sexta-feira, 30 de julho de 2010

Marconi: apoios e alegria!





Política & Justiça

Ney Viturino fecha aliança com Marconi
Prefeito de Caldas Novas elogia candidato tucano e reclama da falta de apoio do governo Alcides à sua administração

Da Redação

O candidato ao governo do Estado pela Coligação Goiás Quer Mais, senador Marconi Perillo (PSDB), recebeu ontem o apoio do prefeito de Caldas Novas, Ney Viturino (PSC), e do vice-prefeito Otaviano da Cruz (PP). Eles recepcionaram Marconi no aeroporto da cidade, lotado de lideranças políticas locais e alguns prefeitos, entre eles os de Morrinhos, Professor Cleumar (PP), de Piracanjuba, Ricardo de Pina (PP), São Miguel do Passa Quatro, Márcio Cecílio (PSDB) e Iris Aurélio (PSDB), de Cristianópolis. O apoio foi selado na casa do vereador Valdinho (PSDB), onde Marconi anunciou que tem projetos para a duplicação da BR-153 até Caldas Novas.

Ney considera Marconi “um político democrático”, uma das razões que, segundo ele, levaram-no a apoiá-lo. O prefeito reclamou que não obteve ajuda do atual governo desde que iniciou sua administração. “Marconi foi uma pessoa que trouxe realmente a conquista e o novo para Goiás por meio de seus programas sociais, e em Caldas Novas não foi diferente. Em dois anos de administração, não obtive o apoio do governo do Estado em Caldas Novas. Ele não acompanha, não atende os prefeitos. Marconi é uma pessoa popular, democrática. Tenho certeza de que, com a volta dele, Goiás voltará a crescer”, afirmou. “

Ney disse ainda que o apoio tem o consentimento do presidente do PSC. “Já conversei com o presidente do partido e lhe pedi a liberação para fazer minha opção. Recebi a liberação integral dele. Então, não tenho problema algum com o meu partido, porque ele respeitou minha decisão”, disse.

Marconi afirmou que “com a chegada de Ney e Otaviano, nosso time está escalado”. “Ney Viturino é bem-vindo por todos os prefeitos da nossa base, que consideram esta uma adesão que agrega muito valor ao nosso projeto. Caldas Novas é uma das cidades mais importantes do Brasil, e ele está fazendo uma boa administração, tem tido uma postura muito séria e seu apoio nos fortalece muito”, declarou.

Marconi lembrou alguns dos benefícios que trouxe para Caldas Novas quando era governador e falou sobre o projeto de duplicar a BR-153 até o município. “Quando fui governador, tratei Caldas Novas como uma cidade importantíssima para o turismo no Brasil e em Goiás. Construímos esse terminal de aeroporto, o ginásio de esportes, construímos vários acessos até a cidade, fizemos pavimentação urbana. Temos apoio irrestrito da cidade para se consolidar como um grande pólo turístico”, afirmou.

“Estamos preparando muitas propostas no sentido de qualificar as cidades turísticas do Estado, apoiar para valer o turismo na região das águas quentes. Em relação a Caldas Novas, temos muitas ideias e parcerias que vamos fazer, inclusive com o governo federal e com a iniciativa privada. Uma delas será a duplicação da BR-153 até Caldas. Talvez esse seja um dos maiores projetos no sentido de qualificar e permitir um fluxo cada vez maior de turistas para Caldas Novas. É uma obra viável, que não é difícil”.


Comitê

No início da noite, após caminhar pela Avenida Independência e em ruas adjacentes na Vila Nova, cumprimentando comerciantes e moradores do local e levando consigo uma multidão de verdadeiros devotos, Marconi participou da inauguração do comitê central de sua campanha, na Avenida Anhanguera com a 5ª Avenida, no mesmo bairro. Emocionado com o grande número de pessoas que lotaram o local e assistiam aos discursos até do lado de fora do prédio, Marconi agradeceu o carinho que tem recebido em todas as caminhadas pela cidade.

“Em um mês de campanha percorremos muitos municípios, trabalhando dia e noite por uma vitória para Goiás. Estamos indo a todos os lugares e estamos muito impressionados com o carinho que as pessoas têm demonstrado por nós. Comerciantes são gratos por termos diminuído os impostos. Famílias têm reconhecido e agradecido pelos programas sociais. Estou impressionado também com o reconhecimento na área de habitação, saúde. Toda vez que me encontro com um funcionário público, a voz é uníssona: volte a ser governador. A cada caminhada, mais pessoas se juntam a nós. Vamos fazer uma verdadeira onda da vitória junto com todas essas pessoas que têm a esperança de ser feliz”, afirmou.

José Eliton: um vice que soma!





Política & Justiça

“População não deseja mais discutir passado”
Candidato a vice-governador na chapa de Marconi Perillo (PSDB) afirma que Alcides “se perdeu no tempo” e que Estado tem demandas urgentes

Alexandre Bittencourt

A coordenação da campanha de Marconi Perillo (PSDB) a governador tem motivos de sobra para comemorar. A indicação do advogado José Eliton Figueiredo Júnior para a vaga de candidato a vice, que antes era motivo de preocupação, foi a mais grata surpresa que o front tucano poderia receber. Debutante em eleições, Eliton está tirando de letra a missão de acompanhar Marconi em carreatas e passeatas Goiás afora. Mais do que isso: agregou valor e novas ideias ao grupo político. Em entrevista concedida ontem ao programa Falando Francamente, da Rádio Mil, José Eliton fala de seu primeiro mês de campanha como candidato, do contato inicial com o eleitor e do flagrante desejo do goiano de debater propostas para o futuro do Estado, sem olhar para o retrovisor. Eliton fala também da crescente importância das mídias sociais na internet, sua participação no Twitter e avalia perspectivas futuras para Goiás. Na sua opinião, o governador Alcides Rodrigues (PP) “se perdeu no tempo”, e Marconi recolocará o Estado nos trilhos do desenvolvimento. Veja os melhores trechos da entrevista.

O senhor nunca havia participado de uma campanha como candidato. Como tem sido esta experiência?

José Eliton Júnior - Estou muito feliz, porque representa a oportunidade de ouvir os cidadãos de Goiás, suas expectativas, anseios e esperanças. Isso nos enche de alegria e conhecimento. Estamos ouvindo os cidadãos goianos e preparando um plano de governo que vai melhorar a vida de todos.

Na sua opinião, a campanha da coligação Goiás quer Mais está no rumo certo?

José Eliton Júnior - Tenho absoluta convicção disso. Nesse primeiro mês de campanha desenvolvemos um trabalho intensivo em todo o Estado. Fizemos a nossa mensagem e propostas chegar aos goianos de modo que pudessem assimilar as ideias e optar pela melhor candidatura que, tenho certeza, é da coligação ‘Goiás quer Mais’.

O presidente do seu partido, deputado Ronaldo Caiado, disse aqui que fará campanha solo. O DEM se esforçará para integrá-lo à campanha de Marconi nas próximas semanas?

José Eliton Júnior - Essa questão do deputado Ronaldo Caiado é uma questão de foro íntimo, que deve ser respeitada. Ele expôs com muita clareza a sua postura durante a convenção. Trata-se de uma decisão que diz respeito apenas a ele, e não cabe a ninguém intervir nessa matéria de natureza subjetiva. Quanto à instância partidária, o DEM entendeu que a melhor aliança seria com o PSDB e aliados, por ter afinidade ideológica a nível nacional; por ter um candidato que representa os pensamentos do partido em Goiás, e por dar condições políticas amplas ao fortalecimento do partido em nosso Estado. De modo que o Ronaldo agiu como um excelente magistrado nesse processo de definição de candidatura. Ouviu todos os membros do partido. Reunimos o partido em várias ocasiões no Estado todo. E ele respeitou a decisão do partido. Dificilmente observamos um líder partidário com a força e pujança que tem Ronaldo Caiado deixar o partido opinar e respeitar sua opinião. Nesse sentido, mais uma vez ele demonstrou a grandeza do político que é, com a representatividade que ele tem no Brasil.


A ausência de Ronaldo Caiado na campanha leva algum dos 15 prefeitos do DEM em Goiás a ter uma posição mais austera em relação à coligação, ou todos eles estão participando e engajados na campanha?

José Eliton Júnior - Hoje a imensa maioria do partido está engajada por inteiro na campanha. Todos os prefeitos estão externando apoio ao PSDB. Algumas cidades têm uma realidade um pouco particular, mas estamos trabalhando no sentido de dirimir todas elas para que o partido como um todo esteja integrado em definitivo na campanha de Marconi Perillo.

Como é recepção ao seu nome?

José Eliton Júnior - Tenho observado que as pessoas estão me recebendo com muito carinho. Fizemos uma carreata na cidade de Posse, região norte, onde me criei, e a receptividade das pessoas, principalmente aquelas que me conhecem, é muito boa. Me sinto muito gratificado. E nas outras regiões do Estado... eu já tenho atuação partidária dentro do DEM que me dá, em algumas regiões, um certo conhecimento. Nas outras que não tive a oportunidade de ser conhecido estou me apresentando e até agora tenho tido a felicidade de ser muito bem recebido em todas as cidades de Goiás.

Havia outros nomes cotados para vice de Marconi. Por que José Eliton Júnior foi escolhido o vice de Marconi?

José Eliton Júnior - Porque foi uma escolha do partido. O partido, por unanimidade, optou por indicar minha candidatura a vice-governador de Goiás. Isso não tira a importância dos outros cotados, como Joel Sant’Anna, Vilmar Rocha, Heuler Cruvinel e Helio de Sousa. Mas o partido optou e essa decisão partidária foi respeitada.

O senhor tem usado muito o Twitter. E em uma de suas postagens, o senhor disse que Goiás voltará a crescer com Marconi. O que isso contém de crítica ao governo de Alcides Rodrigues?

José Eliton Júnior - Acho que o governador se perdeu no tempo. Ao voltar seus olhos para o passado, se esqueceu de olhar o futuro e a população não quer mais discutir o passado. Todos queremos crescer. Nesse sentido, penso que a eleição de Marconi representa para Goiás um avanço. Tem o melhor projeto de governo, vai implantar modernidade na administração pública. Todos seremos beneficiados.

Em quais aspectos Goiás precisa melhorar?

José Eliton Júnior - Diversos. Sempre digo que hoje o maior problema em Goiás e no Brasil é o consumo de drogas. Isto envolve todo o setor da administração pública, desde a segurança até saúde e educação. É um problema que precisa ser tratado de forma conjunta. Então precisamos avançar no combate a esta problemática nacional atuando com harmonia em diversos setores da administração pública. Nesse sentido espero e tenho convicção que faremos um governo para resgatar a autoestima e credibilidade do governo.

O senhor disse também no Twitter que tem anotado as principais sugestões dos internautas. Na sua opinião, o que a mídia eletrônica vai representar nessa eleição?

José Eliton Júnior - Uma oportunidade a mais de informação instantânea para o eleitor. As redes sociais hoje compreendem um novo veículo de comunicação. Temos as mídias tradicionais, mas a internet dá acesso instantâneo às informações. Um exemplo é que no site da campanha de Marconi tem a campanha em tempo real, isso facilita a observação das propostas do candidato e dá a possibilidade de fazerem sugestões e críticas aos candidatos, de modo que o conjunto da campanha se torna mais eficiente no sentido de passar à população a real identidade dos candidatos.

Desde quando o senhor conhece Marconi?

José Eliton Júnior - Já nos conhecíamos há muito tempo. Em 1998, participamos da candidatura dele ao governo na condição de coordenador da campanha na região Nordeste do Estado. Meu pai foi membro do governo Henrique Santillo (1986 a 1990). Quando eu era criança, em Posse, o conheci quando ele foi à cidade acompanhado do Santillo. E ao longo do tempo preservamos uma relação cordial. É bem verdade que, alguns anos depois, nossos caminhos se distanciaram. Eu trabalhei na campanha ao governo de Demóstenes Torres (DEM) contra o candidato apoiado por ele. De forma que, agora, presenciamos o reencontro dessas duas linhas políticas.

O candidato a vice de Serra, deputado Índio da Costa (DEM), ocupou espaço na mídia recentemente falando da vinculação do PT com às Farc. Depois fez a ligação do PT com o MST. Como vice do DEM, o senhor pretende demarcar espaço da mesma forma?

José Eliton Júnior - O DEM é um dos poucos partidos que renovaram seus quadros ao longo dos anos. No Congresso Nacional temos figuras como Paulo Bornhausen (SC), Rodrigo Maia (RJ), senador Agripino Maia (RN) e o senador Demóstenes Torres (DEM). Além, é claro, do Índio. Há muitos políticos jovens preparando o partido para o futuro. Nesse sentido, o Índio ocupa espaço na mídia com questões relevantes. O que ele disse é de conhecimento público e precisa ser respondido pelo PT. Eu penso que o debate deve ser franco e colocado de forma clara, todavia eu prefiro optar por um debate qualificado, em que nós possamos colocar todos os pensamentos do partido em contraponto a pensamentos diferenciados, é nesse sentido que pontuarei minha atuação.

Existe a ordem para dividir forças na campanha? O senhor coordena algumas frentes no interior enquanto Marconi vai para outro lado?

José Eliton Júnior - Sim. Uma parte dos compromissos nós cumpriremos em conjunto, outra parte separado. Anteontem eu estive em Araguapaz, Faina, Itapuranga e Itaguaru. Marconi cuidará de uma parte da campanha, eu cuido de outra e nós fazemos com que nossas propostas cheguem a todos.

O senhor já sabe quais são as maiores dificuldades de Goiás e quais propostas de Marconi visarão corrigir estes problemas?

José Eliton Júnior - Nos já temos as linhas mestras do nosso plano de governo. Uma delas é um projeto muito defendido pelo senador Demóstenes Torres e também pelo senador Marconi, que é a implantação efetiva da escola em tempo integral. Ela vai oportunizar às crianças acesso ao lazer, educação, cultura e alimentação. Marconi também já lançou o projeto Amigo, que tem a intenção de fornecer computadores a todos dos alunos da Rede Estadual de Ensino, garantindo a elas acesso a novas formas de comunicação, a internet, a mídia eletrônica. Investimentos da educação que serão prioritários no nosso plano de governo.

Marconi: liderança no mundo virtual!





Política & Justiça


Grupom: Marconi é o candidato mais citado no Twitter
Levantamento mostra que 61,8% das mensagens para candidatos foram enviadas ao tucano, a maioria positivas

José Cácio Júnior

Levantamento realizado pelo instituto Grupom constata que Marconi Perillo (PSDB) é o candidato a governador que recebeu o maior número de mensagens públicas no Twitter entre os dias 15 e 21 de julho de 2010. Entre as 2.925 postagens analisadas, 61,8% foram endereçadas ao tucano. O candidato da coligação Goiás no Rumo Certo, Vanderlan Cardoso (PR), recebeu 22,1% dos “tweets” e Iris Rezende (PMDB), da coligação Goiás Rumo ao Futuro, 16,1%.

Mais da metade (53,5%) das tuitadas remetidas ao tucano foram em apoio a sua postulação. De acordo com avaliação feita com base em critérios estabelecidos pelo próprio instituto, 31,7% das mensagens foram neutras e 26,8% desfavoráveis.

As mensagens para Vanderlan também foram, em sua maioria, positivas. Segundo o Grupom, mensagens favoráveis ao candidato do PR correspondem a 44,3% do total. Menções neutras totalizam 28,9%; e desfavoráveis, 26,8%. A maior proporção de tuitadas favoráveis por candidato diz respeito a Iris, que de todas as mensagens que recebeu, 57% eram favoráveis. Foram 28,7% de postagens neutras e 14,3% desfavoráveis.

A análise qualitativa dos “tweets” recebidos pelos três principais postulantes ao governo mostra que o Twitter não é ambiente tão hostil quanto previam determinados coordenadores de campanha. Segundo o Grupom, 52% do total foram mensagens favoráveis; 30,6% neutas e 17,4% desfavoráveis.

Análise

Integrante da equipe de mídias digitais da campanha de Marconi, Leonardo Salles credita as mensagens favoráveis a Marconi pela posição política que o senador possui. “Ele é um político próximo ao eleitor”. Salles lembra que o intuito de Marconi no microblog é de apresentar propostas à população.

“Vamos fazer uma campanha propositiva, insistir no alto nível”. Ele explica que a orientação da equipe é para que os usuários do Twitter simpatizantes à campanha do tucano não respondam ao jogo de acusações que em determinados momentos toma conta do ambiente virtual. “Se formos atacados vamos responder, mas para defender nossa posição e esclarecer a verdade. Não vamos entrar nesse jogo”. Além de Salles, a equipe conta com mais 14 pessoas, entre profissionais da área de informática e jornalistas que cuidam do conteúdo das redes sociais do candidato.

Assessor de imprensa da campanha de Iris, Filemon Pereira explica que um dos focos da equipe em relação ao Twitter será as pessoas que eles consideram como multiplicadores das ideias do peemedebista. “Nosso interesse não é ter muitos seguidores, mas sim contar com os formadores de opinião para interagir da melhor forma com todos os usuários”.

Dessa maneira, ele conta que os militantes são orientados a não responder aos ataques que Iris possa receber no Twitter. Ao invés de “entrar no jogo dos ataques”, Filemon disse que o espaço servirá para divulgação da candidatura de Iris e os passos que o ex-prefeito de Goiânia dará até outubro. “Objetivamente será o Twitter da campanha, não do Iris”, completa Filemon. Além disso, a equipe estará atenta aos temas mais comentados no Twitter para realizar as devidas mudanças do plano de governo e propostas durante a campanha.

Pela preferência de Iris ao corpo a corpo com os eleitores, essa é a primeira vez que o peemedebista utiliza o ambiente virtual em eleições. Além da própria equipe de Iris, a ala jovem do partido defendia que o candidato marcasse presença nas redes sociais. “Não tem como deixar de fora pela importância que o Twitter tem hoje para divulgar as ações do Iris”, diz Filemon. A equipe de Iris contará com 10 jornalistas que serão responsáveis por atualizar conteúdos para o site e redes sociais.

Responsável por coordenar o uso das redes sociais na campanha de Vanderlan, o publicitário Ademir Lima conta que até o início da propaganda eleitoral em TV em rádio, que começa dia 17 de agosto, a equipe continuará acompanhando o ambiente virtual, principalmente o Twitter, para “sentir a aceitação das pessoas a Vanderlan”.

Ademir explica que a maioria dos usuários ainda não entendeu as oportunidades que as ferramentas virtuais oferecem para a divulgação das campanhas. Ele condena as acusações realizadas entre candidatos e militantes e defende uma maior interação entre candidato e usuário. “O Twitter é um canal direto de comunicação entre políticos e a sociedade”. Ele conta que a partipação de Vanderlan no Twitter será como ouvinte das reclamações dos usuários. “Ele vai mais ouvir do que falar para atualizar suas propostas às necessidades que as pessoas nos apresentarão”.


Redes sociais agregam valor, afirmam assessores

Responsáveis pelo monitoramento dos sites dos candidatos a governador Marconi Perillo (PSDB), Iris Rezende (PMDB) e Vanderlan Cardoso (PR) consideram que as redes sociais, como o Twitter, agregarão mais valor às campanhas. Os três integrantes das campanhas ouvidos pelo DM negam que a internet possa ser o fator mais determinante para os eleitores definirem em quem votar.

Integrante da equipe de mídias digitais de Marconi, Leonardo Salles acredita que os usuários do Twitter podem multiplicar as mensagens de Marconi. “O Twitter é a esquina de uma rua onde as pessoas conversam, o comício, a reunião que cada um pode realizar na sala de sua casa”. A tendência para Leonardo é que os comícios tenham menos prestígios nessa eleição do que debates realizados em ambientes virtuais.

Em campanhas realizadas antes da era digital, os comícios, juntamente com a propaganda eleitoral em rádio e TV, eram as principais plataformas que os candidatos tinham para divulgar suas propostas. Leonardo explica que o uso das redes sociais também é uma forma de mostrar a direção que os militantes tem que seguir para multiplicar a campanha nas ruas.

Assessor de imprensa da campanha de Iris, Filemon Pereira considera o Twitter mais uma maneira de conseguir levar as propostas de governo. “As redes sociais agregam valor, pois Iris pode discutir propostas com os usuários e ouvir as necessidades reais do Estado”. No entanto, a utilização das ferramentas deve ficar a cargo da equipe de Iris. Essa é a primeira campanha em que o ex-prefeito de Goiânia adere ao uso de propaganda eleitoral em redes sociais.

Coordenador da campanha nas redes sociais de Vanderlan, o publicitário Ademir Lima diz que uma equipe trabalha analisando a forma como os usuários se comportam no Twitter e outras redes sociais. Para ele, a tendências apontadas são levadas para a campanha que é feita nas ruas. “Podemos sentir o clima de tudo o que acontece, já que a resposta é imediata”.

Goiás está com José Serra!





Política & Justiça

Ecope: Serra lidera em Goiás

Candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, continua na liderança entre os eleitores de Goiás, com 42,4%. É o que mostra a pesquisa Ecope do Brasil/Diário da Manhã realizada entre os dias 6 e 24 de julho de 2010. A ex-ministra e candidata do PT, Dilma Rousseff, segue na segunda colocação, com 35,4%, a sete pontos do tucano. Os números divergem da média nacional, em que Dilma e Serra estão tecnicamente empatados.

A presidenciável do PV, Marina Silva, possui 8,7%. Zé Maria (PSTU), José Maria Eymael (PSDC), Plínio Arruda (PSol), Rui Pimenta (PCO), Ivan Pinheiro (PCB) e Levy Fidelix (PRTB) não alcançaram um ponto percentual. Não souberam dizer 9,1%. Brancos e nulos, 3,1%. A margem de erro é de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Pesquisa feita em 50 municípios.

Demóstenes: admiração é geral!





Política & Justiça
Demóstenes recebe convite de estudantes em caminhada

O senador Demóstenes Torres participou na tarde de ontem, ao lado do candidato ao governo Marconi Perillo, de uma grande caminhada pelas ruas do setor Vila Nova, que culminou no lançamento do comitê central da coligação Goiás Quer Mais, na Avenida Anhanguera. Durante o percurso, Demóstenes ouviu declarações de votos da população e ainda recebeu um convite para ser paraninfo das turmas de Engenharia da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), uma homenagem dos estudantes pelo trabalho de destaque realizado por Demóstenes nos últimos sete anos no Senado.

O professor José Luiz Prudente chegou na caminhada pouco depois do início do trajeto. Mal estacionou e já foi avisando a Demóstenes que foi incumbido de uma missão por parte dos estudantes: convidá-lo para ser paraninfo dos formandos em Engenharia Ambiental e Civil da PUC-GO. “Foi unanimidade na turma. Eles disseram que não aceitam outro nome para ser paraninfo. O senhor é um orgulho e exemplo para eles, tem realizado um grande trabalho em Brasília”, disse o professor.

Demóstenes não pensou duas vezes, aceitou o convite. “É uma honra aceitar o convite. Fico feliz e torço pelo sucesso desses jovens. Eles vão ajudar a construir um Estado melhor”, disse o senador.

Convites para homenagens acadêmicas são constantes na agenda de Demóstenes, bem como solicitações para ministrar palestras em universidades – sempre sobre as propostas apresentadas no Congresso e sobre os assuntos em evidência no cenário nacional.

“Demóstenes é um senador com conteúdo, que não precisa de fala mansa, porque tem trabalho realizado. Não é à toa que é reconhecido em todo o Brasil. É um orgulho para Goiás poder contar com ele para nos representar”, afirmou a comerciante Amélia Carla, de 37 anos.

O presidente do PSDB Metropolitano, Olier Alves, ressaltou, ao apresentar Demóstenes, a projeção que o senador garantiu a Goiás. Marconi Perillo também evidenciou o reconhecimento do País ao trabalho realizado por Demóstenes na presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), bem como a união de forças dele, Demóstenes e Lúcia Vânia em prol do Estado.

Demóstenes aproveitou o discurso para falar sobre a importância de eleger toda a chapa majoritária, bem como os deputados federais e estaduais da coligação. “São dois votos para o Senado. Gostaria de pedir um para mim e outro para Lúcia Vânia, bem como para os demais candidatos, para garantir a governabilidade para o nosso grande Marconi”, ressaltou Demóstenes.

Lúcia Vânia: senadora municipalista!





Política & Justiça

Lúcia Vânia é reconhecida por ajudar municípios no Senado

A senadora Lúcia Vânia (PSDB) tem mantido um forte ritmo de campanha: além de carreatas e caminhadas, a parlamentar tem participado de eventos e reuniões com lideranças em vários municípios goianos. Nesta quinta, 29, a tucana esteve em Caldas Novas com os companheiros de chapa e recebeu apoio do prefeito da cidade, Ney Viturino (PSC), que aderiu à candidatura do senador Marconi Perillo (PSDB).

O prefeito elogiou a atuação da parlamentar no Congresso e ressaltou a importância da reeleição dela ao Senado para o fortalecimento dos municípios. A primeira-dama da cidade, Eterna Maria Rosa, que é candidata a deputada estadual, também se comprometeu a trabalhar por Lúcia Vânia e destacou a importância, para Goiás, de ter no Senado uma representante feminina, que tem sensibilidade e se preocupa com as questões sociais. Ainda em Caldas, a senadora visitou a vereadora Magda Mofatto (PTB), que é candidata a deputada federal e sua aliada.

Em Rio Verde, no Sudoeste do Estado, a senadora Lúcia Vânia participou de inauguração do comitê do candidato a deputado estadual, Padre Ferreira (PSDB). A tucana foi recebida pelo prefeito do município, Juraci Martins (DEM), e lideranças da região como o candidato a deputado federal Heuler Cruvinel (DEM). Em seu discurso, o prefeito Juraci ressaltou a atuação da senadora no Congresso e destacou a força da parlamentar na destinação de recursos para os municípios.

“Nós reconhecemos, aqui, seu valor, seu trabalho. O Demóstenes me disse que levou recursos para quase todos os municípios do Estado e digo que ele aprendeu isso com a senhora, senadora. Parabéns por estar dando lição a esses homens, aí, que estão na política”, declarou Juraci Martins.

De comitê novo, o tucano Padre Ferreira, que busca reeleição à Assembleia Legislativa, também elogiou a atuação de Lúcia Vânia. “A senadora, essa mulher guerreira que todos conhecem, trouxe inúmeros benefícios para Rio Verde e para os demais municípios goianos. Nós queremos Lúcia Vânia no Senado outra vez para continuar esse trabalho de sucesso”.

A parlamentar foi abordada por várias pessoas durante o evento, admiradores de trabalho da tucana e de sua trajetória política. Em retribuição ao carinho e reconhecimento dos rioverdenses, a senadora agradeceu ao apoio de todos e se comprometeu a continuar trabalhando pelo desenvolvimento de Rio Verde e da região.

Jurandina Assis, 64, afirma que vota em Lúcia Vânia desde quando ela se candidatou a deputada federal pela primeira vez. “Ah, eu estou com Lúcia Vânia há muito tempo. Ela representa o que há de mais honesto na política”, afirmou. A parlamentar, que atua em várias áreas, é conhecida como “a senadora do social”.

PT cria a Central Única dos Boatos!





POLÍTICA

ELEIÇÕES 2010
Serra: fuga de debate é falta de ideias
Tucano voltou a se classificar de esquerda, em resposta a petistas que o rotularam de direita troglodita

Agência Estado

São Paulo - O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse ontem ver uma "fuga do debate" na disputa eleitoral deste ano. Em uma referência indireta a sua adversária Dilma Rousseff, do PT, o tucano afirmou: "Há uma fuga do debate não apenas física, mas também de ideias." Dilma tem recusado convites para debates em veículos de comunicação. Segundo Serra, está "difícil" debater temas de governo.

"Não se debatem temas. Hoje tem um mecanismo que é uma central de boatos, que espalha coisas, e uma atitude de ofendido quando você diz alguma coisa que todo mundo sabe que é verdade", afirmou, após ser sabatinado na Rede Record, em São Paulo.

Serra voltou a classificar-se como um político de esquerda, em resposta a petistas que o chamaram de integrante da "direita troglodita". "Uma coisa é certa: quem se acha de esquerda tem de ser defensor irrestrito dos direitos humanos. Eu não teria confiado no Ahmadinejad", disse, em referência ao presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que recebeu apoio do governo brasileiro diante da comunidade internacional. "Troglodita de direita é quem apoia o Ahmadinejad, que está matando mulheres a pedradas", disse.

Apesar da polêmica em torno do rótulo de "direita", Serra disse não se incomodar com ele. "Não incomoda nem ‘desincomoda." É apenas gente que não tem o que dizer, é de direita e inventa factoides", disse o tucano.

Ele atacou o assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, que o criticou em entrevista. "Marco Aurélio Garcia é de direita, totalmente, não tem nada de esquerda", retrucou. "Falar de esquerda é falar em direitos humanos, em políticas efetivamente populares, de curto, médio e longo prazo, não no jogo de grupos econômicos." O tucano lembrou ainda dos componentes do que tem chamado de "tripé maldito" da economia para distinguir a direita e a esquerda.


Ninguém faz registro em portal

Brasília- O Portal Ficha Limpa (www.fichalimpa.com.br ou www.fichalimpaja.com.br), criado para abrigar candidatos que se enquadram à nova lei, não conseguiu cadastrar nenhum nome, até as 20 horas de ontem, no primeiro dia de funcionamento. Pouco mais de dez candidatos tentaram ingressar, mas a maioria não conseguiu apresentar o link com informações sobre as contas de campanha: doações e gastos.

A transparência nos gastos é a principal exigência para aceitar o cadastro. O site exige que o candidato informe um link, numa página oficial sua, no qual há informações sobre as contas da campanha. O portal cobra atualização semanal dos dados com CNPJ e nome do doador, valor e como foram gastos os recursos.

"Acreditamos que muitos candidatos não entenderam que é preciso dar total transparência aos gastos de campanha. Eles, ou não ofereceram o link, ou o link leva para uma página sem as informações exigidas. Se não tiver o link e as informações, não entra no cadastro" disse Caio Magri, secretário-executivo da Articulação Brasileira de Combate à Corrupção e à Impunidade (Abracci).(AG)


Suplente de Nelto assume na quarta

A Assembleia Legislativa enviou ofício ontem ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-GO) informando que dará posse ao suplente do deputado José Nelto (PMDB), Lívio Luciano, na próxima quarta-feira, dia 4. O ofício foi enviado dentro do prazo estabelecido pelo órgão para que a Casa se manifestasse sobre a demora em afastar o parlamentar, cassado há cerca de 20 dias pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por compra de voto.

A cobrança do TRE foi motivada por uma petição do procurador regional eleitoral, Alexandre Tavares, que acusou o Legislativo de não dar cumprimento a decisões judiciais. José Nelto era mantido com base em uma mudança no regimento interno da Casa, aprovada este ano.

Ontem o presidente da Casa, Helder Valin (PSDB), informou que anexou ao ofício as contra-argumentações de José Nelto sobre a cassação. Valin garantiu que, caso o TRE-GO não se manifeste até quarta-feira sobre estes documentos, vai dar posse normalmente ao suplente.(Érika Lettry)

GIRANDO






Notas da coluna Giro, de Jarbas Rodrigues

Mais um

Com o pedido de desligamento do tucano José Taveira da presidência da Goiás Fomento, já são seis os que deixaram altos escalões do governo Alcides para a campanha de Marconi Perillo (PSDB).

Quem já foi

São eles: Fernando Cunha (Relações Institucionais), Olier Alves (Chefia de gabinete do governador), Sebastião Vaz (Gabinete Militar), Carlos Peixoto (Gestão) e Airan Pucci (Chefia do Cerimonial).

Convite tucano

Taveira disse, em nota, que mantém "relações pessoais e políticas" com Marconi e recebeu convite para atuar na campanha do tucano. Por isso, a "incompatibilidade" para permanecer no governo Alcides.

Adesões

Além do apoio ontem do prefeito de Caldas Novas, Ney Viturino (PSC), os tucanos preparam festa para sábado, quando esperam o prefeito de Formosa, Pedro Ivo (PP), declarar apoio a Marconi.

Ninho em festa

Do coordenador político do QG tucano, Antonio Faleiros: "A gente até se assusta de tanto que as coisas estão boas para a nossa campanha. A semana foi de muitas adesões. Só não podemos cometer erros."

José Nelto: Déficit fiscal foi invenção

Do ainda deputado José Nelto, do PMDB: "Depois de analisar os documentos do TCE e da Fipe, posso afirmar que o déficit fiscal de R$ 100 milhões/mês foi invenção de Jorcelino Braga (ex-Sefaz).

Não podemos construir a política em Goiás na base da mentira". Sobre o fato de ter mudado de opinião de forma repentina neste tema, Nelto diz que foi enganado com "manipulação de documentos".

PERGUNTA PARA: Coronel Queiroz, deputado do PTB

Como avalia a nomeação da delegada Renata Cheim para a Segurança Pública?

Temos delegados e coronéis em Goiás com mais experiência, mas a delegada Cheim é preparada e novidade no sistema. Se não sofrer boicote, ela terá como fazer um bom trabalho nesses cinco meses do governo Alcides, que tem investido muito nas polícias civil e militar do Estado. Só precisamos avançar mais na questão da equidade salarial.


ARREMATE

Em alta - O cooperativismo em Goiás fechou 2009 com aumento de 33,4% no patrimônio líquido, para R$ 1,2 bilhão. É o que será mostrado hoje pelo Censo do Cooperativismo Goiano, no Oliveira´s Place.

Novo deputado - Atendendo o TRE, a Assembleia marcou para dia 4 a posse do suplente Lívio Luciano (PMDB) para o mandato do deputado cassado José Nelto (PMDB).

Educação - Segunda-feira, a secretária Milca Severino abre o segundo semestre letivo da rede pública estadual de ensino. Às 7 horas.

Itaberaí - Hoje e amanhã o Cresci realiza simpósio de qualificação profissional. Na Câmara.

Itarumã - A partir de hoje, segunda etapa classificatória dos Jogos Abertos de Goiás.

Saúde - Hoje é último dia de vacinação contra a gripe A na rede pública de saúde.

DIPJ - Encerra hoje o prazo para empresas que não optaram pelo Simples entregarem a Declaração de Informações Econômico-Fiscal da Pessoa Jurídica.

Anápolis - Na segunda-feira tem debate sobre a construção do aeroporto de cargas. Às 10 horas, no aeroporto civil da cidade.

Publicação - Sinduscon-GO lança segunda-feira a revista Construir Mais em coquetel na Sedna Lounge.

Aerocaos






EDITORIAL

Aeroporto precário

O Popular

A situação do Aeroporto Santa Genoveva vai de mal a pior, pois nem mesmo um pequeno alívio para a precariedade do terminal, que seria a sala de embarque provisória, enquanto não se constrói o novo, não consegue entrar no cronograma.

A sala de embarque provisória já era para estar funcionando há meses. Pela quarta vez, a entrega da obra foi adiada, anunciando-se agora que deve estar em operação no fim de setembro. O primeiro prazo a ser protelado foi em dezembro do ano passado.

Passageiros e acompanhantes sofrem transtornos com este pesadelo do Santa Genoveva. O resultado já se reflete em pesquisa, feita pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), pela internet. Entre os aeroportos brasileiros que recebem mais de 1 milhão de passageiros por ano, o Santa Genoveva teve o pior conceito na avaliação dos usuários do terminal.

Outro problema que se complica no Santa Genoveva é o da escassez de vagas para estacionamento de veículos. Quando pessoas servem de acompanhantes até o terminal ou vão buscar alguém que vai desembarcar nem sempre conseguem vagas, sendo obrigadas a estacionar longe do terminal, enfrentando os riscos que isso acarreta.

A cidade não pode continuar suportando este vexame e correndo o risco de perder competitividade econômica, inclusive o bom lugar que ocupa no ranking das cidades brasileiras que servem de sedes para grandes eventos, como congressos e seminários.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Marconi: trabalho e propostas!


POLÍTICA

Marconi defende policial valorizado

Mirelle Irene

O senador Marconi Perillo (PSDB), candidato ao governo do Estado pela Coligação Goiás Quer Mais, defendeu ontem, em entrevista ao HOJE, a valorização dos policiais goianos. “Fiz uma grande parceria com os policiais quando fui governador. Valorizei a categoria e atendi a todas as reivindicações desses servidores exemplares”, lembrou. “Agora, estou empenhado em aprovar a PEC 300, que equipara o salário dos policiais goianos aos de Brasília”, defendeu.

Marconi também fez questão de explicar melhor a crítica feita por ele durante o primeiro debate entre candidatos promovido pelo Sistema Fonte de Comunicação, no último domingo. O tucano ressaltou que durante o programa criticou apenas a ação de maus policiais ao citar a existência de grupos de extermínio em Goiás. “O fato de haver uma ou outra ovelha desgarrada não pode nunca arranhar a credibilidade do rebanho”, pontuou. “É assim na polícia, é assim na política e é assim na vida”, concluiu.

Ex-secretário de Segurança Pública do Estado, o senador em reeleição Demóstenes Torres (DEM), também defendeu, ao participar de caminhada ao lado de Marconi pela Vila Redenção, a valorização dos policiais goianos. “As polícias Militar e Civil fazem um belo trabalho, reconhecido”, começou. “Claro que existem falhas, mas elas são minoria que não atrapalham, de forma alguma, o serviço da polícia”, acredita o democrata.

Segundo Demóstenes, a polícia precisa de incentivo. “De melhores salários, boas condições de atuação”, afirmou. O senador disse também que o aparato policial deve enfrentar os marginais com dureza. “A polícia tem que ser dura para fazer com que nós tenhamos tranquilidade”, apoiou. “Isso não significa que a polícia tenha que desobedecer as leis. A polícia tem que agir humanamente”. O senador defendeu apuração rigorosa para eventuais desvios de conduta de policiais. “A própria polícia se incumbe de punir isto.”

Demóstenes acredita que a segurança pública deve ser prioridade em qualquer governo. “Veja o esforço que estamos fazendo para combater a droga, trazendo o exército para vigiar as fronteiras, as estradas”, citou, assinalando que o Congresso ainda analisa propostas como o monitoramento eletrônico de presos e o tratamento obrigatório para viciados em drogas. “Ainda assim, temos que nos esforçar para tirar cada vez mais o bandido das ruas”, finalizou.

COMITÊ CENTRAL

Às 18 horas de hoje, o PSDB e aliados inauguram o Comitê Central de Marconi, na Avenida Anhanguera, na Vila Nova. A ação reforça também o trabalho dos tucanos em Goiânia. Durante caminhada pela Redenção, ontem, Marconi se declarou tranquilo com a possibilidade de reverter o favoritismo de Iris Rezende (PMDB) na Capital e região metropolitana. “Nós estamos trabalhando. Temos uma folha de serviços aqui em Goiânia e no interior muito grande”, citou. “Na campanha, nós vamos mostrar isto e vamos fazer mais. Vamos apresentar projetos para o futuro, para as próximas gerações. É isto que importa”, disse.

Da mesma forma, Marconi tem confiança que seu esforço de campanha vai manter a frente em relação ao PMDB no Entorno do Distrito Federal. “Temos lá uma base muito forte", disse. “Fomos o governo que olhou para o Entorno, os outros nunca olharam.”

Marconi: caminhando com o povo!





Política & Justiça

Na Vila Redenção, Marconi ouve críticas à prefeitura
Moradores reclamam de qualidade do asfalto e do fim da Maternidade que funcionava na região. Candidato da coligação Goiás Quer Mais ao governo realiza passeata junto a aliados

Da Redação

A quarta-feira (28) ensolarada de Goiânia presenciou mais uma grande integração entre o candidato da coligação Goiás Quer Mais, Marconi Perillo, e a população da Capital. Marconi e os candidatos da chapa majoritária, a deputado federal e esta-dual, fizeram a já tradicional caminhada, desta vez pelas ruas da Vila Redenção. O bairro, que este ano completou 44 anos, recebeu Marconi com entusiasmo e confiança de que problemas antigos, que não mereceram atenção das atuais administrações municipal e estadual, possam ser solucionados com Marconi no governo.

O comerciante Cláudio foi um dos moradores que receberam o candidato com a esperança de que, no governo, Marconi possa ajudar o setor. Em tom de indignação, o comerciante acusou a Prefeitura de Goiânia de ter abandonado a Vila Redenção. Ele se referiu de forma especial ao fechamento da Maternidade Dona Iris. “Derrubaram o prédio onde funcionava a Maternidade, dizendo que ela seria imediatamente reconstruída e devolvida ao povo. Vieram aqui, fecharam as ruas, soltaram fogos, serviram salgadinhos e até hoje a licitação para a nova sede da Maternidade só está na promessa”, acusou.

Uma outra crítica do comerciante se refere à restauração do asfalto da Avenida Emílio Póvoa. “Chegaram aqui às 5 horas da manhã. Acordaram todo mundo com um foguetório assustador. E fizeram essa porcaria de asfalto, cheio de ondulações e até hoje sem a pintura das faixas de segurança e de divisão da pista. É por isso que Marconi vai ganhar a eleição também em Goiânia. Eu sei que, se ele prometer, ele cumpre. É diferente dessa administração que está no poder”, completou.

Deco, outro morador da Vila Redenção, disse que “vai sobrar para o Marconi construir a Maternidade, porque esse pessoal que está na prefeitura não tem um mínimo de consideração pelo nosso povo”.

Em frente ao terreno vazio, cheio de entulhos e muita poeira que deveria abrigar a nova Maternidade Dona Iris, uma moradora da Vila Redenção fez outra denúncia. “Pioraram o transporte coletivo de toda a cidade. Eles conseguiram acabar com o que o povo tinha como precário, mas tinha. Aqui mesmo, sem nenhuma explicação, tiraram a linha Vila Redenção–Campinas. Um absurdo completo. Atrapalharam a vida de muitos trabalhadores e nem deram satisfação”, acusou.

Lúcia Vânia: na memória do povo!





Política & Justiça

Lúcia Vânia demonstra força com ampla base de prefeitos

Durante a caminhada pela Vila Redenção, em Goiânia, a senadora Lúcia Vânia contou com a companhia do prefeito de Nova Veneza, Luiz Antônio Stival (PSDB), que percorreu com ela a avenida principal do bairro. A parlamentar se emocionou com o carinho das pessoas do setor, inclusive das crianças, e reencontrou antigos aliados. O ex-prefeito de Santa Rita do Araguaia, Luiz Fernando Martins, que está na Capital, fez questão de abraçar a parlamentar e não poupou elogios a sua trajetória política.

“Na época em que eu era prefeito, Lúcia Vânia era primeira-dama do Estado. E, desde aquela época, ela é uma mulher muito atuante, uma mulher de fibra, que sempre lutou pelos menos favorecidos. Com certeza ela é uma das melhores senadoras que o Brasil já teve. O trabalho que ela desenvolveu, sobretudo na área social, é fantástico. O Peti, criado no governo Fernando Henrique, dá muitos frutos e milhões de idosos de todo o Brasil têm hoje muitos benefícios graças a ela”, destacou.

O casal de aposentados Leni Alves Pereira e Luiz Carlos Pereira, que mora na Vila Redenção há mais de 40 anos, também se lembra da trajetória política da tucana. “Lúcia Vânia é um exemplo, para nós, de política honesta, e não é de hoje. Há muitos anos acompanhamos o trabalho dela e, por isso, confiamos a ela nosso voto.”

O prefeito Luiz Antônio Stival é um dos grandes entusiastas da candidatura da senadora e destacou a importância da reeleição dela para os prefeitos goianos. “A senadora é municipalista e defende com unhas e dentes os interesses dos municípios”, destacou.

Serra: brilho de quem faz história!





Opinião

José Serra tem luz própria

Joel de Sant’Anna Braga Filho

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está com a popularidade em alta. E isso o está deixando muito embriagado de vaidade, a tal ponto de ele estar pensando que se encontra em uma situação semelhante àquela fase áurea vivida pelo PMDB na década de 80, quando o partido era capaz de eleger até poste.

Para o PMDB, como bem disse o saudoso Ulysses Guimarães, autor da frase sobre o poder do partido, “esse tempo passou”. O presidente Lula, no entanto, não enxerga isso sobre o seu poder de eleger poste. Ou melhor, de eleger a presidenciável Dilma Roussef, que também já está adotando a postura do paz-e-amor nos seus discursos e assim maquiar a sua sisudez de assustar até estátua.

E nessa labuta em favor de sua candidata, o presidente tem cometido muitas estripulias sob as barbas da justiça eleitoral no sentido de exibir a santa que ele carrega no andor. Estripulias estas que têm recebido multas, só que o valor delas é muito insignificante perto do lucro publicitário que o PT está alcançando em elogiar a presidenciável em eventos não permitidos pela eleitoral. Faz-se necessário uma ação punitiva mais enérgica da justiça eleitoral para essas infrações presidenciais. O candidato tucano, José Serra, também sido alvo de multas, mas as circunstâncias das suas são bem diferentes das recebidas pelo presidente petista.

O tucano José Serra, por sua vez, carrega a vantagem de possuir identidade política própria. Caminha com as próprias pernas, não está sobre o manto de ninguém. O seu destaque nas pesquisas eleitorais é, pois, resultado do seu trabalho, sobretudo enquanto ministro da Saúde. Sua passagem pelo respectivo ministério foi muito eficiente. Ao contrário da candidata Dilma Inácio Roussef da Silva, José Serra tem luz própria, não é satélite de ninguém, possui a sua própria órbita.

Se pudesse, o presidente colocaria a sua cabeça no lugar da de Dilma. São tantos elogios à presidenciável, que só falta Lula dizer que sua candidata é a responsável pelo Plano Real. Plano este sem o qual o Lula estaria no mato sem cachorro. Alguns êxitos administrativos do Governo Lula só foram possíveis devido ao estágio em que encontrou a economia do País, isso graças ao período da gestão tucana à frente da Nação. Mas o presidente dar a entender ao povo brasileiro (mais precisamente às camadas mais desinformadas intelectualmente e muitas vezes dependentes de determinados programas sociais de cunho paternalista) que ele é o salvador da economia brasileira. E para aumentar mais a sua presunção, o presidente americano, Barack Obama, disse que “Lula é o cara”. Cara de quê? Cara-de-pau por omitir a importância da administração que antecedeu a sua quanto à valorização da nossa moeda, resultante do Plano Real.

José Serra é, sem dúvida, a alternativa eleitoral mais produtiva para o País para o momento. E ele, conforme as entrevistas que vem concedendo pelo Brasil afora, em suas andanças em busca de voto, tem salientado a importância de se investir maciçamente em educação profissional. Serra é sabedor de que ociosidade em jovens é perigosa. Cabe até mencionar um provérbio popular muito pertinente, que diz que “cabeça vazia é morada do diabo”.

Não há como esperarmos bons frutos sociais de jovens que não tenham profissão e assim um trabalho compatível. Se os jovens não têm horizontes, eles são presas fáceis do mundo do crime. O que resulta em grande índice de mortes de jovens por envolvimento com o mundo do crime. O poder público, como bem sabe o presidenciável tucano, é o grande responsável por esse cenário de violência que toma do País, e sendo assim, cabe, portanto, a ele a implantação de políticas sociais que atenuem consideravelmente estágio de caos que enfrenta o Brasil.

Goiás vai ganhar muito em prosperidade caso o candidato eleito a presidente seja José Serra. Como temos observado, o presidente Lula tem falado muito em favor de Goiás, mas as ações de suas palavras são poucas em favor do Estado. Não dá para acreditar que a presidenciável Dilma será diferente se porventura vir a governar o País. Chega de levar Goiás na conversa mole!

Em visita a Goiânia no dia 20 deste mês, José Serra, em discurso na Fieg, salientou a importância da formação profissional e da inclusão digital de jovens e trabalhadores. O que em seu governo em São Paulo era fato: mais de 200 mil matriculados nos cursos na Secretaria de Ciência e Tecnologia daquele Estado em cursos diversos. Esses matriculados, com certeza, ao obterem uma profissão digna terão mais facilidade em ingressar no mercado de trabalho; assim escaparão das garras nefastas do mundo crime. A prosperidade de Goiás e do Brasil passa pelo ensino profissional e pela inclusão digital.


Joel de Sant’Anna Braga Filho é ex-secretário de Ciência e Tecnologia, odontólogo e membro da Academia Goianiense de Letras (www.joelsantanna.com.br e twitter.com/joelsantanna_)

Nazi-alcidismo!





Opinião

Seduzidos pela lógica nazista

Fleurymar de Souza

Poderia começar este artigo assim: “O candidato a senador pela base aliada, Alcides Rodrigues acertou os últimos detalhes para a transferência do cargo ao vice-governador. Consumada a desincompatibilização, Alcides percorrerá o interior do Estado em companhia de seu aliado e candidato ao governo, senador Marconi Perillo, dando marca de perenidade a uma aliança que conquistou a adesão das massas e consagrou um porfícuo sistema de gestão compartilhada”.

Era para ser assim. A ninguém ocorreria imaginar que chegaríamos em 2010 em clima tão antagônico entre personagens que, circunstancialmente, dividiram os louros de um período consagrado como Tempo Novo. O balanço das eleições de 2006 não deixara dúvidas: sob as bênçãos de uma cristalizada liderança, celebrava-se a conquista que pôs à prova a incondicional lealdade, expressada na transferência de prestígio.

Instalado o novo governo, todos se surpreenderam com iniciativas e declarações que indicavam, com clareza, o interesse de submeter a liderança do senador Marconi Perillo ao crivo de um revisionismo político que fosse gradualmente maculando a sua imagem. A campanha de questionamentos das ações enfeixadas no mote Tempo Novo alcançou seu paroxismo na propagação de que um déficit de R$ 100 milhões constituía o grande entrave que comprometeria o desempenho do governo. A "herança maldita" haveria de desconstruir a liderança do senador, submetido a um bombardeio diário da versão oficial propalada aos quatro cantos. Em teoria, estava arquitetado o plano perfeito que encontraria seu paralelo na história, mais propriamente na ascensão do nazismo na Alemanha.

Bem ao estilo do ministro da propaganda do Terceiro Reich, Joseph Goebbels (uma mentira mil vezes repetida torna-se verdade) o mentor do plano teria apostado na tese nazista, e passaria a gozar do status de oráculo moral e político do Executivo estadual, em reconhecimento à sua genialidade.

O desfecho da questão do déficit, após o crivo técnico da conceituada Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e do TCE, faz cair por terra o discurso oficial sobre o qual o governo ampararia argumentos para justificar o não cumprimento de suas promessas de campanha e a progressiva redução dos programas de inserção social, consagrados nas administrações anteriores. A suspeita, agora confirmada, de que tudo não passava de uma diabólica urdidura para atingir o senador, começou a virar pó quando a bancada do governo na Assembléia se fez de morta enquanto deputados do PSDB lideravam as articulações para a criação da CPI da dívida. Tivesse o governo municiado de elementos comprobatórios inquestionáveis, teria partido dele a iniciativa de instalar a CPI, convertendo uma controvérsia à verdade pura incontestável.

Politicamente, o governo será julgado nas urnas de outubro pelo surpreendente comportamento de se aliar aos adversários do senador e liderar uma campanha destinada a barrar a trajetória do político que praticamente o resgatou do anonimato. É um caso claro de conversão de pendências pessoais em questão de Estado, pois perdeu-se tempo e energia que, bem direcionados, serviriam ao interesse da sociedade e não às aspirações grupais.

Moralmente, a história julgará uma administração que converteu o aliado em alvo a ser destruído a qualquer custo, ainda que para tanto tenha se inspirado na lógica nazista de triste repercussão.


Fleurymar de Souza é jornalista




Opinião





José Éliton


Da responsabilidade fiscal à responsabilidade política

O Brasil implantou uma nova cultura gerencial por meio da Lei Complementar nº 101 de 2000, conhecida por Lei de Responsabilidade Fiscal. A medida estabelece regras com o fim de garantir responsabilidade na gestão fiscal, mediante instrumentos que possibilitem a prevenção e correção de desvios que afetem o equilíbrio das contas públicas, o que dá ênfase ao planejamento, à transparência e, principalmente, à responsabilização, possibilitando aos cidadãos maior participação no acompanhamento das aplicações de recursos públicos bem como o melhor aproveitamento de seus resultados.

Uma gestão que destaca os valores da cidadania deve apresentar com transparência o planejamento, o controle e a responsabilidade das premissas básicas da administração pública. Quanto mais vinculados e menos discricionários forem os atos da administração pública, mais os contribuintes estarão seguros de que são governados com qualidade.

A avaliação, dez anos após o advento da Lei, é que a medida trouxe elementos importantes à política e ao gerenciamento público. A disponibilização das contas com a possibilidade de apreciação da população interessada, por exemplo, e a realização de audiências públicas para aprovação e prestação de contas pelo Legislativo aumentaram o nível de participação e de exercício da cidadania, fazendo com que o contribuinte possa exercer legitimamente seu direito e participar das decisões públicas.

A seguridade da elaboração e execução do orçamento são os pontos de destaque da Lei, que trouxe maior importância no que trata da sua elaboração e execução, influenciando todo o processo de gestão dos recursos públicos.

Nesse diapasão, é possível concluir que o equilíbrio financeiro já previsto constitucionalmente ganhou força de norma positivada, o que tornou a política brasileira mais madura e eficiente.

O ganho social ao longo dos anos de vigência da LRF é referenciado como um avanço à cidadania e à construção do Estado moderno, preparado para o futuro.

A sociedade brasileira, ao visitar os livros de história, indiscutivelmente, enxergará na Lei de Responsabilidade Fiscal um importante legado ao País, deixado pelo governo Fernando Henrique Cardoso, pois, a partir de então, a administração pública tem de observar parâmetros de controle de gastos públicos e planejamento de ações.

Com o avanço da sociedade brasileira, hodiernamente, temos que não basta aos cidadãos terem responsabilidade civil. Não basta às empresas terem responsabilidade social. Não basta aos governos terem responsabilidade fiscal, pois é uma obrigação moral e legal do administrador; necessário que todos tenham Responsabilidade Política que abranja todos os valores essenciais da vida moderna.

O país que queremos e esperamos é comprometido com valores inerentes à qualidade e transparência das ações públicas e de incentivo ao exercício da cidadania plena, enfim, comprometido com a Responsabilidade Política.


José Éliton é candidato a vice governador pela coligação Goiás Quer Mais

Serra: falar verdades!





POLÍTICA

ELEIÇÕES 2010

Serra atira no PT, mas objetivo é atingir Dilma
Estrategistas da campanha elegeram uma série de temas incômodos a Lula para serem abordados

Agência Estado

Ituiutaba - Criticar diretamente propostas mais radicais do PT e recordar temas incômodos ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como o mensalão, fazem parte da nova estratégia traçada pelo PSDB e pelo candidato tucano à Presidência, José Serra, que é criar um discurso anti-Dilma e anti-PT.

Outro alvo é o caso da ex-secretária Lina Vieira, da Receita Federal. Ela acusou a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, de tê-la pressionado nas investigações do Fisco sobre empresas da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Para o PSDB, a crítica ao presidente Lula é improdutiva, devido à alta popularidade do petista, restando, desta forma, o ataque ao PT e à presidenciável Dilma Rousseff. A estratégia foi discutida com dirigentes da sigla e do DEM nas últimas semanas.

A avaliação do comando político da campanha é que o presidente Lula não entrará numa cruzada em defesa de Dilma quando os temas trazidos à arena eleitoral forem caros e espinhosos ao governo. Entrariam nesse rol de assuntos delicados para o governo Lula, por exemplo, a questão das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), a relação do PT com o Movimento dos Sem Terra (MST), a situação da Venezuela, entre outros.

Segundo tucanos, Lula passou o final do primeiro mandato e a maior parte do segundo mandato evitando discutir determinados assuntos que abateram o PT, sobretudo a crise do mensalão. Essa nova estratégia explicaria o fato de Serra ter citado as relações do PT com o MST e também ter endossado a crítica feita por seu candidato a vice, Índio da Costa (DEM), em relação às ligações do PT com as Farc.

Ontem, ao participar de reunião com lideranças políticas e militantes da região do Triângulo Mineiro, José Serra disse que "falta debate" na campanha. "Tenho feito um esforço nesta campanha para ter debate. Debate, em vez de ficar naquele tititi, fulano falou que cicrano disse, que aquele comentou, etc. Por que foram consumidos apenas um terço dos recursos para estradas na situação que o Brasil está?", questionou o presidenciável do PSDB, que elegeu ontem o tema das estradas federais como discurso. Minas Gerais possui 25% da malha rodoviária federal.

Ao lado do candidato ao Senado Aécio Neves, a quem chamou de "nosso líder", Serra afirmou: "Vamos ganhar essa eleição juntos e vamos, acima de tudo, governar juntos o Brasil e Minas". "Foram arrecadados, de 2003 para cá, 65 bilhões de uma contribuição, chamada Cide, e foram investidos um terço disso. Nem o governo federal investiu e nem deu a parte para os Estados investirem. Não é um tema interessante para debater?", perguntou.

Serra disse que estava fazendo um anúncio de que mudará a situação das estradas, se eleito. Defendeu mudança no Dnit. "Hoje é tudo loteado. O Dnit é um caso. Em vez de atuar em função do interesse público, atua em função desse ou daquele partido." Questionado se sua proposta para reforma agrária era distinta da do PT, Serra recusou-se a responder. No início da semana, ele disse que as invasões de terra aumentariam num governo Dilma.

Aécio criticou o MST e a sua relação com o governo: "Não acho adequado um governo que financia com recursos públicos os movimentos sociais e atrela a si esses movimentos", disse .


Programa é copiado, afirma tucano

Recife - Na missão de colher sugestões nos Estados a serem incorporadas às propostas do presidenciável José Serra (PSDB), o coordenador do programa de governo do tucano, Xico Graziano, disse ontem, no Recife, não saber quando nem se as propostas, depois de consolidadas, serão divulgadas. "A turma da Dilma copia", justificou, em conversa com jornalistas, depois de encontro com integrantes da campanha do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), que disputa o governo de Pernambuco. Graziano deu um exemplo de "cópia" pela "turma da Dilma". Segundo ele, Serra falou que ia desonerar empresas de saneamento básico de 3% para 7,6% e pouco depois a proposta foi copiada e incluída no programa da candidata do PT.

Ele disse que gostaria de apresentar "100 propostas que vão mudar o Brasil", conforme sua assessoria, mas frisou não haver prazo. "Depende da evolução da campanha, politicamente falando." Segundo ele, poderão ser 70 ou 50 propostas e somente Serra é quem pode definir sua forma de divulgação - se ainda antes do início do horário eleitoral ou se em etapas dentro do programa gratuito de rádio e televisão.

O coordenador antecipou que o governo de José Serra será "muito diferente desse, que fez um loteamento escandaloso da máquina pública". Graziano destacou que "todos os caras - do PT, de outros partidos, de sindicatos - que perderam eleição têm cargo público" e defendeu "uma limpeza total desse aparelhamento político".

"O sistema político brasileiro está extremamente contaminado", acrescentou. "As agências reguladoras que foram criadas para defender a sociedade nas concessões são também órgãos aparelhados, só tem gente política na agência reguladora de transportes, nas áreas médicas."(AE)