quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Valéria Perillo: a simpatia em pessoa!





Política & Justiça


Valéria Perillo realiza reunião na empresa Quero, em Nerópolis

Centenas de funcionários da Quero produtos alimentícios se encontraram com Valéria Perillo ontem para ouvir as propostas de governo da coligação Goiás Quer Mais. A reunião foi realizada no pátio da empresa, em Nerópolis, a convite da diretoria. Valéria foi recebida pelo empresário Cyro Miranda. Ao falar para os funcionários, Cyro Miranda explicou a importância dos incentivos fiscais para o desenvolvimento das empresas e crescimento do Estado. “Marconi apostou na capacidade produtiva de Goiás, deu incentivos às empresas e gerou milhares de empregos.” Valéria lembrou que nos governos de Marconi, Goiás avançou em todos os setores, mas principalmente na área social. “Ele trouxe para Nerópolis creche do projeto Criança Cidadã, Cheque Moradia, Renda Cidadã, Bolsa Universitária e tantos outros benefícios.” A ex-primeira-dama disse ainda que ao voltar ao governo, Marconi fará muito mais.

#TwittaçoMarconi

PORTAL MARCONI SENADOR

3ª edição do TwittaçoMarconi acontece hoje às 19 horas

Hoje, a partir das 19 horas, no espaço Pop House Arte, acontece o III Twittaço Marconi. Dessa vez, a militância digital que apoia a candidatura de Marconi Perillo vai atuar em mais redes sociais. Blogger, Orkut, Facebook, Formspring.

O objetivo é debater as propostas de Marconi e discutir os projetos do tucano para o Estado de Goiás. Marconi convida todos aqueles que compartilham as ideias da coligação Goiás Quer Mais para comparecer no evento desta quinta-feira.

O espaço Pop House Arte fica na Rua 1145, número 228, Quadra 262, Lote 03, Setor Marista - em Goiânia. A página oficial do evento está no Facebook, no link http://www.facebook.com/pages/III-twitacomarconi/138114739568163

Leitora opina!





Opinião do Leitor

Marconi representa Anápolis

Venho, mais uma vez, me manifestar com relação à pesquisa realizada em Anápolis, nossa querida e pujante cidade. Não sou analista, mas uma cidadã, que tenta de forma consciente, participar do processo eleitoral, para que pessoas sem compromisso com a sociedade não se passem por políticos propositivos nas campanhas eleitorais, achando que somos um bando de animais, que sem saber está indo limpo e saudável para o abate.

Aqui temos o desafio de dar ao senador Marconi Perillo a resposta ao que ele fez pela cidade, desde ainda muito jovem, e fez como poucos, ao escolher Henrique Santillo, o mais conceituado político, como mentor; e para seu povo fez tudo o que um governante com responsabilidade deve fazer quando tem compromisso com a sociedade, governando para todos, sem distinção. Isso é confirmado pelos índices de crescimento industrial e econômico de Anápolis.

Infelizmente, temos acompanhado os passos de políticos de Anápolis que tentam desmerecer essa liderança, mas fica difícil entender, pois, há pouco, eles se diziam contra os desmandos do PMDB, quando este estava no poder e fez tudo, a todo custo, para inviabilizar o DAIA e a administração local. Afinal, quem em Anápolis não se lembra de Erivan Bueno?

Hoje, de mãos dadas o PMDB, o PT tenta o impossível: tirar de Marconi Perillo o que por ele foi conquistado, que é o respeito em fazer política sem passar por cima dos princípios de um povo. A ele daremos, mais uma vez, a prerrogativa de continuar representando Anápolis, como cidade de grande potencial geográfico, econômico e industrial!


                                                                        Edna Mendes, via e-mail

Marconi Perillo: Anápolis o recebe de braços abertos!





Política & Justiça

“Todos hospitais goianos vão ter padrão do Crer”, diz Marconi
Durante visita à Santa Casa de Anápolis, candidato assume compromissos com a saúde. Em caminhada na cidade, tucano recebe carinhos de moradores

Da Redação

O candidato a governador Marconi Perillo (PSDB) visitou ontem a Santa Casa de Anápolis onde, emocionado com a recepção da diretora da entidade, irmã Rita Cecília, e outras funcionárias agradeceu a elas por “renovarem com orações suas energias” na reta final de campanha. Marconi afirmou que, sendo eleito, continuará a ajudar a entidade, a exemplo do que tem feito desde quando era deputado estadual. Ele comprometeu-se também a reabrir o Hospital São Pedro na Cidade de Goiás e transformar todos os hospitais do Estado no padrão de excelência do Hospital de Urgências de Anápolis, construído em seus governos e do Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer).

A diretora da Santa Casa e médica, irmã Rita Cecília, disse que não fez nenhuma reivindicação a Marconi porque ele já conhece todas as necessidades da casa e sempre ofereceu ajuda, mesmo quando não era procurado. Ela lembrou os benefícios concedidos por Marconi desde a época em que era deputado estadual. “Não fizemos reivindicações ao Marconi porque não é necessário. Ele nos conhece e sempre ajudou a Santa Casa. Ele é amigo da nossa casa, o homem que teve coragem de nos entregar o Hospital de Urgências de Anápolis para que eu pudesse administrar com minha equipe.”

A irmã continua e explica o fincionamento do hospital. “Nós prestamos serviços para pacientes oriundos de 51 municípios e mais de cinco Estados. Desde que Marconi era deputado estadual que ele ajuda a Santa Casa, e todos os anos recebemos verbas para nos ajudar, assim como todas as outras Santas Casas que são ajudadas por Marconi em todo Estado. Ele tem esse amor, carisma, de quem ama os pobres. Marconi é um homem abençoado, pois quem ama os pobres é sempre abençoado”, disse.

Emocionado, Marconi disse que a visita foi para buscar renovar as energias e pediu orações para as irmãs. Ele lembrou as dificuldades que tem encontrado na campanha e reafirmou que seus padrinhos são Deus e o povo goiano. “Eu venho à Santa Casa renovar esforços, buscar energias para continuar. Vocês não imaginam o que é uma campanha dessas. Enfrentar o governo federal, estadual e as três principais prefeituras, mas eu tenho dito que os meus padrinhos são os mais importantes, porque são Deus e o povo. Vir até aqui significa recarregar as minhas energias e sair daqui com mais otimismo.”

Marconi reforçou o desejo de continuar a trabalhar em prol de eliminar as dificuldades encontradas pela Santa Casa de Anápolis e a de Goiânia. “Agradeço a Deus por ter conseguido ajudar a Santa Casa ao longo da minha vida, mas ainda acho que ajudei pouco pelo trabalho que vocês fazem e pelo que vocês merecem. Sendo eleito, quero continuar meu trabalho em favor da Santa Casa e do Hospital de Urgências.”


Lara Beatriz entregou um buquê de flores brancas para o candidato Marconi Perillo

Caminhada

Marconi realizou caminhada ontem à tarde no Jardim Jaiara em Anápolis. Percorrendo ruas do bairro, recebeu o carinho dos comerciantes e moradores. A gestora pública Edna Mendes e sua filha entregaram a Marconi um buquê de rosas brancas. Ela disse que o presente era em agradecimento pelo que o tucano deu a Anápolis. “Marconi trouxe dignidade ao povo de Anápolis e trouxe a UEG. Quem se preocupa com a Educação se preocupa com o futuro. E a Educação dignifica as pessoas”, explicou. O ex-BBB Dhomini que desistiu da candidatura a deputado pelo PR, acompanhou Marconi.







Política & Justiça

Demóstenes participa de carreatas no Entorno e realiza caminhada em Anápolis com Marconi

 O senador Demóstenes Torres (DEM) e o candidato ao governo Marconi Perillo (PSDB) intensificaram as atividades na última semana de campanha e participaram ontem de carreatas no Entorno de Brasília e de grande caminhada em Anápolis, além de encontros com setores produtivos na Capital. Por todos os locais em que passou, Demóstenes foi recebido com carinho por parte da população, que tem apontado a atuação exemplar no atual mandato e propostas que realmente vão mudar a vida da população goiana para melhor, como a escola em tempo integral, a Creche Dia e Noite e a Internação Compulsória, como os principais motivos para a liderança nas pesquisas de intenções de voto. A comitiva da coligação Goiás Quer Mais visitou ontem duas cidades do Entorno de Brasília. Planaltina de Goiás e o Distrito do Jardim Ingá, em Luziânia, receberam a carreata com os candidatos.

O ritmo da campanha permaneceu intenso durante a tarde. Demóstenes e Marconi seguiram para Anápolis, onde participaram de uma caminhada na Vila Jaiara, na Avenida Fernando Costa. A população aproveitou para conversar com os candidatos e registrar a passagem da grande comitiva da vitória. O pedreiro Ricardo Moraes, de 27 anos, fez questão de abraçar Demóstenes durante a passagem do senador. Ainda com o uniforme do trabalho, ele afirmou que o senador foi responsável pela melhoria de vida do avô, Afonso Moraes, de 82 anos, beneficiado pelo Estatuto do Idoso, Lei relatada por Demóstenes no Senado. Agora ele disse que vai novamente votar em Demóstenes para contar com a creche Dia e Noite.

Lúcia Vânia: a guerreira está em campo!





Política & Justiça

Planaltina, Luziânia e Anápolis recebem senadora Lúcia Vânia

Uma grande festa foi preparada pelas lideranças do Entorno do Distrito Federal para receber a senadora Lúcia Vânia (PSDB) e companheiros da coligação Goiás Quer Mais em Luziânia e Planaltina, nesta quarta-feira, 29. Após as carreatas no Entorno, os candidatos da coligação seguiram para Anápolis, onde realizaram uma caminhada pelas ruas da cidade e visitaram a Santa Casa, no município.

A alta popularidade da senadora entre a classe política e a população tem explicação: Lúcia Vânia foi a parlamentar que mais trouxe recursos aos municípios goianos, é grande defensora da região do Entorno no Congresso Nacional e tem desenvolvido, também, um importante trabalho pelo desenvolvimento de Anápolis, desde que foi primeira-dama da cidade.

Além de levar o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) e beneficiar idosos e deficientes físicos com um salário mínimo mensal por meio da Lei Orgânica da Assistência Social (Loas), a senadora Lúcia Vânia levou uma série de outros benefícios a Anápolis, Luziânia e Planaltina.

Em Planaltina, a parlamentar foi a responsável por obras que garantiram o abastecimento de água para a cidade, infraestrutura urbana e levou uma UTI Móvel para o município. Graças a esse trabalho, a tucana foi recebida com festa pela população da cidade.

A comerciante Renalva Pollim se emocionou ao ver de perto a senadora e afirmou que é eleitora de Lúcia Vânia há muito tempo, e até se tornou cabo eleitoral da tucana “por admirar essa mulher pela história dela de um trabalho singular feito em prol do povo de Goiás. Peço voto para a senadora o dia todo”, destacou.

Em Luziânia, mais uma vez, a parlamentar recebeu o carinho da população em reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelo município: Lúcia Vânia é a responsável pela restauração da Igreja Nossa Senhora do Rosário, uma das igrejas mais antigas do Estado e um patrimônio histórico de Goiás.


Anápolis

Em Anápolis, a senadora Lúcia Vânia ouviu as demandas da população, durante caminhada pelas ruas da cidade, e se emocionou ao perceber que as pessoas reconhecem o vínculo que ela tem com a cidade e sua dedicação pelo crescimento do município desde que ela foi primeira-dama.

Como senadora, Lúcia Vânia levou recursos para a construção de parques e dos Abrigos de Idosos do Residencial Monte Sinai e da Vila Esperança.

José Eliton: um vice que faz acontecer!





Política & Justiça


Estreante em eleições, José Eliton faz dever de casa e ajuda Marconi
Candidato a vice-governador cumpre, com eficiência, missão de contornar resistência de parcela do DEM à aliança do PSDB. Em viagens pelo interior, conquistou novos aliados para o bloco tucano

Do anonimato político, reservado aos tribunais e salas de audiência, à missão de representar o Democratas e estar lado a lado de um dos políticos de maior ascensão do País, Marconi Perillo (PSDB), o candidato a vice governador pela coligação Goiás Quer Mais, o advogado José Eliton (DEM), 37, consolidou-se, ao fim do 1º turno, como fato novo das eleições.

Até o dia das convenções, 30 de junho, Eliton era unicamente um advogado bem sucedido, que se destacava nos tribunais pelo conhecimento jurídico e seriedade com que conduzia a profissão.

Apesar da veia política – seu pai, Eltinho Figueredo, foi prefeito de Posse, cidade do Nordeste goiano – José Eliton nunca disputou cargos eletivos e participou de eleições cumprindo papéis secundários. De coadjuvante até se tornar um dos atores principais nestas eleições, Eliton trabalhou percorrendo o Estado e cumpriu a tarefa de fortalecer Marconi.

O partido de José Eliton, o DEM, apresentava dificuldades de composições regionalizadas. Em municípios como Araguapaz, o partido mantinha dificuldade de composição com o PSDB de Marconi. Foi a capacidade de articulação que garantiu o apoio de 100% do DEM à candidatura de Marconi Perillo.

Eliton visitou todos os municípios que têm os prefeitos do DEM e reforçou a importância de manter a união dos partidos aliados no projeto majoritário. A credencial de seriedade e competência profissional carimbou seu passaporte em todos os municípios. “Não podemos deixar de apoiar esse jovem, competente, combativo advogado, que muito orgulha o nosso partido”, disse o prefeito de Araguapaz, Jonas Souza da Rocha (DEM).

Eliton reforçou todas as candidaturas do Democratas. De Heuler Cruvinel em Rio Verde, de Itamar Barreto em Formosa e de Vilmar Rocha em algumas cidades do Nordeste, ao lado do deputado estadual Iso Moreira.

ADESÕES

Eliton foi um dos principais articuladores para que ao menos 15, dos prefeitos dos 21 municípios considerados do Nordeste goiano aderissem à candidatura de Marconi ao governo.

Em Campos Belos, José Eliton foi decisivo na adesão do prefeito municipal, Neurivaldo Sardinha (PP). Lá, o amigo e ex-prefeito Aurolino Ninha (PR) também somou-se à luta do vice e procurou seguir a bandeira em defesa do Nordeste goiano. “Tenho sempre repetido que a escolha de José Eliton para a vice de Marconi engrandeceu muito o Nordeste e deu novo ânimo aos prefeitos da região”, disse o ex-prefeito.

Assim trabalhou e recebeu as adesões do prefeito de São João D’ Aliança - Wilmar Ferreira de Araújo (PR), Cavalcante - Josias Magalhães Sobrinho (PTN); Teresina de Goiás - Sr. Odete Teixeira Magalhães (PR) Damianópolis - Andréia Lins Depollo (PDT); Buritinópolis - Maria Aparecida da Cruz (PR); e Flores de Goiás - Valmir Soares de Campos (PMDB).

Horário eleitoral gratuito!





Política & Justiça

Candidatos mostram aliados no último programa da TV

José Cácio Júnior

Após 19 dias de programa eleitoral para governador em Goiás, os três principais candidatos ao governo, Marconi Perillo (PSDB), Iris Rezende (PMDB) e Vanderlan Cardoso (PR), levaram à TV alguns de seus principais aliados políticos no último programa eleitoral da TV, ontem. Outro ponto em comum entre os programas de Marconi, Iris e Vanderlan foi o apelo emocional.

O primeiro a apresentar aliado de peso foi Iris, contando novamente com o pedido de votos do presidente Lula. Como vinha acontecendo desde o início do mês, Lula pediu voto “a cada homem e a cada mulher que acredita em um Brasil novo” dizendo que Iris será parceiro de Dilma.

Antes da aparição de Lula, o programa de Iris apresentou os números da pesquisa de intenção de voto do Instituto Brasmarket, que mostra Iris com 42,1% das intenções de voto. No restante, Iris fez balanço de sua campanha, agradecendo às pessoas que o acompanharam e reafirmou que tem vigor e está preparado para assumir o Estado.

O programa de Vanderlan mostrou novamente Dilma pedindo voto para o ex-prefeito de Senador Canedo. Dilma sugere que aos eleitores que votem em candidatos que possuem “compromisso e propostas concretas para o Goiás avançar como o Brasil está avançando”. Vanderlan afirma que ao percorrer o Estado teve um contato “olho no olho” com o eleitor e colocará seus projetos em prática com a mesma “franqueza” em que lidou com a população.

Marconi apareceu apareceu ao lado dos senadores Demóstes Torres (DEM) e Lúcia Vânia (PSDB) e o ex-prefeito de Goiânia Nion Albernaz (PSDB). Antes disso, ao lado de sua esposa, Valéria Perillo, Marconi disse que caso eleito, sua responsabilidade como governante irá aumentar pois será comparado pelos dois mandatos em que foi governador. Entretanto, Marconi disse que está mais “preparado” e “experiente” para relacionar “Goiás entre os cinco maiores Estados” do País. Marconi agradeceu aos “goianos mineiros, gaúchos, nordestinos que forjaram o caráter do Estado”, em referência às pessoas de outros Estados que mudaram para Goiás e que ouviram suas propostas durante a campanha.

Em seu último programa eleitoral, Marta Jane (PCB) disse que teve “coragem de denunciar cobranças ilegais” e que também foi corajosa “em dizer a verdade”. Seguindo a mesma linha de Marta Jane, Washington Fraga (PSol) disse que durante a campanha “denunciou a roubalheira da velha política” e que está preparado para “mudar os rumos de Goiás”, finalizou.

Marconi Perillo: companheiro de todas as horas!





Opinião

Por que Marconi Perillo?

Lázaro Marques Rezende

Desde os primórdios de minha juventude, estive envolvido politicamente com os ideais democráticos, em busca da justiça e da liberdade de expressão.

Aos 16 anos, vindo de Buriti Alegre, minha cidade natal, passei a trabalhar nos Diários Associados, na antiga Folha de Goiáz e, posteriormente, em 1979, fui para Araguaína, na época município goiano, exercendo a advocacia com muito êxito. Dado a minha popularidade, lançaram minha candidatura a deputado estadual.

Até o início do ano de 1981, Henrique Santillo era o virtual candidato ao governo do Estado e quando ia fazer campanha no norte, hospedava-se em minha residência e de lá, fazíamos visitas políticas nas regiões vizinhas a Araguaína. No final daquele ano, para minha surpresa, lá apareceu Iris Rezende Machado (que havia feito acordo com Santillo) dizendo-se candidato ao governo de Goiás. Mais decepcionado fiquei, quando Iris apoiou o candidato Brito Miranda, inviabilizando minha candidatura, pois para Miranda, não faltavam recursos políticos e financeiros. Após sua vitória e posse, Iris não permitiu que assumíssemos a presidência do Idago, costurada com ele, através do Dr. Henrique Santillo. À minha pessoa, sobrou apenas um cargo no 3º escalão na Secretaria Estadual de Administração. O atual candidato ao governo de Goiás pelo PMDB possui vários motivos por sua alta rejeição e um deles é o de deixar os companheiros na chapada. A injustiça e o menosprezo aos correligionários é a marca registrada do candidato peemedebista.

Marconi Perillo Júnior, ao contrário, sempre prestigiou os companheiros e correligionários e é por este motivo que estou empenhado e sua volta ao Palácio das Esmeraldas. Tenho absoluta certeza de que, Marconi fará um excelente governo, voltado para o crescimento e modernização do Estado, ao lado de companheiros competentes que sempre o auxiliaram.


Lázaro Marques Rezende é advogado

Marconi Perillo: reconhecimento dos anistiados!





Opinião

Anistiados políticos com Marconi

José Elias Fernandes

Impressionante como alguns termos caem em desuso, tão sumariamente: esquerda, direita, ditadura, democracia tornaram-se palavras estranhas, depois de massificadas, por décadas, na mídia e no vocabulário até das pessoas comuns. O que dizer então de anistiado político, que faço questão de registrar, na minha qualificação, no rodapé do que escrevo?

Em solenidade na Assembleia Legislativa comemoramos os 31 anos da lei federal 6.683, de 28 de agosto de 1979, que concedeu anistia aos brasileiros punidos pela ditadura militar de 1964. Atualmente, pouca gente avalia o significado dessa lei que devolveu a cidadania a tantos idealistas, que viviam na clandestinidade ou foragidos do País, para escapar das punições do regime militar. Até então, políticos como Leonel Brizola, Miguel Arraes, José Serra, Tarzan de Castro, Aldo Arantes, Oriestes Gomes e tantos outros moravam no exterior; enquanto milhares, que não puderam se exilar, usavam nomes falsos e viviam às escondidas, fugindo da repressão, que torturou e matou tantos de nós.

Lamentável existirem mal informados que duvidam das violências do regime, cuja execração se restringe quase só às vítimas e aos familiares de quem sofreu suas brutalidades. Para nós, não há como apagar da memória aqueles anos de horror. Por exemplo: eu preso, meses seguidos, num sanitário do quartel do Exército, certo dia de agosto de 1972, ouvi os estertores da morte do Ismael Silva, na cela vizinha. Na época, ainda entregavam os cadáveres, para as famílias sepultarem. Como crescia a revolta popular, diante de tantos assassinatos, adotaram a tática do desaparecimento dos corpos lacerados pela tortura. Quantos contemporâneos da minha juventude goianiense figuram na lista dos desaparecidos!

Pois bem, anistiados políticos somos nós, contestadores da ditadura, que conseguimos sobreviver aos seus mais de 20 anos de perversidades: imprensa censurada, Congresso fechado, Judiciário coagido, governadores, parlamentares, desembargadores e juízes cassados, universidades vigiadas, professores e estudantes presos, servidores exonerados, entidades sindicais sob intervenção, artistas proibidos de se exibirem e tudo mais. O futebol escancaradamente usado como instrumento de alienação do povo, assim clubes de serviço, tipo Lyons, Rotary etc. Rico pela própria natureza, o Brasil progrediu em alguns setores, como não poderia deixar de acontecer; porém, como Nação, regrediu à condição de colônia dos Estados Unidos, que passaram a controlar tudo por aqui, inclusive a vigilância do nosso espaço aéreo, sem falar no domínio do comércio monopolizador e da imposição de usos, costumes e da própria língua.

Embora recém-nascido na época, Marconi Perillo, quando governador, procurou reparar muitas daquelas injustiças, criando lei estadual que indenizou os principais prejudicados, com pensões mensais e acesso ao seguro-saúde do Ipasgo. Quantas personalidades, que depois de galgarem o topo da vida pública, agora, em idade avançada, sofriam constrangimentos, privados de seus direitos, por falta de recursos, até para a própria manutenção! Eis a razão pela qual nas comemorações do 31° aniversário da Lei da Anistia o nome do senador cresce na gratidão dos anistiados goianos, empenhados na luta pela sua vitória e breve retorno ao governo do Estado.


José Elias Fernandes é jornalista, anistiado político e já foi deputado, diretor-geral do Detran, delegado de polícia e prefeito de Aragarças (jornaldegoiania@hotmail.com)

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Marconi Perillo: vitória do povo!





Política & Justiça


Marconi vence no primeiro turno
Em um ano, candidato do PSDB cresceu 8,3 pontos percentuais nas intenções de votos válidos ao governo
Levantamento mostra que Demóstenes e Lúcia Vânia devem ser reeleitos com ampla margem no domingo

Daniela Gaia

No período de um ano, o candidato ao governo do Estado de Goiás Marconi Perillo (PSDB) cresceu 8,3 pontos percentuais nas intenções de votos válidos. É o que mostra pesquisa Serpes/O Popular, divulgada ontem. O tucano lidera disputa ao governo com 50,4%. Em segundo lugar está o candidato da coligação Goiás Rumo ao Futuro, Iris Rezende (PMDB), com 35,2% das intenções de voto. Vanderlan Cardoso (PR) da coligação Goiás no Rumo Certo recebeu 13,6%.

O candidato do PSDB reafirma que está fazendo uma campanha com “salto zero”. Para Marconi, a liderança nas pesquisas é motivo para intensificar a campanha até o dia 3 de outubro. “A pesquisa é uma fotografia do momento. Recebo com muita humildade os números do Serpes. Já avisei à minha militância para trabalhar com salto zero. Nos próximos dias, vamos colocar na rua toda a militância para tentar decidir já no primeiro turno essas eleições”, disse.


Os candidatos do PMDB e do PR não foram encontrados para comentar a pesquisa.

Marta Jane (PCB) e Washington Fraga (PSol) tiveram 0,5% e 0,3% das intenções, respectivamente. Marta Jane preferiu não comentar a pesquisa. Fraga voltou a afirmar que pesquisa não define eleição, mas disse que se considera em pé de igualdade com os outros candidatos. “Não desconsidero a pesquisa. Mas os números não correspondem à realidade da minha campanha. Além disso, existem muitos eleitores indecisos que podem mudar a realidade da eleição.”

Quando se levam em conta votos brancos e nulos, Marconi apresenta 14 pontos à frente de Iris, com 46,7% das intenções de voto. O peemedebista teve 32,6%. Apesar de serem os dois candidatos mais bem colocados na pesquisa, ambos caíram quase um ponto em relação à pesquisa anterior, enquanto Vanderlan tem apresentado crescimento desde o início das pesquisas. Em relação à última rodada, o candidato cresceu 1,5 ponto, recebendo 12,6% da preferência do eleitorado. Marta Jane apresentou pequeno crescimento, com 0,5%, seguida por Fraga, que, em sentido contrário caiu, tendo 0,3%. Os eleitores que afirmaram votar branco ou nulo são 2,2% e os indecisos representam 5,2%.

Na pesquisa espontânea, o candidato tucano oscilou 1,7 pontos percentuais e apresentou crescimento em relação à pesquisa anterior, com 42,9% dos votos. Iris também teve leve crescimento de 0,4 pontos, recebendo 28,9% das intenções, seguido por Vanderlan, com 11,3%, que teve alta de 2,1 pontos. Marta Jane teve 0,3% e Fraga recebeu 0,1% das intenções. Eleitores indecisos somam 14,2%, e os que afirmam votar branco ou nulo são 2,4%.

REJEIÇÃO

Iris é o candidato com maior índice de rejeição, com 20,5%. Fraga e Vanderlan foram os candidatos menos rejeitados pelos entrevistados, com 7,3% e 7,6%, respectivamente. Marconi ficou em segundo lugar de rejeição, com 17,9%, e Marta Jane foi rejeitada por 10,6% dos eleitores. 42,9% afirmaram não rejeitar nenhum dos candidatos e 4,1% está indeciso.

Na simulação de segundo turno entre Marconi e Iris, o senador lidera nas intenções de voto com 51,2%, enquanto o peemedebista tem 38,8%. Os indecisos foram 5,5%. Os eleitores que afirmam votar nulo foram 4,5%.

A pesquisa Serpes/ O Popular foi realizada entre os dias 25 e 27 de setembro e ouviu 1.001 entrevistados em todo o Estado. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo número 32.347/2010 e no Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Goiás (TRE-GO) sob o protocolo número 45.333/2010, em 27 de setembro.


Demóstenes e Lúcia Vânia satisfeitos com os números

Na oitava e última pesquisa divulgada pelo Serpes/O Popular, os senadores Demóstenes Torres (DEM) e Lúcia Vânia (PSDB), candidatos à reeleição, lideram a disputa pelas duas vagas no Senado. Demóstenes disse que recebeu o resultado da pesquisa com alegria. “Fico muito feliz. Sinal que o eleitor tem compreendido minha mensagem. Venho crescendo a cada pesquisa e, humildemente, vou continuar trabalhando até sábado, meia-noite, para poder fazer jus à confiança que o eleitor depositou em mim. Trabalho na campanha não só em meu benefício, mas também da Lúcia Vânia e do Marconi (Perillo, PSDB) para que ganhe a eleição no primeiro turno.”

Demóstenes apresentou crescimento de 0,9 pontos em relação à rodada anterior, tendo 32,5% das intenções de voto na pesquisa atual. Lúcia apresentou ligeira queda de 0,2 pontos e tem 22,9% das intenções. A senadora disse que está confiante com a campanha e espera que os números da pesquisa sejam confirmados nas urnas, dia 3 de outubro. “Os números comprovam que a nossa estratégia de campanha é acertada. Fizemos uma campanha limpa, ética e sem ultrapassar o nosso planejamento econômico. Apresentamos à população projetos que mereceram atenção, resultando na nossa boa aceitação com o público”, disse.

O deputado federal Pedro Wilson (PT), candidato ao Senado, ocupa o terceiro lugar da pesquisa, com 9,7% das intenções de voto. O candidato comemorou sua performance crescente nas últimas pesquisas, mas acredita que nenhuma delas conseguiu captar a força do apoio popular expressado durante a campanha. “Estamos crescendo e confiantes de que, no dia 3 de outubro, vamos ter uma das vagas para representar de verdade o Estado de Goiás no Senado Federal”, disse.

Apesar de ter apresentado crescimento de dois pontos em relação à pesquisa anterior, o candidato afirma que o índice de indecisos está alto, o que pode ocasionar em uma mudança de cenário até o dia 3 de outubro. “O grande percentual de indecisos, revelado pelas pesquisas desde o começo da corrida eleitoral, será o fator surpresa dessa eleição. Ganha a segunda vaga no Senado quem conseguir reverter para si os votos ainda indefinidos.”


Volume

Ex-prefeito de Rio Verde, Paulo Roberto Cunha (PP) está em quarto lugar nas pesquisas, com 3,6% das intenções de voto. O candidato lamenta o resultado do levantamento e declara que faltou “volume forte de campanha”. Para Paulo Roberto, só o programa de televisão não é suficiente para atrair o maior número de eleitores. “A campanha encareceu muito. Como não realizamos comícios, cheguei pouco ao eleitor. O comício é ainda o melhor sistema para o eleitor conhecer o pensamento, os projetos e a emoção do discurso do candidato. O eleitor está perdendo a oportunidade de conhecer o pensamento real dos candidatos. A carreata passa e vai embora.”


Tucano lidera em todas as regiões do Estado

O candidato ao governo Marconi Perillo (PSDB) conserva a liderança em seis regiões das sete que foram realizadas a pesquisa Serpes/O Popular, mesmo cenário da pesquisa anterior. O tucano só perde para Iris Rezende (PMDB) em Goiânia. O peemedebista tem 39,6% das intenções de voto, enquanto Marconi tem 32,4%. No entanto, Iris caiu 6,2 pontos percentuais. Vanderlan Cardoso (PR) cresceu 2,8 pontos e chegou a 16,9% das intenções na Capital.

Na região central, onde estão localizadas Anápolis e Aparecida de Goiânia, Marconi apresenta 45% das intenções, seguido por Iris com 30,3%. Os dois candidatos apresentaram queda na região em relação à pesquisa divulgada no último dia 28. O tucano tinha 46,5% e o peemedebista aparecia com 32,4%. Vanderlan apresentou crescimento de 3,9 pontos, com 19,4% da preferência na região.

No Entorno do Distrito Federal, Marconi cresceu 7,3 pontos percentuais, com 57,6% das intenções de voto na região. Iris tem 27,1%, e Vanderlan aparece com 5,3%. O peemedebista cresceu 1,4 ponto e o ex-prefeito de Senador Canedo caiu 2,9 pontos. Marconi também apresenta vantagem na região Norte com 45,5%, enquanto Iris conseguiu crescer 4,9 pontos, recebendo 37,6% das intenções. Na rodada passada, Marconi tinha 50,5%. Vanderlan caiu de 7,9% para 4% na pesquisa atual.

No Sul, o tucano lidera disparado com 61,8% das intenções de voto, contra 23,6% recebidos por Iris. Vanderlan teve 8,2%. Já na região Sudoeste, Marconi apresentou queda de 7,7 pontos, com 45,5% das intenções. Iris e Vanderlan apresentaram crescimento, tendo cada um 35,5% e 13,6%. No levantamento anterior, o peemedebista recebeu 32,4%, e Vanderlan, 9%. Apesar de liderar na região Noroeste, Marconi reduziu dez pontos em relação à pesquisa passada. O tucano tem 48,8%, Iris aparece com 33,8%, e Vanderlan com 13,8%.

DILMA

Para a eleição presidencial, a pesquisa Serpes/O Popular indica crescimento de 4,9 pontos percentuais para o candidato José Serra (PSDB), com 34,6% das intenções de voto. Apesar do crescimento, a candidata Dilma Rousseff (PT) apresenta 10,5 pontos de vantagem à frente do tucano. A petista lidera o cenário com 45,1% das intenções de voto na pesquisa estimulada. Na pesquisa anterior, Dilma tinha 47% das intenções, e Serra, 29,7%. A presidenciável Marina Silva (PV) aparece em terceiro lugar com redução de 1,3 ponto percentual, com 11% das intenções de voto.

Valéria Perillo: uma dama que vai à luta!





Política & Justiça


Valéria Perillo é recebida com festa em Aparecida

Uma plateia animada munida de bandeiras 45 esperava por Valéria Perillo na noite desta segunda, 27, no comitê do vereador Manoel Nascimento Macedo (PSDB), na Vila Brasília, em Aparecida de Goiânia. Ao chegar ao local, por volta das 20h, a ex-primeira-dama foi recebida com muita festa pelos moradores. “Essa reunião nos enche de fé e esperança nesta reta final da campanha”, dizia.

O vereador Nascimento lembrou o tempo em que Valéria Perillo foi presidente da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG). Segundo o parlamentar, Aparecida foi beneficiada por muitos programas sociais e a população tinha o apoio do governo do Estado. Indignado, ele revelou “que os benefícios foram cortados e os cidadãos padecem sem ter a quem recorrer”.

No meio do evento, chegou o candidato a deputado federal Valdivino de Oliveira (PSDB), que já foi secretário da Fazenda do governo do Distrito Federal e secretário de Finanças de Goiânia no governo Nion Albernaz. Ele ressaltou a eficiência dos governos do PSDB e disse estar realizado por participar deste grande projeto para Goiás. “Os incentivos fiscais dos governos de Marconi geraram empregos, renda e mais igualdade social.”

Antes de falar, Valéria Perillo foi surpreendida pelo depoimento do jovem Fabrício Bragança, 30, de Itaguari. Ao agradecer a ex-primeira-dama, ele pediu para contar a sua história de vida. Bragança era motorista de ônibus e em 2003 foi contemplado com a Bolsa Universitária.

Marconi Perillo: propostas contra ataques!





POLÍTICA

TERCEIRO BLOCO

Em réplica, tucano fala de panelinha

O Popular

Os ataques ao candidato Marconi Perillo (PSDB) continuaram no terceiro bloco do debate. Sorteado para fazer a primeira pergunta, sobre habitação, o tucano pediu licença na réplica para responder o que chamou de ‘panelinha’ entre Iris Rezende (PMDB) e Vanderlan Cardoso (PR), no bloco anterior, para falar do suposto déficit nas contas do Estado ao final de sua gestão, em março de 2006.

"Fizeram um trabalho sério na Assembleia Legislativa e ficou comprovado que esse déficit era uma farsa", afirmou Marconi. O candidato citou ainda que recebeu o governo, em 1999, com R$ 1,5 bilhão de déficit. "E saímos (do governo) deixando todos os salários em dia", completou.

Sobre habitação, Marconi citou o programa cheque moradia, criado em seu governo, que Washington Fraga (PSOL) chamou de "eleitoreiro". "Só na época de eleição se constrói casa para dar à população. A questão da moradia tem que ser ato contínuo, permanente", afirmou Fraga.

Com postura de franco atirador em relação aos candidatos mais bem colocados nas pesquisas, Fraga também atacou Vanderlan Cardoso (PR). Sobre o tema transporte metropolitano, o republicano foi surpreendido.

"O senhor podia dar um telefonema para o governador Alcides Rodrigues (PP), não sei se o senhor tem se encontrado com ele. Porque tem cinco anos que ele está no governo e não fez nada para melhorar o transporte", ironizou o candidato do PSOL, completando que "são as empresas privadas que mandam de fato no transporte, as mesmas que financiam as campanhas".

Vanderlan respondeu que Alcides mantém a tarifa subsidiada no Eixo Anhanguera e aproveitou para citar um suposto déficit na Metrobus, que teria sido deixado pela gestão anterior, no valor de R$ 20 milhões. "O senhor sabe bem a situação que o governador encontrou o Estado", afirmou Vanderlan para Fraga.

Os "gastos milionários de campanha" voltaram a ser assunto no terceiro bloco. Em pergunta sobre o tema corrupção, Iris afirmou que a super estrutura de campanhas "tem irritado até eleitores". "Onde arranjaram tanto dinheiro, como se voto fosse mercadoria que se comprasse nas prateleiras", questionou.

O peemedebista lembrou o caso do mensalão do Distrito Federal para afirmar que há um comprometimento do governo de quem se elege com campanhas milionárias. "Ou se acaba com a corrupção no Brasil, ou a corrupção vai acabar com o Brasil", disse Iris.

Vanderlan aproveitou o tema para sugerir que o eleitor acompanhe a evolução patrimonial de quem exerce cargo público. "Se for acompanhar, teríamos candidatos que tomariam mais cuidado. Não só em Goiás", ressaltou.

As críticas aos gastos de campanha continuaram na pergunta de Iris para Marta Jane (PCB), com tema desemprego. "A manutenção do desemprego é que faz com que tantas pessoas aceitem ganhar salário mínimo para levantar bandeira nas ruas, em situação humilhante, deprimente", afirmou a comunista.

Iris lamentou as dificuldades financeiras por que passa a Celg, ressaltou que a estatal não consegue fornecer energia para toda a demanda, prometeu sanear a empresa, caso seja eleito, e atrair indústrias para o Estado.

Saneamento foi o último tema debatido no terceiro bloco. Marta Jane lembrou a situação dos moradores do setor Serra das Brisas, em Aparecida de Goiânia, onde não há rede de esgoto e provocou Marconi, dizendo que o problema existe há mais de 20 anos. O tucano ressaltou que fez mais de 51 estações de tratamento de esgoto "em todos os cantos do Estado" e respondeu aos ataques.

"Se existem duas práticas que condeno são hipocrisia e demagogia. Muitas pessoas têm um discurso e uma prática totalmente dissociados", concluiu Marconi.

QUARTO BLOCO

Tucano acusa dobradinha para atacá-lo

No quarto bloco do debate, quando os candidatos fizeram perguntas entre si com temas livres, Marconi Perillo denunciou a existência de uma dobradinha para atacá-lo - em referência a Iris Rezende e Vanderlan Cardoso - e fez questão de responder. "Existe uma distinção muito grande entre o discurso e a prática e há candidatos colocando-se como se tivessem propostas boas para os pobres", afirmou o tucano. "Em nosso governo, atingimos mais de 2 milhões de pessoas, ou 500 mil famílias, com políticas sociais".

Em sua pergunta para Washington Fraga, Marta Jane disse que queria retomar "a conversa do candidato Marconi Perillo sobre hipocrisia e demagogia" e perguntou ao socialista se ele acreditava que Marconi resolveria o problema de atendimento a pacientes dependentes químicos e com transtornos mentais com a criação de Centros de Recuperação de Dependentes Químicos (Credecs), proposta no plano de governo do tucano. "Precisamos combater não só com a construção de hospitais, mas com educação de qualidade e geração de empregos", afirmou Fraga.

Marta emendou dizendo que as pessoas que sofrem com transtornos mentais e dependência química não podem ficar "à mercê de propostas eleitorais e pontuais".

Em sua pergunta para Iris Rezende, Washington Fraga citou os problemas que os dois candidatos a senador da coligação tiveram - Pedro Wilson, do PT, ex-prefeito de Goiânia, e Adib Elias, do PMDB, ex-prefeito de Catalão - e perguntou se esse era um critério para participar da coligação, observando que o próprio Iris sofreu uma condenação recente em processo por improbidade administrativa. O peemedebista reiterou que considerou a decisão judicial "infeliz", disse que o contrato questionado - contratação sem licitação da empresa Stylus, de publicidade, a mesma que faz sua campanha - foi considerado regular pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e afirmou que é um político honesto.

A pergunta de Marconi Perillo para Marta Jane foi relacionada à política dela para a cultura. A candidata disse que as políticas para a cultura implementadas nos dois governos do tucano foram "insuficientes, que concentraram ações em grandes eventos, como o Fica (Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental, realizado na cidade de Goiás), quando a cidade não tem um cinema para que a comunidade usufrua". A comunista falou em destinar 5% do orçamento para a cultura e adotar uma prática "que rompa com a política de grupinhos ligados ao governador".

"Tenho a satisfação de ter sido o governador que mais investiu em cultura, além de ter um relacionamento extraordinário com artistas", afirmou Marconi, acrescentando que o Conselho Estadual de Cultura deve ser reformulado e prometendo investir na revitalização do Cine Teatro São Joaquim, na cidade de Goiás.

O quarto bloco começou com a pergunta de Iris Rezende para Vanderlan Cardoso sobre a concessão de incentivos fiscais. Ambos criticaram a forma como eles foram concedidos nos dois governos de Marconi Perillo, especialmente para a instalação de frigoríficos no Estado. "É preciso criar mecanismos para atrair novos investimentos, além de uma reforma tributária", defendeu Vanderlan.

O candidato do PR perguntou a Marconi Perillo sobre qualificação profissional. O tucano prometeu dar autonomia administrativa e financeira à Universidade Estadual de Goiás (UEG), criar colégios de ensino tecnológico e também a Bolsa Qualificação.


CONSIDERAÇÕES FINAIS

Candidatos agradecem e pedem votos

Os governadoriáveis aproveitaram o bloco do debate, dedicado às considerações finais, para agradecer aos eleitores e pedir votos nas eleições deste domingo. Iris Rezende (PMDB) iniciou sua fala dizendo que pratica política por vocação e que Deus o concedeu esse dom, paralelamente ao de administrador. Ele voltou a dizer que deixou a Prefeitura de Goiânia para disputar o governo por estar preocupado com a situação do Estado. "É com esse sentimento de comprometimento que peço seu voto para fazer a mais bela administração de minha vida", disse.

Marconi Perillo (PSDB) agradeceu a Deus e aos telespectadores por terem permitido que ele se apresentasse durante esses cerca de três meses de campanha eleitoral, ressaltando que não "baixou o nível". O tucano também comentou sobre seus dois governos e garantiu que não governou "como se fosse uma nota só", dizendo que se preocupou com todas as áreas sociais. A exemplo de Iris, ele também pediu voto e afirmou que, caso eleito, fará seu melhor governo.

Vanderlan Cardoso (PR) preferiu ressaltar que elaborou um plano de governo "pé no chão", dando atenção a todas as áreas.

Ele falou em descentralização do Estado e investimentos em saúde e educação. "Preciso dessa oportunidade que eles já tiveram, por até duas vezes", disse.

Washington Fraga (PSOL) agradeceu os profissionais da imprensa e a militância e afirmou que três candidaturas representam o interesse da elite. Ele pediu votos aos candidatos da coligação que disputam o Senado e a Assembleia.

Marta Jane (PCB) também aproveitou o tempo para pedir votos para os candidatos do seu partido.


BASTIDORES

O mediador Fábio William bem que tentou quebrar o gelo antes do início do debate. Falou da chuva em Brasília e da correria da campanha, mas os candidatos, tensos, não deram bola para a conversa.

Governador Alcides Rodrigues acompanharia o debate em sala ao lado do estúdio, mas cancelou presença.

As filhas de Iris Rezende estavam preocupadas com a maquiagem. Acompanharam-no até o camarim e reclamaram de debates anteriores.

Ao final, Demóstenes Torres colocou adesivo de Marta Jane e brincou que votaria nela.

Cada candidato poderia receber um assessor no intervalo. Marconi: Adriano Gehres. Iris: Thiago Camargo e Hamilton Carneiro (um em cada). Vanderlan Cardoso: Elizeth Araújo e Jeovalter Correia. Marta Jane: Fernando Viana. Washinton Fraga: Elias Vaz.

Gehres pediu no intervalo que Marconi denunciasse a "dobradinha" de adversários para atacá-lo.

Todos os candidatos levaram papéis para a mesa. Iris é o que tinha menos: só três folhas.

Nos intervalos, o mediador agradecia aos candidatos pelo respeito ao tempo. Marta Jane brincou: eu também estou me comportando?

Dois monitores de 40 polegadas informavam o limite de tempo.

Iris, Marconi e Vanderlan levaram as filhas para acompanhar o debate.

Marta Jane mudou o figurino e apareceu com blusa listrada de branco e vermelho. No intervalo, com frio, pediu terninho preto.

Marconi escreveu durante praticamente todo o debate.

No último intervalo, Marconi recebeu o assessor já à vontade, sorrindo.


FRASES

"Fizeram um trabalho sério na Assembleia Legislativa e ficou comprovado que esse déficit era uma farsa, desmoralizaram esse déficit"

Marconi Perillo


"Onde arranjaram tanto dinheiro, como se voto fosse mercadoria que se comprasse? Ou se acaba com a corrupção no Brasil, ou a corrupção acaba com o Brasil."

Iris Rezende


"Se for acompanhar, teríamos candidatos que tomariam mais cuidado (com evolução patrimonial).Não só em Goiás."

Vanderlan Cardoso


"O senhor podia dar um telefonema para o governador. Porque tem cinco anos que ele está no governo e não fez nada para melhorar o transporte."

Washington Fraga


"O desemprego é que faz com que tantas pessoas aceitem ganhar salário mínimo para levantar bandeira nas ruas, em situação humilhante, deprimente."

Marta Jane

(Carla Borges, Carlos Eduardo Reche, Bruno Rocha Lima, Érika Lettry, Fabiana Pulcineli, Núbia Lôbo e Lídia Borges)

Marconi Perillo: ataques não abalam serenidade!





POLÍTICA

DEBATE
TV Anhanguera

Troca de ataques marca debate
No último debate antes das eleições, realizado na noite de ontem pela TV anhanguera, candidatos ao governo de Goiás procuraram explorar pontos fracos e temas polêmicos da campanha. À frente nas pesquisas, Marconi, Iris e Vanderlan protagonizaram principais embates, entre eles sobre contas públicas

O Popular

Carla Borges, Carlos Eduardo Reche, Bruno Rocha Lima, Érika Lettry, Fabiana Pulcineli, Núbia Lôbo e Lídia Borges

Os candidatos ao governo de Goiás partiram para o confronto ontem no último debate antes das eleições, promovido ontem pela TV Anhanguera e Rede Globo. Nos blocos com temas definidos (1º e 3º), Marconi Perillo (PSDB), Iris Rezende (PMDB), Vanderlan Cardoso (PR), Washington Fraga (PSOL) e Marta Jane (PCB) lançaram mão da discussão de propostas para a troca de farpas. Nos blocos de perguntas livres (2º e 4º), os candidatos retomaram os temas polêmicos dos três meses de campanha e elevaram o tom do confronto.

Marconi, Iris e Vanderlan, que ocupam as três primeiras posições na disputa pelo Palácio das Esmeraldas, polarizaram as trocas de ataques. Os três candidatos também se utilizaram de temas levantados por Marta e Fraga para discutir temas de seu interesse ou rebater ataques e provocações.

Já no primeiro bloco, Iris fez referência ao déficit de R$ 100 milhões nas contas do Estado, afirmando que o governador Alcides Rodrigues (PP) tem relato que recebeu de seu antecessor uma "carcaça de governo". Ele respondia a pergunta feita por Marconi sobre o tema dívida pública. No 2º bloco, com temas livres, Iris voltou a mencionar o problema nas contas do Estado em pergunta dirigida a Vanderlan. O candidato do PR aproveitou a deixa para citar "antecipação de receitas" e "cancelamento de empenhos de despesas do governo do tucano. Alvo dos candidatos, Marconi reagiu afirmando que os adversários faziam "panelinha" para atacá-lo e que a o argumento do déficit foi "uma grande farsa". No 4º bloco, o candidato do PSDB voltou a afirmar, sem citar nomes, que Iris e Vanderlan formaram "dobradinha" para criticá-lo no debate.

Marta e Fraga também foram para o ataque. No segundo bloco, em pergunta dirigida a Iris sobre políticas para o funcionalismo, o governadoriável do PSOL afirmou que o peemedebista, como governador, "conquistou a antipatia dos servidores". Iris rebateu afirmando ter atuado para conter "abusos" no gasto com o funcionalismo e que "nenhum governador" atuou mais em benefício do servidor do que ele.

Sem citar nomes de candidatos, Marta afirmou que a campanha ao governo do Estado é marcada por "despesas milionárias", já no primeiro bloco, em pergunta dirigida a Marconi. O senador afirmou seguir as regras da legislação eleitoral.

PRIMEIRO BLOCO

Iris questiona Marconi sobre dívida

No primeiro bloco do debate, quando os candidatos fizeram perguntas entre si sobre temas sorteados na hora, o momento mais hostil foi na réplica de Iris Rezende (PMDB) para Marconi Perillo (PSDB). A pergunta do tucano para o peemedebista foi sobre a dívida pública. Ambos falaram sobre a situação em que encontraram o Estado - Iris em 1983 e 1991 e Marconi em 1999 -, com folhas de pagamento atrasadas e dívidas acumuladas, e de como sanearam as finanças públicas.

Sem citar nomes de candidatos, Marta afirmou que a campanha ao governo do Estado é marcada por "despesas milionárias", já no primeiro bloco, em pergunta dirigida a Marconi. O senador afirmou seguir as regras da legislação eleitoral.

Depois de Marconi falar sobre as realizações de seu governo após equilibrar as finanças, Iris respondeu que não é isso o que o atual governador (Alcides Rodrigues, PP) vem proclamando desde o oitavo mês de sua administração. "Ele (Alcides) diz que pegou o Estado arrebentado, com educação e saúde precárias, estradas desmoronando e déficit mensal de R$ 100 milhões. Vossa Excelência transferiu a ele uma carcaça, que o impediu de realizar as promessas de campanha", disse Iris. "Quem está falando a verdade? O atual governador ou seu antecessor?", questionou.

O bloco foi aberto com o candidato Vanderlan Cardoso (PR) perguntando para Washington Fraga (PSOL) sobre suas propostas para a saúde. O socialista falou em terminar obras acabadas e universalizar o acesso ao saneamento e Vanderlan prometeu descentralizar a saúde e construir novas unidades. Fraga perguntou para Marconi sobre gastos com educação e publicidade e depois o acusou de perseguir e tentar fechar a Rádio K. Marconi negou que tenha perseguido a emissora. "Ela só mudou de nome, para 730. Quando fui duramente atacado, procurei a Justiça, porque a época da lei de talião acabou", justificou.

Iris Rezende perguntou a Marta Jane (PCB) sobre seus projetos para a agricultura e a candidata comunista destacou as propostas que tem para fortalecer a agricultura familiar e romper com o modelo assentado sobre o agronegócio. Marta perguntou a Vanderlan sobre segurança e ele falou sobre o compromisso de criar 40 centros de defesa social, além de parcerias em vários níveis.

SEGUNDO BLOCO

Corrupção e transparência em foco

Predominou no segundo bloco do debate discussões relativas à corrupção e transparência na gestão da máquina pública, com várias críticas a Marconi Perillo. Marta Jane abriu o bloco questionando o tucano sobre os altos gastos de sua campanha e o fato do jornal Diário da Manhã circular gratuitamente na cidade, com o CNPJ da campanha.

Marconi inicialmente se esquivou da pergunta e preferiu lembrar que recebeu o Estado endividado e com a folha salarial atrasada em seu primeiro governo. Lembrou que pagou até seu segundo governo mais de R$ 5 bilhões de dívidas. Em seguida o tucano afirmou que seus gastos de campanha estão todos computados na Justiça Eleitoral e citou que enfrenta as máquinas estadual e federal. Marta Jane disse que os empresários que fazem grandes investimentos têm interesses em fazer negócios com o futuro governo e questionou as fontes de recursos de campanha do tucano.

Washington Fraga criticou Iris Rezende por ter demitido grande número de servidores em seus governos e disse que o peemedebista perseguiu líderes sindicais. Iris negou ter perseguido funcionalismo e afirmou que as demissões que fez foram de servidores contratados irregularmente e de funcionários fantasmas.

A questão da responsabilidade administrativa foi retomada com Iris perguntando para Vanderlan Cardoso sobre a realidade das contas do Estado que Marconi deixou para o governador Alcides Rodrigues. Vanderlan reafirmou a existência do déficit, alegando que se não tivesse existido, não teria sido necessário o governo tucano fazer antecipação de receitas e cancelamento de empenhos. Iris então completou dizendo que Alcides recebeu de Marconi "uma carcaça de Estado".

Vanderlan e Marta Jane retomaram o tema da corrupção no final do bloco, com a comunista dizendo que a corrupção na política goiana "se tornou lugar comum". O republicano prometeu, se eleito, dar maior transparência aos gastos do Estado. Marta defendeu a criação de mecanismos para acompanhar a evolução patrimonial dos políticos.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Marconi Perillo: compromissos reafirmados com a Educação!





POLÍTICA & JUSTIÇA


Em debate, Marconi reforça compromissos com a educação

José Barbacena

No debate promovido na noite de ontem pela Arquidiocese de Goiânia e transmitido por veículos de comunicação católicos, como a UCG TV, os candidatos ao governo de Goiás Iris Rezende (PMDB) e Vanderlan Cardoso (PR), que tinham adotado uma postura extremamente agressiva em relação ao líder em todas as pesquisas de intenção de votos, Marconi Perillo, comportaram-se como coroinhas em uma missa. Tolhidos pela presença do arcebispo de Goiânia, Dom Washington Cruz, e também por pesquisas qualitativas que apontavam para o extremo desgaste provocado pelos ataques reiterados ao candidato tucano, Iris e Vanderlan preferiram não provocar.

Iris, porém, mais uma vez, não conseguiu concluir seu raciocínio no tempo estabelecido, e se mostrou muito cansado. Vanderlan, que resolveu timidamente assumir no programa eleitoral o fato de ser o candidato apoiado pelo governador Alcides Rodrigues (PP), se mostrou desconfortável em defender o péssimo desempenho da administração de Alcides em áreas como educação e segurança pública.

Até Marta Jane e Washington Fraga ficaram desconcertados quando tiveram de falar sobre aborto, um tema para lá de nevrálgico para a comunidade católica, que é completamente contra qualquer intervenção da gravidez. Aliás, o constrangimento de Marta e Fraga foi um dos pontos altos do debate, muito morno e comportado. Marconi Perillo manteve postura de líder nas pesquisas e falou com tranquilidade de suas propostas para o desenvolvimento do Estado. O candidato frisou seu compromisso com a educação e com a promoção do ser humano.


RESUMO DO DEBATE

Primeiro bloco

No primeiro bloco, os candidatos tiveram dois minutos para explicar porque querem governar Goiás. Marconi Perillo, tranquilo e sempre olhando para as câmeras, abriu essa fase reforçando o seu compromisso com a educação. Segundo ele, este será o principal enfoque do seu governo, em caso de vitória. "Só a educação pública de qualidade pode democratizar oportunidade para todos, dar condições iguais para os filhos dos pobres e dos ricos."

Marconi falou do seu desejo de servir à população do Estado e de levar Goiás a avançar nas mais diversas áreas, como geração de emprego, qualificação profissional, saúde, segurança.

Candidato do PSol, o sindicalista Washington Fraga disse mais uma vez que quer trabalhar para que o Estado de Goiás atenda aos interesses da maioria dos goianos e não da elite. Mais uma vez com a expressão extremamente fechada, Vanderlan classificou o governo de Goiás como um desafio. Repetindo a postura de outros debates, lançou mão do mantra das suas realizações à frente da Prefeitura de Senador Canedo.

Demonstrando cansaço, e sem olhar para a câmera, Iris Rezende usou o argumento já surrado de que só deixou a Prefeitura de Goiânia para se lançar à disputa ao Palácio das Esmeraldas porque o Estado de Goiás se encontrava em um verdadeiro caos. Mais uma vez, se colocou como único salvador do Estado. Marta Jane, com sua blusa vermelha e penteado à base de gel, disse que o seu projeto de candidatura era coletivo e envolvia todos os movimentos sociais.


Segundo bloco

No segundo bloco, os candidatos responderam a perguntas elaboradas por membros de pastorais da Igreja Católica. Questionado sobre propostas para reduzir a migração de goianos para a Europa - Goiás hoje lideraria o ranking de Estados que mais enviam mão de obra para esses países -, Iris, em vez de falar de projetos, preferiu dizer que construiu as bases do desenvolvimento do Estado por meio da construção de obras. De quebra, aproveitou para criticar seus sucessores - segundo ele, depois que deixou o governo, o Estado parou de se desenvolver, alfinetando, inclusive, Maguito Vilela, que o sucedeu entre 1994-1998. Marconi comentou a resposta citando seu compromisso com a qualificação de mão de obra. "Não adianta trazer indústrias e gerar empregos se os goianos não puderem ocupá-los."

Marta Jane se viu em uma situação constrangedora quando perguntada sobre como o seu plano de governo tratava a questão do aborto. Em um ambiente católico e completamente contrário à interrupção da gravidez, a pecebista, e Washington Fraga, que comentou a resposta, falaram que o problema era de saúde pública e mudaram de assunto.

Marconi respondeu à pergunta sobre propostas para reintegração de presos e política carcerária. O senador falou da necessidade de investimentos em segurança pública, reclamou da falta de investimentos da União na área e falou que vai trabalhar pela aprovação de emenda que vai garantir mais recursos para a área. O candidato lembrou ainda da importância da educação, como principal instrumento de promoção social e de prevenção de uma série de problemas, inclusive de segurança pública. Marconi citou ainda a importância de parcerias com os segmentos religiosos, e investimentos em qualificação profissional, esporte e lazer.

Washington Fraga foi questionado sobre políticas de habitação e criticou de forma veemente ações, que ele considerou "eleitoreiras", de doação de habitações que não oferecem o mínimo de conforto e dignidade aos habitantes. No comentário, Iris mais uma vez falou do passado, lembrando-se das milhares de casas de placa que construiu na Vila Mutirão.

Vanderlan Cardoso, apoiado pelo governador Alcides Rodrigues, se viu em uma situação desconfortável quando perguntado sobre o que faria para que o piso salarial dos professores seja cumprido em Goiás. Assumindo a postura de candidato governista, Vanderlan defendeu Alcides Rodrigues negando o óbvio e dizendo que o governador já cumpre o Piso Nacional da Educação - Goiás é um dos poucos Estados brasileiros que ainda não cumprem a lei federal. Em seguida, Vanderlan, demonstrando constrangimento, mudou de assunto, falando sobre reforma de escolas.

Terceiro bloco

No terceiro bloco, os candidatos responderam a perguntas elaboradas por jornalistas ligados a veículos de comunicação de orientação católica e fugiram dos confrontos nas réplicas. Marconi Perillo foi questionado sobre que modelo de desenvolvimento adotaria em caso de vitória, de forma a estimular a produção agropecuária, garantindo ao mesmo tempo a preservação do meio ambiente. O tucano lembrou que esse é um dos grandes desafios da humanidade e afirmou que vai buscar parcerias com instituições de pesquisa, em busca de alternativas.

O governadoriável do PSDB também defendeu o zoneamento agroecológico, e falou de alguns feitos do seu governo nesta área. Iris, quando teve oportunidade de comentar, só falou do passado. Citando ações de sua gestão à frente do Estado e da Prefeitura de Goiânia.

Iris Rezende foi questionado sobre o abandono das principais praças esportivas do Estado, como autódromo de Goiânia, e o antigo Estádio Olímpico - demolido na gestão de Alcides Rodrigues – para construção do Centro de Excelência. Iris falou muito de passado, e não detalhou propostas para a área.

Marconi lembrou da reforma completa que realizou do Serra Dourada, há seis anos, que incluiu a colocação de cadeiras. O candidato do PSDB falou que vai concluir as obras do Centro de Excelência - começadas na sua gestão e abandonadas pelo sucessor, Alcides Rodrigues - e promover uma reforma completa no autódromo de Goiânia.

Questionado sobre compromissos com a cultura, Washington Fraga, escorregando muito no português, falou da sua proposta de Escola Integral, que integraria ensino convencional e cultura. Ao comentar a resposta, Vanderlan Cardoso mencionou projetos culturais que implantou em Senador Canedo, quando foi prefeito.

Marta Jane, perguntada sobre propostas para a recuperação da malha viária do Estado, preferiu falar de moradia e saneamento. Comentando a resposta, Washington Fraga viajou ainda mais e falou do seu compromisso de recuperar a Celg. Sobrou para Vanderlan responder sobre políticas de atração de investimentos. O republicano defendeu que os Estados mantenham a autonomia sobre a cobrança de ICMS para instituir suas políticas de atração de investimentos.


Quarto bloco

No quarto bloco, finalmente os candidatos puderam fazer perguntas aos seus adversários, definidos por ordem de sorteio. Washington Fraga abriu a rodada perguntando ao republicano Vanderlan Cardoso sobre a dificuldade do atual governo de lidar com a questão dos jovens infratores em Goiás. "É caso de incompetência ou falta de investimentos?", alfinetou.

Mesmo sendo o candidato que representa a continuidade do governo de Alcides Rodrigues, o republicano disse que o sistema atual de segurança pública não está “as mil maravilhas”, e propôs o melhor aparelhamento da polícia e investimentos no serviço de inteligência.

Fraga voltou a questionar sobre a falta de políticas para menores infratores, e disse que, pela ausência de ação do governo estadual, recursos públicos disponíveis para a área serão devolvidos aos cofres federais. Diante da alfinetada do candidato do PSol, Vanderlan se fez mais uma vez de desentendido e falou de outras propostas para segurança pública.

Iris, mais uma vez, não conseguiu fazer a pergunta no tempo determinado - um minuto. Depois de muito dar voltas, e contando com a leniência da organização do debate, questionou o governadoriável do PSol sobre políticas para a Saneago. Fraga aproveitou a deixa para criticar prefeitos do PMDB, como os de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela; Jataí, Humberto Machado; e Trindade, Ricardo Fortunato; que estariam trabalhando para privatizar o serviço de abastecimento de água em suas cidades, em parceria com empreiteiras.

Marta Jane colocou Iris na fogueira ao perguntar por que o PMDB e o PT foram contra o pagamento do piso salarial para os professores e vários outros benefícios para as carreiras na área da educação. Iris teve grande dificuldade de responder no tempo determinado e acabou perdendo a linha de raciocínio. Defendeu melhor remuneração para o professor e disse que a prefeitura cumpre a lei federal e paga mais que o piso. A candidata do PCB reclamou da redução de verbas para a educação na gestão de Iris Rezende em sua réplica e de quebra criticou o governo estadual.

Vanderlan perguntou a Marconi Perillo sobre qual será sua política tributária, caso seja eleito. O senador-candidato criticou a proposta de reforma tributária que está no Congresso e que tira dos Estados o direito de estabelecer políticas de benefícios fiscais para atrair novas empresas. O senador do PSDB também reclamou da alta carga tributária.

Na réplica, Vanderlan repetiu Marconi no segundo bloco e falou da importância da qualificação de mão de obra. O governadoriável do PSDB, por sua vez, aproveitou a oportunidade para falar do compromisso de criar os colégios tecnológicos em todo o Estado e a Bolsa Qualificação.

Marconi encerrou o bloco questionando Marta Jane sobre propostas para o Entorno de Brasília. Marta Jane aproveitou para criticar, mais uma vez, as empresas que operam o transporte coletivo no Estado, defendendo a estatização. O candidato do PSDB prometeu, entre outras coisas, moralizar o transporte coletivo no Entorno do Distrito Federal, criar a Subsecretaria de Segurança Pública do Entorno e construir uma pista dupla entre Luziânia e o Distrito Federal.


Quinto bloco

No quinto e último bloco, os candidatos fizeram as suas considerações finais. Vanderlan, que é evangélico, agradeceu à Igreja pela iniciativa e falou do seu compromisso de parcerias com os católicos visando o turismo religioso e recuperação de dependentes químicos.

Marconi lembrou da sua parceria antiga com as igrejas. "A Igreja Católica é testemunha do meu carinho, respeito e apoio a todas as áreas." O primeiro-vice- presidente do Senado destacou a participação da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) na apresentação e aprovação da Lei da Ficha Limpa, que está mudando a política brasileira. Marconi lembrou-se do que classificou como sua meta-síntese, que é a promoção do ser humano, por meio, principalmente, de investimentos em educação, mas também em saúde, infraestrutura, atração de investimentos e geração de empregos.

Marta Jane falou, mais uma vez, do seu compromisso com as classes trabalhadoras. Washington Fraga se despediu criticando os demais candidatos que, segundo ele, estão comprometidos com grandes empresas e empreiteiras. Iris Rezende, encurvado e com a expressão cansada, falou, de novo, dos problemas que assolam o Estado de Goiás e se apresentou como solução para esses problemas. Segundo ele, essa seria a justificativa para ele ter deixado quase três anos de mandato como prefeito de Goiânia. Como sempre, estourou o tempo.