversas áreas com solos considerados ótimos ou bons para o cultivo da cana-de-açúcar.
Para que Goiás e o Centro-Oeste desempenhem o papel de destaque que lhes é devido nessa expansão da produção de combustíveis limpos do Brasil para o mundo, será necessário viabilizar as obras de infra-estrutura para o escoamento, os pontos coletores e os dutos até os portos do Centro-Sul.
O Brasil pode, portanto, desempenhar esta importante tarefa de tornar o movimento do mundo menos poluente sem risco de desmatamento ou colocação em risco de outras culturas alimentares. Para tanto, devemos traçar uma política para o setor, com diretrizes claras e bem definidas, sobretudo se o desejo for impulsionar a economia do País e deslanchar um círculo virtuoso de eliminação da miséria e da pobreza.
Marconi Perillo é senador e ex-governador de Goiás

Marconi em São Luiz de Montes Belos

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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Marconi em Jussara

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Goiás: Base aliada pela base

Diário da Manhã

Fio Direto

Ivan Mendonça


Jovair afirma que a base quer união e prevê fiasco da 3ª via ao governo
Presidente do PTB, o deputado Jovair Arantes rechaça interesse do presidente Lula em influenciar a qualquer custo na sucessão de Goiás e faz comparação de fácil entendimento para provar que a relação do governo federal com Alcides Rodrigues é apenas administrativa. “Goiás significa para o Brasil o que Urutaí representa para o Estado, e eu pergunto: vale a pena brigar com toda a base aliada para ficar com os antigos adversários?”, indaga ele, cobrando diálogo e o entendimento entre o governador e o senador Marconi Perillo, do PSDB: “As bases estão cobrando juízo da cúpula. Quem comanda um grupamento sabe que, por maior que seja a semelhança dos liderados, nem todos são iguais, é preciso respeitar as diferenças.”
Lembrado que o governo passa determinação na estruturação de um novo eixo na política de Goiás, Jovair Arantes joga água na fervura: “Nunca ouvi nenhum estímulo do governador à terceira via. Ele sabe que não há espaço para a terceira via em Goiás e conhece também a bipolarização que existe entre o PMDB e a base aliada.”

Senador Marconi visita cidades goianas

Diário da Manhã

Café da Manhã


Ulisses Aesse


A disposição de candidato de Marconi


O senador Marconi Perillo (PSDB) imprimiu um ritmo dinâmico à agenda de visitas do interior nos finais de semana. Contabiliza, por exemplo, visita a pelo menos 13 municípios nos últimos sete dias. No final de semana e véspera, recebeu homenagens em São Luís de Montes Belos, Mara Rosa e Santa Cruz de Goiás. No próximo sábado, visita Palmeiras e Edeia. Na segunda-feira, Valparaíso. Vale registrar que, por onde passa, dizem seus seguidores, desperta entusiasmo e simpatia por parte da população e de correligionários.

— Esse contato com as pessoas do interior de Goiás me revigora e me dá energias para continuar a luta política – diz Marconi.
Isso sem contar que ele presidiu o Senado, na licença do presidente José Sarney, e cumpriu também maratona de palestras e conferências em eventos em outros Estados.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Notícias e notas nos jornais

07/06/2009

O Popular


Mudança climática: decisão já!


A profundidade da crise financeira global foi tão grande que tem sido quase imperativo concentrar as atenções em suas consequências. Mas há crises mais sérias e de consequências mais duradouras. Tudo somado, a economia brasileira está se saindo melhor em comparação não só com os países ricos, mas também com os emergentes. O mesmo não se pode dizer sobre a crise prenunciada pelo aquecimento global: ainda são muito tímidas as medidas tomadas para contê-lo, seja no exterior, seja no Brasil.

Fernando Henrique Cardoso

Apesar dos esforços e do trabalho de muita gente na sociedade civil e no governo, ainda não se dá a atenção devida ao tema. José Goldemberg, Washington Novaes e Xico Gaziano, nesta mesma coluna, não se cansam de advertir para a necessidade de o Brasil dispor de uma política ambiental consistente. E na Folha, Marina Silva, da mesma maneira grita, contra os desmatamentos, amazônicos e outros mais; assim como Fabio Feldmann, há anos, incentiva os Fóruns sobre Mudança Climática. Mas nem mesmo a maioria das pessoas atua, no dia-a-dia, de modo consequente com a necessidade de preservar o ambiente para obter melhor qualidade de vida. Colaborar individualmente implica em novos hábitos de comportamento, que requerem muita determinação. A solução mais simples é responsabilizar os governos ou “os outros”. E os governos em matéria ambiental, em geral, se movem lentamente, postergando decisões ou sendo complacentes com interesses contrários ao que proclamam.

Escrevo isso sob o impacto de dois encontros de que participei recentemente. Um, em Marrakesch, no Marrocos, na reunião de um grupo criado por Nelson Mandela, os Elders (os Veteranos em tradução benevolente), composto por pessoas como Jimmy Carter, Kofi Annan, Gro Brutland, Mary Robinson e mais meia dúzia de líderes que deram sua contribuição nacional e ora se ocupam de problemas globais. Este grupo cuida de interferir em áreas de tensão política para criar condições que levem à reconciliação. Mas, os grandes desafios mundiais, como as questões climáticas, não são alheios a suas preocupações e atividades. Com o incentivo de Gro Brutland (que foi coordenadora do informe da ONU sobre Um Futuro Comum, no qual se difundiu a noção de desenvolvimento sustentável) os Elders insistem na urgência de se efetivarem políticas que reduzam o aquecimento global.

Não foi outra a pregação recente de Bill Clinton em sua estada em São Paulo. Com senso de estadista, Clinton proclama que a hora é agora: na reunião que haverá em Copenhague em dezembro próximo deverá ser aprovado um documento que complementará a Convenção do Clima. Espera-se que o novo documento represente uma evolução em relação ao Acordo de Kyoto, que prevê mecanismos para reduzir as emissões de gases de estufa. Estes gases, formam uma película que envolve o Planeta e impede a dispersão do calor gerado pela atividade humana. A anterior posição dos países em desenvolvimento era a de que, sendo dos países desenvolvidos a “responsabilidade histórica” pelo efeito estufa, eles deveriam reduzir as emissões que o ocasionam e que têm como fonte geradora principal a energia produzida por combustíveis fósseis. Tudo isso é certo, mas com o crescimento das economias emergentes, especialmente China, Índia e Brasil, estes países agravam a situação.

O Brasil pode aceitar metas de redução da emissão dos gases de estufa mais facilmente do que a China e a Índia pela simples razão de que nossa matriz energética é mais limpa, utilizando fundamentalmente fonte hidráulica. A contribuição brasileira para o aumento das emissões de gases de estufa (como o CO-2) decorre basicamente da queima das florestas e não primordialmente de emissões originadas pelas indústrias e pelos transportes. Sendo assim, por que o Brasil não assume uma posição mais audaciosa e aceita participar da redução vigorosa de emissões de gases de estufa, posto que dispõe de meios para reduzi-los sem comprometer seu crescimento econômico? O tema é de vontade política. Se assumisse esta postura o Brasil talvez levasse a China e a Índia a o acompanharem. Os EUA até hoje, a despeito das boas disposições de Obama, relutam em assumir metas de redução. Com uma posição brasileira mais radical na questão e, sobretudo, se China e Índia nos acompanhassem, teríamos cacife para, junto com a Europa, forçar os EUA a assumir compromissos maiores.

Deveríamos adotar a posição aparentemente radical, mas salvadora, da meta de desmatamento zero, pois não se trata apenas de queimar menos árvores, mas de derrubá-las menos, dado o efeito positivo que as florestas exercem sobre o clima. Para que esta meta não venha a ser considerada instrumento contrário ao desenvolvimento econômico, o governo deveria fixar um zoneamento agro- pastoril transparente. Temos abundância de terras aráveis e de pastoreio cujo uso é suficiente para o plantio da cana e da soja e para a criação de gado sem ameaçar a Amazônia, o Pantanal ou os demais biomas.

Colocar a questão em termos de oposição entre o desenvolvimento econômico e a preservação ambiental é mera cortina de fumaça, seja para continuar a desmatar sem cautela, seja para travar uma luta “pseudoprogressista” contra a agricultura. Por outro lado, é um despropósito proclamar que o plantio da soja ou da cana necessariamente se dá em prejuízo da alimentação humana e do meio ambiente. O plantio da cana para produzir etanol, respeitado o zoneamento ecológico, permite substituir petróleo e, portanto, reduzir as emissões de gases de efeito estufa. O importante é não desmatar onde não se deve e cultivar a terra de modo adequado.

O certo é que não haverá desenvolvimento algum no futuro se continuarmos a agir predatoriamente, pois o aquecimento global se encarregará de transformar áreas chuvosas em desertos e fará inundações onde antes isso nunca ocorreu. A hora das decisões é agora, em Copenhague.

Fernando Henrique Cardoso, sociólogo, é ex-presidente da República

O Popular

Marconi: “Goiás sabe que deixei as contas em dia”

Em evento no interior, senador tucano defende finanças de sua gestão e diz que atritos entre PSDB e PP se restringem a “um deputado e um secretário”.

Fabiana Pulcineli

O senador Marconi Perillo (PSDB), que se mantinha em silêncio sobre a crise na base governista, defendeu ontem as finanças de sua gestão (1999-2006) e buscou afastar do PSDB a responsabilidade pelos atritos com o PP. “Goiás inteiro sabe que fui o primeiro governador a deixar o cargo com a folha do funcionalismo, as obrigações com o Tesouro Nacional e os programas sociais rigorosamente em dia”, afirmou em entrevista durante visita a São Luís de Montes Belos (a 135 quilômetros de Goiânia).

Marconi disse que o PSDB não tem interesse no “quanto pior, melhor” e que o partido apoia o atual governo. “Quando apoiamos o governador Alcides (Rodrigues, PP), que já tinha sido meu vice duas vezes, o fizemos pensando que ele pudesse continuar o esforço e o trabalho que tivemos ao longo de quase oito anos, superando as dificuldades e buscando, com criatividade, atender as demandas do povo.”

Questionado sobre o relação com o governador, o senador disse que “está como sempre esteve”. “O PSDB e os aliados nunca deixaram de apoiar um só projeto do governo que fosse em benefício da sociedade. Somos um partido responsável, temos compromisso com a governabilidade, mas, acima de tudo, temos compromisso com os goianos”, afirmou, para completar: “Nossa marca é do trabalho, da disposição para a luta, do diálogo, da modernidade”.

O senador disse que acompanhou “à distância” os ataques do deputado federal Carlos Alberto Lereia (PSDB) ao governo e as reações. Segundo ele, a discussão envolve “um deputado e um secretário” (da Fazenda, Jorcelino Braga) e que a questão deve ficar restrita aos dois. “Da minha parte, sempre tenho feito de tudo para apoiar e colaborar”, afirmou. No dia 25 de maio, em entrevista à CBN Goiânia, Lereia fez denúncias, chamou Braga de agiota e disse que o governador não tem caráter.

O senador recebeu homenagem do Sindicato Rural do município, em evento no Parque de Exposições Agropecuárias. Lereia acompanhou o senador, além dos deputados estaduais Nilo Resende (DEM) e Tiãozinho Costa (PT do B). Segundo a assessoria do senador, oito prefeitos prestigiaram o evento.

Em discurso, Nilo disse que o Estado quer o retorno do senador ao governo. “Por mais que eu respeite o governo atual, vejo que Goiás está com muita saudade do Marconi. Esta é que é a verdade”, disse o democrata, para completar que “o povo de Goiás não trai Marconi”. Lereia também elogiou as gestões do senador e disse ser “natural” o desejo pelo retorno do tucano ao cargo.

Marconi disse que tem sido homenageado em visitas a cinco cidades por semana. “Recebo isso como um estímulo, um chamado para que o trabalho continue”, afirmou. “A cada dia me convenço mais de que vale a pena plantar, trabalhar, se esforçar para fazer o bem”, disse o tucano.

Na sexta-feira, o senador esteve em Jussara, onde recebeu título de cidadão, e Valparaíso, no aniversário da cidade. Ontem foi a Pirenópolis, além de São Luís.

O Popular

Giro - Jarbas Rodrigues Jr.

PSDB antecipará campanha pró-Marconi para governador
O PSDB goiano pretende antecipar para agosto o ritmo de campanha eleitoral para a sucessão de 2010. O objetivo é manter a unidade da base aliada nos municípios, numa tentativa de evitar que as cúpulas do PP e do DEM, principalmente, possam avançar no projeto de formar uma chapa ao governo de Goiás independente do PSDB. Uma das estratégias é aumentar ainda mais a presença do senador Marconi Perillo (PSDB) no interior, como já vem sendo feito há dois meses, com entrega de títulos de cidadão e outras homenagens ao tucano pré-candidato a governador. “Vamos intensificar, depois de julho, para mostrar que a base aliada quer Marconi candidato único para enfrentar Iris Rezende (PMDB)”, diz um deputado tucano. O PSDB está preocupado com a imagem do senador por conta dos recentes conflitos com o governo de Alcides Rodrigues (PP) e vê como fator de grande risco crescimento de uma candidatura de Iris para 2010. Outro risco para os tucanos é o racha na base, com efeitos negativos à estrutura e ao tempo no horário político para a campanha do PSDB.

Difícil missãoO PSDB quer antecipar a campanha de 2010, mas sem causar atritos com a cúpula alcidista. Ou seja: mostrar à base no interior que Marconi Perillo trabalha pela unidade.
Pílulas polêmicas
As novas inserções do PSDB no horário político causam o frisson do momento. Defendem um “novo tempo novo” (nova base aliada?) e que Goiás quer mais (Marconi).

2010 é agora
As pílulas tucanas têm um único objetivo: antecipar a campanha pró-Marconi. O senador teve direito até a mosaico de fotos.

Diário da Manhã

Marconi rompe silêncio e fala sobre crise
Senador afirma que PSDB não torce pelo quanto pior, melhor: “Queremos que Alcides realize um bom governo”
07/06/2009


Walter Alves

Senador Marconi Perillo (PSDB) sorri ao receber homenagem do prefeito de São Luís de Montes Belos, Sandoval da Mata, ontemO senador Marconi Perillo rompeu ontem, em São Luís de Montes Belos, o silêncio em relação aos últimos acontecimentos na base aliada. Marconi disse que o PSDB não quer o “quanto pior, melhor” e que o partido torce para que o governador “acerte, cumpra os compromissos, realize um bom governo, porque isso é bom para a sociedade”. “Quando apoiamos o governador Alcides, que já tinha sido meu vice duas vezes, o fizemos pensando que ele pudesse continuar o esforço e o trabalho que tivemos ao longo de quase oito anos”, assinalou.

Ao comentar o relacionamento com o governador, Marconi disse que “está sempre onde esteve”, visto que o PSDB apoiou o pepista na campanha e vai continuar apoiando o governo. Disse que, de sua parte, tem feito tudo para apoiar, para colaborar com o governo, como senador da República. Segundo Marconi, o PSDB e os aliados nunca deixaram de apoiar sequer um projeto do governo que fosse em benefício da sociedade.

“Somos um partido responsável, temos compromissos com a governabilidade, mas, acima de tudo, temos compromissos com os goianos”, ponderou. Marconi afirma que, politicamente falando, o PMDB é o adversário tradicional da base, muito embora tenha trabalhado sempre pensando na unidade dos goianos, em cima de grandes propósitos.

Durante entrevista, ao falar das finanças do Estado, um dos motivos das brigas entre alcidistas e marconistas, o senador falou que “Goiás inteiro sabe” que ele foi o primeiro governador a deixar o cargo com a folha de pagamento, as obrigações com o Tesouro Nacional, o décimo-terceiro proporcional e os programas sociais “rigorosamente em dia”.

Perguntado a respeito do episódio envolvendo o deputado federal Carlos Alberto Leréia (PSDB) e o secretário Jorcelino Braga, de Fazenda, Marconi disse que acompanhou a distância, mas que, pelo que viu, foi uma discussão que envolveu um secretário e um deputado federal, “e isso fica restrito aos dois”.

Marconi comentou ainda que tem pregado a unidade de todos os goianos para superação da grave crise financeira pela qual o País passa e para dar condições a que os prefeitos realizem grandes administrações, que possam beneficiar o povo e melhorar a vida de toda a sociedade.

São Luís

O tucano foi homenageado ontem pelo Sindicato Rural de São Luís de Montes Belos em evento no Parque de Exposições Agropecuárias. Na comitiva de Marconi estavam os deputados Leréia (PSDB), Nilo Resende (DEM) e Tiãozinho Costa (PTdoB). O prefeito Sandoval da Mata (PRTB) recepcionou Marconi no aeroporto da vizinha Sanclerlândia. De lá seguiram para o Parque de Exposições, onde aproximadamente 300 produtores rurais aguardavam o senador. Entre os presentes estavam os prefeitos de Edeia, São João da Paraúna, Firminópolis, Cezarina, Cachoeira de Goiás, Turvânia, Moiporá, Amorinópolis, ex-prefeitos e vereadores de vários municípios da região. O empresário Zé Garrote, de Itaberaí, proprietário da Superfrango, também se juntou à comitiva que recepcionou Marconi.

O discurso mais enfático coube ao deputado Nilo: “Por mais que eu respeite o governo atual, vejo que Goiás está com muita saudade do Marconi, essa é que é a verdade”, sublinhou Nilo. Segundo ele, “o povo de Goiás não trai Marconi”. Leréia enfatizou a “ligação umbilical” de Marconi com o municipalismo e que o senador escreveu “história muito bonita” na administração de Goiás, e, por isso, é natural que os companheiros queiram novamente entregar o futuro de Goiás para o senador.

Apoio ao agronegócio

Durante discurso em São Luís de Montes Belos, o senador Marconi Perillo elogiou a atuação do Sindicato Rural de São Luís, destacando o trabalho do presidente da entidade, Hélio Ferreira, do prefeito Sandoval da Mata e do vice-prefeito, Padre Joaquim (PT). O tucano fez referência à força do agronegócio e destacou que o Brasil vai produzir este ano uma safra de 200 milhões de toneladas, o que revela a força do setor. Lembrou que, quando governador, posicionou-se a favor da luta dos produtores, que no segundo governo de Fernando Henrique Cardoso fizeram um caminhonaço em direção a Brasília.

“Eu sempre ajudei o agronegócio não no discurso, mas na prática”, assinalou o tucano, para quem “o líder que é líder não se acovarda na defesa dos interesses da sociedade”. Na época, disse Marconi, muitos o chamavam de louco por bater de frente com o governo do presidente FHC, um dos principais líderes do PSDB.

1,5 mil lideranças prestigiam entrega de título de cidadão

Em sua passagem por Jussara, sexta-feira (5) à noite, o senador Marconi Perillo (PSDB) foi homenageado com título de cidadania pela Câmara de Vereadores. O plenário ficou lotado de populares que prestigiaram a entrega do título ao líder tucano. A homenagem foi aprovada por unanimidade pelos vereadores e articulada também pelo prefeito Paulo Carvalhaes (PR). Os organizadores estimaram em 1,5 mil pessoas o público presente.

Entre os convidados estavam os prefeitos de Fazenda Nova, Santa Fé, Novo Brasil, Montes Claros e Jaupaci, e até um prefeito de um partido de oposição ao PSDB, Pedro Vicente (PMDB). Também, dezenas de vereadores e pelo menos dez ex-prefeitos.

Na comitiva de Marconi estavam os deputados federais Roberto Balestra (PP) e Leonardo Vilela (PSDB) e os estaduais Hélder Valin, presidente da Assembleia Legislativa, Cláudio Meirelles (PR), e Daniel Goulart (PSDB), que representa o município na Assembleia Legislativa. Entre os presentes também estava o ex-presidente da AGM Joaquim de Castro, prefeito de Jussara por dois mandatos consecutivos.

Ao discursar, Marconi falou de suas ligações com Jussara, terra que, segundo ele, historicamente tem oferecido a Goiás grandes administradores, como o prefeito Paulo Carvalhaes e Joaquim de Castro.
Valparaíso

Depois da solenidade, o senador foi de avião para Valparaíso, no Entorno de Brasília, a tempo de participar das festividades de aniversário da cidade. Ontem, Marconi recebeu homenagem em São Luís de Montes Belos e ainda foi a Pirenópolis para cumprimentar o aniversariante Olímpio Jaime, primo de sua mulher, Valéria Perillo.

É a primeira vez que Marconi recebe homenagem em Goiás na condição de presidente em exercício do Senado. É que o presidente José Sarney (PMDB) dedica-se à recuperação da filha, Roseana Sarney, governadora do Maranhão, que passou por cirurgia para correção de aneurisma cerebral.


Diário da Manhã

Fio Direto - Ivan Mendonça

Candidatura de Marconi ao governo é irreversível, afirma Leonardo Vilela
07/06/2009
Presidente regional do PSDB, o deputado Leonardo Vilela confirma a candidatura de Marconi Perillo ao governo, independente da decisão do PP em lançar candidato ao governo em 2010, conforme prometeu Sérgio Caiado. “Essa decisão é irreversível e já corre de boca em boca na base aliada”, acrescenta ele, antecipando coligação com o PTB de Jovair Arantes e o PPS de Gilvane Felipe: “A expectativa é de aliança também com o DEM, já acertada nacionalmente, e que deverá ser repetida nos Estados.” Leonardo reconhece dificuldades entre Marconi e Alcides Rodrigues, a partir do affair Jorcelino Braga x Carlos Leréia, mas lembra que em política nada é impossível. “O DEM esteve afastado da base e tudo caminha agora para que Demóstenes Torres dispute novamente o Senado na chapa de Marconi Perillo”, diz ele, imaginando reação das bases pela unidade. “Respeitamos a força política do governo, mas será muito difícil arrancar as raízes da base aliada no interior.” Sobre a candidatura de Henrique Meirelles, com apoio de Alcides, Leonardo mostra pessimismo com a terceira via: “A votação de Barbosa Neto em 2006, respaldado pelo PT e presidente Lula, não chegou a 180 mil votos, enquanto Demóstenes Torres recebeu 85 mil votos. Em miúdos, a bipolarização sempre prevaleceu em Goiás e vai dar com os burros n’água quem apostar em projetos alternativos.”

Diário da Manhã

Poteiro, o “Mestre das Cores”
07/06/2009

Nasr Fayad Chaul

Cirandas, cavalhadas, girassóis, procissões, carnaval, futebol, bichos e gentes navegam entre passagens da Bíblia e crianças voando livres... Em tudo, a imensidão das cores capaz de causar espanto e emoção ao mesmo tempo. Você acha simples e único, difícil de ver igual. Você se sente inundado de tons fortes sobre fortes tons. Você está diante de uma tela de Antônio Poteiro, o mestre de todas as cores. As passagens por sobre a história de Goiás são de livre interpretação do artista. Tornam-se um imenso mosaico de luz para os olhos na sensibilidade das sensações. Não se pode definir ao certo uma tela de Poteiro, pois as palavras não encontram uma exata definição.

Poteiro veio lá do Minho, de Santa Cristina, Província de Braga, Norte de Portugal, onde veio à luz em 1925. A região é bonita e plena de religiosidade. Quem observa uma foto mais geral da região do Minho pode ver um ajuntamento de casas coloridas que, na imaginação, se forem trocadas por figuras humanas, bichos e passagens bíblicas, resulta numa tela de Poteiro. Do Minho veio pra Goiás, perambulou por cidades e campos, arranchou em Goiânia nos anos 1950 e virou fazedor de potes surreais carregados de imagens sacras ao seu livre estilo. Daí, o Antônio Baptista de Souza, o oleiro, virou o Antônio Poteiro. O passo seguinte para as artes plásticas seria questão de tempo e incentivo.

Desde muito foi estimulado por Siron e Cléber, dois gênios das Artes Plásticas, a desenvolver seu talento também como pintor. Desde sempre teve a presença amiga de Gravatá, que, naquela sagrada cobertura da Barão da Torre em Ipanema, guarda os primeiros quadros do mestre, que ele chama carinhosamente de o “Velho”. As primeiras telas das quais ele tanto se orgulha dividem espaço com inúmeros Sirons do começo da carreira num painel de causar inveja aos simples mortais e encanto aos que podem contemplar. Sonho um dia em ver o Museu Gravatá de Obra e Beleza.

Pintando, Poteiro tornou-se único, o que na linguagem dos estudiosos significa ser primitivista, aquele que tem a si mesmo como referência, o que possui suas próprias características e se mira no próprio espelho, um narciso sem ser narciso. Poteiro é assim, autodidata, livre, sem seguir regras ou tradições, sem se preocupar com escolas, escalas ou críticos. Representa seu próprio universo mental e cultural, sua forma de ver o mundo, traduzindo sempre em denúncias as ações do homem contra a natureza, em amor e beleza em forma de arte numa profusão de cores.

Sempre o admirei em profundo silêncio e no III Fica escolhemos uma de suas obras para ilustrar o festival. Pude acompanhá-lo à cidade de Goiás para sessões de fotos e materiais de divulgação. Foram momentos de singeleza e sensibilidade, únicos na vida de um grande admirador. Brincava com ele numa paródia do cartunista Jorge Braga em que Jorge imitava a poeta Cora Coralina namorando Poteiro no pé da Serra Dourada, causando crises de ciúmes em Bartolomeu Bueno. Morríamos de rir e era o máximo ver sua barriga balançando de alegria com tanta bobagem, adorando a brincadeira surrealista e carinhosa, uma criança na totalidade. Todas as vezes que nos encontramos, tenho que repetir o texto, imitando a voz de Cora chamando Poteiro....

Seus oitenta anos foram devidamente comemorados entre festas e homenagens. O então governador Marconi Perillo dedicou-lhe um jantar no Palácio das Esmeraldas, somando seu carinho e admiração a tantos outros amigos. Recebeu comendas e medalhas e, recentemente, o deputado Thiago Peixoto entregou-lhe a Comenda Pedro Ludovico Teixeira, numa noite de justas causas e muitas ausências. Mas ainda é muito pouco pelo tanto que Goiás lhe deve, pela dimensão de sua obra, pela projeção que dá ao Estado, aqui e no exterior. Muito ainda deve ser feito pra elevar seu nome ao lugar que merece. Afinal, Poteiro desde os tempos imemoriais da exploração aurífera, das bandeiras com suas cobiças e matanças indígenas, foi, sem dúvida, o melhor presente que Goiás recebeu das terras d’além-mar. Obrigado, Portugal, pelo “Mestre das Cores”.

Nasr Fayad Chaul é ex-presidente da Agepel, professor titular da Faculdade de História da UFG, doutor pela USP e compositor

Folha de Notícias

Discussão sobre metas f iscais reabre polêmica entre PP e PSDB Apesar do esforço de bombeiros da base governista em amenizar a crise entre PP e PSDB, a discussão sobre o cumprimento de metas fiscais do Estado provocou mais polêmica ontem. Pela manhã, em evento na Iquego, o governador Alcides Rodrigues (PP) disse que “a matemática não mente” e adiantou que a Secretaria da Fazenda (Sefaz) se manifestaria a respeito do relatório da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) apresentado por tucanos sobre a gestão de Marconi Perillo (1999-2006), hoje senador. À tarde, técnicos da Sefaz contestaram o relatório, afirmando que os dados são parciais e omitem detalhes sobre o não-cumprimento de metas e consequentes punições ao Estado nos anos de 2001, 2002 e 2004. Segundo os auxiliares da pasta, o Estado foi penalizado com o pagamento de R$ 35,71 milhões a mais na dívida porque não alcançou as metas estabelecidas. O documento dos tucanos, assinado pelo secretário do Tesouro Nacional, Arno Agustinho Filho, foi apresentado pelo deputado federal Carlos Alberto Lereia e lido na Assembleia Legislaiva pelo deputado Daniel Goulart. O relatório da evolução fiscal diz que o resultado primário do Estado (cálculo da receita da administração direta menos as despesas) cresceu de R$ 29 milhões para R$ 751 milhões. Afirma ainda que a relação dívida/receita caiu de 3,13% em 2000 para 1,82% em 2006.

(Fonte: Rádio Paranaíba)

Jornal Opção

Editorial
Lu­la quer man­ter po­der na Cor­te e dei­xar pro­vín­cias pa­ra o PMDB
Mais pre­o­cu­pa­do em ele­ger Dil­ma Rous­seff, o pre­si­den­te pe­tis­ta pre­pa­ra um gran­de pac­to com o PMDB, que am­pli­a­ria seus es­pa­ços nas pa­ró­quias es­ta­du­ais.

O pre­si­den­te Lu­la da Sil­va de­fi­niu os três pro­je­tos do PT pa­ra 2010. A pri­o­ri­da­de nú­me­ro um é a can­di­da­tu­ra de Dil­ma Rous­seff a pre­si­den­te. A pri­o­ri­da­de nú­me­ro dois é, pa­ra o ca­so de a mi­nis­tra ser elei­ta, a cons­tru­ção da go­ver­na­bi­li­da­de, quer di­zer, a for­ma­ta­ção de uma mai­o­ria con­fi­á­vel no Se­na­do. A ter­cei­ra pri­o­ri­da­de — ou se­ja, a úl­ti­ma — é a elei­ção de go­ver­na­do­res.

A ali­a­dos, so­bre­tu­do a pe­e­me­de­bis­tas, Lu­la em con­fi­den­cia­do que o cres­ci­men­to rá­pi­do de Dil­ma nas pes­qui­sas o tem sur­pre­en­di­do. Os mar­que­tei­ros pa­la­cia­nos ava­li­am que o cres­ci­men­to tem a ver com a po­pu­la­ri­da­de do pre­si­den­te, que, mes­mo na cri­se, tem si­do am­pli­a­da. Lu­la es­tá “pu­xan­do” a mi­nis­tra, di­zem os nú­me­ros. Nu­ma das pes­qui­sas re­cen­tes, no le­van­ta­men­to es­pon­tâ­neo, a pe­tis­ta apa­re­ce tec­ni­ca­men­te em­pa­ta­da com o tu­ca­no Jo­sé Ser­ra. Pre­o­cu­pa­do com o cres­ci­men­to de Dil­ma, o go­ver­na­dor pau­lis­ta apro­xi­mou-se do go­ver­na­dor de Mi­nas Ge­ra­is, Aé­cio Ne­ves, com a in­ten­ção de re­e­di­tar a ve­tus­ta po­lí­ti­ca do ca­fé-com-lei­te, a que ge­rou a Re­vo­lu­ção de 1930.

Nas con­ver­sas pa­la­cia­nas, Lu­la su­ge­re que é pos­sí­vel pas­sar Ser­ra, en­tre de­zem­bro de 2009 e abril de 2010, an­tes mes­mo de a cam­pa­nha co­me­çar. O pe­tis­ta-che­fe sa­be, po­rém, que sua for­ça de pre­si­den­te-cha­pa (aque­le que car­re­ga) tem li­mi­te e que é fun­da­men­tal sus­ten­tar Dil­ma nos Es­ta­dos. Nou­tras pa­la­vras, é fun­da­men­tal apo­i­ar a cam­pa­nha de Dil­ma nas es­tru­tu­ras de al­guns par­ti­dos ali­a­dos, no­ta­da­men­te o PMDB. Es­te par­ti­do, en­ten­deu Lu­la, se­rá o fi­el da ba­lan­ça em 2010. O pre­si­den­te tem da­do mos­tras de que fa­rá o pos­sí­vel e, mes­mo, o im­pos­sí­vel pa­ra agra­dá-lo. O or­ça­men­to fi­nan­cei­ro do PMDB no go­ver­no Lu­la equi­va­le ao or­ça­men­to da Ar­gen­ti­na. O PMDB “pre­si­de” uma Ar­gen­ti­na den­tro do Bra­sil.

O pre­si­den­te per­ce­be que o PMDB, sa­ben­do-se de­ci­si­vo, quer mais. Mui­to mais. En­quan­to Lu­la quer man­ter a Pre­si­dên­cia da Re­pú­bli­ca, pa­ra ele pró­prio ou pa­ra Dil­ma, o PMDB quer man­ter e am­pli­ar as es­tru­tu­ras es­ta­du­ais. Por en­quan­to, o as­sun­to é tra­ta­do mui­to mais nos ga­bi­ne­tes, en­tre as­tu­tos pe­tis­tas e as­tu­tís­si­mos pe­e­me­de­bis­tas. No fun­do, es­tão de acor­do: o PT fi­ca com o po­der cen­tral e o PMDB am­plia seus na­cos de po­der nas pro­vín­cias.

Au­xi­li­a­res de proa de Lu­la têm di­to a pe­tis­tas go­i­a­nos, den­tro do Pa­lá­cio do Pla­nal­to, que o pre­si­den­te não es­tá mui­to in­te­res­sa­do em ele­ger go­ver­na­do­res. Es­tá mui­to mais pre­o­cu­pa­do em ele­ger Dil­ma, pa­ra pre­si­den­te, e uma for­te ban­ca­da de se­na­do­res. Por­que en­ten­deu, an­te a re­bel­dia da ban­ca­da atu­al, que o Se­na­do com­pli­ca a vi­da do go­ver­no fe­de­ral, co­mo no ca­so da CPMF e da CPI da Pe­tro­brás. Lu­la tem jo­go de cin­tu­ra e ar­ti­cu­la com ra­ra ha­bi­li­da­de. Ima­gi­ne Dil­ma, pre­si­den­te e sem jo­go de cin­tu­ra, ne­go­ci­an­do com se­na­do­res ex­pe­ri­men­ta­dos. Mui­tos não ima­gi­nam, mas Lu­la é uma ra­po­sa po­lí­ti­ca, pro­fun­da­men­te in­tui­ti­va. Lu­la é um Ma­qui­a­vel que, em­bo­ra não te­nha es­tu­da­do, tem mais sor­te e, na prá­ti­ca, ca­pa­ci­da­de de ar­ti­cu­la­ção. En­ten­deu que, na po­lí­ti­ca, a au­sên­cia de prin­cí­pios ele­va­dos é a lei que fun­cio­na. É ju­ris­pru­dên­cia. Por is­so, no seu go­ver­no, não se pre­o­cu­pou em aper­fei­ço­ar de­ter­mi­na­dos me­ca­nis­mos de cor­re­ção po­lí­ti­co-ad­mi­nis­tra­ti­va (o pe­tis­ta, por cer­to, não fa­ria a Lei de Res­pon­sa­bi­li­da­de Fis­cal).

Ve­ja­mos, a se­guir, al­guns exem­plos que de­vem tor­nar a ex­po­si­ção mais di­dá­ti­ca. O mi­nis­tro da Jus­ti­ça, o pe­tis­ta Tar­so Gen­ro, é fa­vo­ri­to pa­ra o go­ver­no do Rio Gran­de do Sul. Mes­mo as­sim, es­tá sen­do con­ven­ci­do por Lu­la a dis­pu­tar uma va­ga no Se­na­do e a fa­zer uma ali­an­ça com o PMDB do ex-go­ver­na­dor Ger­ma­no Ri­got­to e do pre­fei­to de Por­to Ale­gre, Jo­sé Fo­ga­ça. Jun­tos, PT e PMDB, ve­lhos e re­nhi­dos ad­ver­sá­rios, te­ri­am con­di­ções de der­ro­tar a al­que­bra­da go­ver­na­do­ra tu­ca­na Yê­da Cru­si­us. A ex­po­si­ção da ar­ti­cu­la­ção de Lu­la não sig­ni­fi­ca que o PMDB ga­ú­cho es­tá em su­as mãos. Te­o­ri­ca­men­te, es­tá pró­xi­mo do tu­ca­no Ser­ra.

Na Ba­hia, o go­ver­na­dor pe­tis­ta Ja­ques Wag­ner é can­di­da­to na­tu­ral à re­e­lei­ção. Não faz uma ges­tão re­no­va­do­ra, mas, com o apoio do go­ver­no de Lu­la, tem o que apre­sen­tar ao elei­to­ra­do. Mes­mo as­sim, o pre­si­den­te co­gi­ta re­ti­rar Wag­ner do pá­reo pa­ra im­ple­men­tar um acor­do com o mi­nis­tro Ged­del Vi­ei­ra. Não se­rá fá­cil, por­que Wag­ner e seus ali­a­dos que­rem con­ti­nu­ar no po­der, com o ar­gu­men­to de que só é for­te na Cor­te quem é for­te na Pro­vín­cia, no que são re­ba­ti­dos por Lu­la, que pro­va que, com a Pre­si­dên­cia, a Cor­te po­de mui­to bem con­tro­lar as pro­vín­cias, que es­tão sem­pre de pi­res nas mãos (ve­ja o ca­so de Go­i­ás com a Celg). O PT, com is­so, se tor­na­ria um par­ti­do ex­clu­si­va­men­te da Cor­te, com pre­si­den­te e se­na­do­res, e dei­xa­ria as pro­vín­cias pa­ra os ali­a­dos, co­mo Ged­del Vi­ei­ra, Jo­sé Fo­ga­ça, Iris Re­zen­de e Jo­sé Sar­ney.

Lu­la quer ga­nhar so­bre­tu­do a Pre­si­dên­cia, pa­ra so­li­di­fi­car o po­der pes­so­al e o PT, com o ob­je­ti­vo de pre­pa­rar o re­tor­no, em 2014, nos bra­ços do po­vo. Não só. Lu­la quer le­var jun­to o Se­na­do. Ser­ra cer­ta­men­te per­ce­be o jo­go, não es­tá iner­te e nem é inep­to, mas não jo­ga tão bem quan­to Lu­la. Fal­ta-lhe a sim­pa­tia do pe­tis­ta-che­fe, mas a au­sên­cia de prin­cí­pios é se­me­lhan­te — tan­to que, se Lu­la tem os pe­e­me­de­bis­tas Jo­sé Sar­ney e Re­nan Ca­lhei­ros, Ser­ra co­mun­ga com o pe­e­me­de­bis­ta Ores­tes Quér­cia. Na po­lí­ti­ca, Lu­la e Ser­ra en­ten­de­ram, quem es­co­lhe co­mo ali­a­dos ape­nas os bons aca­ba per­den­do o po­der pa­ra os maus. Maus no sen­ti­do de re­a­lis­mo ab­so­lu­to, o da re­al­po­li­tik de Sar­ney, que, acu­sa­do de fi­car com a ver­ba de au­xí­lio-mo­ra­dia, ci­ni­ca­men­te dis­se que não sa­bia de na­da. Maus no sen­ti­do de não ter li­mi­tes. Por­que quem tem li­mi­tes, co­mo Hen­ri­que San­til­lo e Al­ci­des Ro­dri­gues, não fi­cam mui­to tem­po no po­der. O bur­ro in­te­li­gen­te é aque­le que, ape­sar de in­te­li­gen­te de fa­to, su­bes­ti­ma os ad­ver­sá­rios e pen­sa e age co­mo se to­dos fos­sem bur­ros. Fer­nan­do Col­lor, o tí­pi­co bur­ro in­te­li­gen­te, ava­liou, er­ra­do, que o pre­si­den­te, nu­ma de­mo­cra­cia, po­dia tu­do e ig­no­rou as eli­tes po­lí­ti­cas e fi­nan­cei­ras. Nis­to é pa­re­ci­do com Ser­ra, que acha que sa­be mais do que to­do mun­do e per­deu pa­ra Lu­la.

Den­tro do jo­go de Lu­la, o go­i­a­no Iris Re­zen­de se tor­nou uma pe­ça de­ci­si­va. Aque­les que con­ver­sam com Lu­la, es­pe­ci­al­men­te em Bra­sí­lia, em con­ta­tos mais de­mo­ra­dos, sa­bem que pre­fe­re Iris dis­pu­tan­do o go­ver­no de Go­i­ás do que Hen­ri­que Mei­rel­les. Lu­la não diz com as pa­la­vras a se­guir, mas su­ge­re que Mei­rel­les é um gran­de téc­ni­co, ca­paz de ajus­tar qual­quer po­lí­ti­ca mo­ne­tá­ria e in­ves­tir com cor­re­ção mi­lhões de re­ais, mas não tem sa­ga­ci­da­de po­lí­ti­ca, o que Iris tem de so­bra. Nu­ma ba­ta­lha con­tra Mar­co­ni Pe­ril­lo, na qual so­fres­se pe­sa­das crí­ti­cas pú­bli­cas, ain­da que in­fun­da­das, Mei­rel­les po­de­ria per­der o equi­lí­brio e, quem sa­be, até mes­mo de­sis­tir da po­lí­ti­ca. Iris, pe­lo con­trá­rio, não tem me­do de na­da. En­fren­tou Mar­co­ni uma vez, per­deu, mas deu a vol­ta por ci­ma e se ele­geu du­as ve­zes pre­fei­to de Go­i­â­nia, der­ro­tan­do can­di­da­tos apoi­a­dos pe­lo se­na­dor tu­ca­no.

Além da co­ra­gem pa­ra en­fren­tar Mar­co­ni, e de con­tar com uma es­tru­tu­ra par­ti­dá­ria en­ra­i­za­da em to­do o Es­ta­do, Iris tem ou­tro trun­fo: é do PMDB e tem in­flu­ên­cia na­ci­o­nal — tan­to que, em Bra­sí­lia, fa­la-se, in­clu­si­ve, que se­ria o vi­ce ide­al pa­ra Dil­ma. Mas Iris quer mes­mo fi­car em Go­i­ás, re­or­ga­ni­za­do a sua his­tó­ria po­lí­ti­ca e, co­mo quer, o de­sen­vol­vi­men­to do Es­ta­do. Lu­la sa­be dis­so, ou­viu-o do pró­prio Iris, e quer ban­car seu pro­je­to.

Há quem acre­di­te que Lu­la, im­pli­ca­do em ter­mos pes­so­ais, pen­sa ex­clu­si­va­men­te em der­ro­tar Mar­co­ni Pe­ril­lo. Não há dú­vi­da de que Lu­la quer im­por um mas­sa­cre elei­to­ral ao tu­ca­no. Mas, ha­bi­li­do­so co­mo é, pen­sa um pou­co além. O que Lu­la quer mes­mo, apoi­an­do Iris pa­ra go­ver­na­dor, é en­fra­que­cer o PSDB no Es­ta­do e for­ta­le­cer Dil­ma na­ci­o­nal­men­te. Go­i­ás en­tra no con­tex­to de uma po­lí­ti­ca mais am­pla do PT e de seus mar­que­tei­ros, que, em­bo­ra não tão su­til, não tem si­do as­si­mi­la­da nem mes­mo por al­gu­mas pe­tis­tas.

O de­pu­ta­do fe­de­ral Ru­bens Oto­ni se mo­vi­men­ta pa­ra dis­pu­tar o go­ver­no. Acre­di­ta, até, que, se Mei­rel­les não des­lan­char, o PP do go­ver­na­dor Al­ci­des Ro­dri­gues po­de­rá apoiá-lo. Mas o atu­an­te par­la­men­tar te­rá, cer­ta­men­te, de ce­der às pres­sões de Bra­sí­lia. Os lu­as-ver­me­lhas de Lu­la cos­tu­mam di­zer que vi­ce e na­da são a mes­ma coi­sa. Por­tan­to, pre­fe­rem Ru­bens dis­pu­tan­do man­da­to de se­na­dor, nu­ma com­po­si­ção com o PMDB.

Não há sa­í­da: o PT só te­rá can­di­da­to a go­ver­na­dor em Go­i­ás se o PMDB não lan­çar seu pró­prio can­di­da­to — o que, de­cer­to, é uma qui­me­ra. Nin­guém no PT, mas nin­guém mes­mo, tem tu­ta­no pa­ra en­fren­tar Lu­la, um pre­si­den­te que tem uma po­pu­la­ri­da­de aci­ma de 80%. O pe­tis­ta-che­fe é tão ha­bi­li­do­so que, por ve­zes, fi­ca-se a ima­gi­nar que faz o jo­go po­lí­ti­co da opo­si­ção, de Jo­sé Ser­ra, mo­ver-se ao seu bel-pra­zer. Ape­sar da CPI da Pe­tro­brás, que mos­trou-a re­la­ti­va­men­te acor­da­da, a opo­si­ção não con­se­gue, em ne­nhum mo­men­to, fa­zer a crí­ti­ca do go­ver­no Lu­la. A cons­tru­ção do neo-cur­ra­lis­mo elei­to­ral, com a Bol­sa Fa­mí­lia man­ten­do até 50% dos ha­bi­tan­tes de al­gu­mas ci­da­des, é cri­ti­ca­da pon­tu­al­men­te, mas de mo­do cui­da­do­so. Por­que, nes­te Pa­ís, não se po­de cri­ti­car po­bres. Ora, não se tra­ta de cri­ti­car po­bres, e sim de apon­tar que Lu­la cri­ou um elei­to­ra­do ar­ti­fi­cial em to­do o Pa­ís, e que é es­te elei­to­ra­do que, pos­si­vel­men­te, po­de der­ro­tar Ser­ra e en­tro­ni­zar Dil­ma, a cin­tu­ra mais du­ra da po­lí­ti­ca bra­si­lei­ra, na Pre­si­dên­cia da Re­pú­bli­ca.
Hoje
Goiânia - Edição: 963 Data:07/06/2009

Marconi diz que PSDB continua com Alcides
Da Redação
Ao romper o silêncio sobre a crise na base aliada, a partir das críticas do deputado federal Carlos Alberto Leréia (PSDB) ao governador Alcides Rodrigues e ao secretário da Fazenda, Jorcelino Braga, o senador Marconi Perillo (PSDB) disse ontem que o PSDB não quer o “quanto pior, melhor”. “Quando apoiamos o governador Alcides, que foi meu vice duas vezes, o fizemos pensando que ele pudesse continuar o esforço e o trabalho que tivemos ao longo de quase oito anos”, assinalou Marconi, em em São Luiz de Montes Belos, onde foi homenageado.

Ao comentar o relacionamento com Alcides, Marconi disse que “está sempre onde esteve”, visto que o PSDB apoiou Alcides na campanha e vai continuar apoiando o governo. E afirmou que de sua parte tem feito tudo para apoiar, para colaborar com o governo, como senador.

Ainda de acordo com Marconi, o PSDB e os aliados nunca deixaram de apoiar sequer um projeto do governo em benefício da sociedade. “Somos um partido responsável, temos compromissos com a governabilidade, mas acima de tudo temos compromissos com os goianos”, ponderou. E acrescentou que politicamente falando o PMDB é o adversário tradicional da base, muito embora tenha trabalhado sempre pensando na unidade dos goianos, em cima de grandes propósitos.

Na entrevista, ao falar das finanças do Estado, Marconi disse que “Goiás inteiro sabe” que ele foi o primeiro governador a deixar o cargo com a folha de pagamento, as obrigações com o Tesouro Nacional, o 13º proporcional e os programas sociais “em dia”. Sobre o episódio envolvendo o deputado Carlos Alberto Leréia e o secretário Jorcelino Braga, Marconi disse que acompanhou a distância, mas pelo que viu, foi uma discussão entre um secretário e um deputado federal. “Isso fica restrito aos dois”, afirmou.

Marconi disse que tem pregado a unidade dos goianos para superação da grave crise financeira do País e para dar condições a que os prefeitos realizem grandes administrações, que possam beneficiar o povo e melhorar a vida de toda a sociedade.

O tucano foi homenageado ontem pelo Sindicato Rural de São Luiz dos Montes Belos em evento no Parque de Exposições Agropecuárias. O senador também recebeu título de cidadania da Câmara de Jussara. O plenário ficou lotado de populares que prestigiaram a entrega do título ao líder tucano.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Os leitores estão atentos!!

Diário da Manhã

“Suposto rompimento entre Alcides e Marconi”
Sr. editor,
Lamento profundamente a enxurrada de asneiras que foram ditas por um grupo de supostos “cientistas” políticos, em matéria publicada no domingo passado sobre o rompimento entre o governador Alcides Rodrigues e o senador Marconi Perillo. Em sua maioria, as palavras desses “respeitáveis” especialistas foram desfavoráveis ao senador Marconi, mas por motivos óbvios, que são as posições partidárias e políticas preconcebidas por cada um deles. De maneira aberta, criticaram Marconi os “professores” Pedro Célio Alves Borges, da Universidade Federal de Goiás (UFG), e Denise Paiva, da mesma instituição. Vamos lá: Pedro Célio é militante petista notório, tendo, inclusive, um irmão médico que foi candidato a prefeito de Trindade pelo PT; já Denise Paiva, é famosa por sua simpatia pelo PMDB, partido com o qual conviveu intimamente ao elaborar sua tese de mestrado sobre o papel de Iris Rezende na redemocratização em Goiás. Desses dois, portanto, não seria de esperar outra coisa senão ataques ao maior adversário tanto do PT como do PMDB – no caso, Marconi Perillo.
Mas, continuando, estão na matéria as opiniões de Clever Luiz Fernandes, apresentado como historiador da UFG, quando, na verdade, é professor da Faculdade Padrão. Esse Clever também atira pedras em Marconi, mas não esclarece que sua tese de mestrado se propõe a uma defesa da União Democrática Nacional (UDN) ao longo da história de Goiás – e o grupo que cerca o governador Alcides Rodrigues costuma se autodenominar de udeno-caiadista. Pelo menos, teve um mérito: reconheceu que a UDN é golpista e tem um vasto currículo de traições em Goiás. Outro “cientista” que fala na reportagem é Itamy Campos, da UniEvangélica, também de laços com o PMDB e que já externou, em artigo publicado na imprensa, a opinião de que Iris Rezende está fadado a voltar ao governo de Goiás.
Finalmente, são citados os “cientistas” Sérgio Duarte, apontado como professor da UFG, que provavelmente deve ser Luiz Sérgio Duarte da Silva, dos quadros docentes da Universidade Católica de Goiás (UCG). Este, um historiador de conceitos equilibrados. Há também Wilson Ferreira da Cunha, que leciona Sociologia na UCG, e tem a língua solta, já foi de esquerda, mas hoje é um crítico mordaz do petismo mensaleiro, experiente observador da cena política estadual e por isso mesmo capaz de analisar o quadro com sobriedade e ausência de preconceitos ideológicos.
As duas jornalistas que assinaram a matéria – Érika Letry e Núbia Lobo – evidenciaram ingenuidade ao ouvir como “cientistas” isentos pessoas que têm comprometimento, porém, acredito que assim agiram porque são jovens demais para arriscar um texto sobre um tema tão complicado e de tamanha envergadura.
Conclusão da matéria publicada: se Alcides traiu Marconi, não há problemas, porque, em política, “trair é uma virtude”, segundo Maquiavel, citado pelo “cientista” Clever Luiz Fernandes. Nunca vi tamanha distorção. Maquiavel jamais disse tal asneira. Ao contrário: aos traidores, fica reservada a lata de lixo da história, sentenciou o filósofo florentino, sem nenhuma referência minha ao governador atual.
José Justino Porto, via e-mail