terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Júlio: o Norte tem defensor!

Diário do Norte

Política



ENTREVISTA: JÚLIO DA RETíFICA



Pronto para mais um embate eleitoral
 
O deputado estadual Júlio da Retífica (PSDB) prestigiou no sábado (16) as comemorações pelo 19º aniversário de Alto Horizonte. Na oportunidade, Júlio parabenizou o prefeito Luiz Borges da Cruz, o Cabo Borges (PSDB), pela moralidade administrativa implantada naquele município. Neste início de ano eleitoral, Júlio prepara-se para deixar a Assembleia, o que deverá ocorrer no final de março, quando três secretários do governador Alcides Rodrigues (PP) retomarão seus assentos na AL. Na conversa com o Diário do Norte, Júlio disse acreditar que tomou a melhor decisão em permanecer no PSDB para a disputa; apostou na eleição do senador Marconi Perillo para o governo do Estado. No plano pessoal, o deputado falou sobre o episódio da morte do seu sobrinho, vítima de dengue, contraída no município. Júlio disse que falhas houveram, mas foram coletivas. "Não só o prefeito José Osvaldo, mas todo mundo falhou. Ele teve boa vontade, mas não teve a visão do que representava esse problema. Foi muito triste, pois perdi meu sobrinho. Espero que essa vítima sirva de exemplo para que outros casos assim não aconteçam em Porangatu", disse o parlamentar.
 
Diário do Norte – Estamos nos primeiros movimentos das eleições deste ano, marcadas para outubro. Como estão os preparativos do senhor à campanha?


Júlio da Retífica – O trabalho de qualquer político não pode ser realizado na última hora. Então, existe uma semente que nós plantamos, desde 1996, como prefeito de Porangatu por dois mandatos; depois como diretor-comercial da Celg; e agora como deputado estadual; nós sempre continuamos esse trabalho. Estou presente, não só na hora da alegria, mas também na hora da dificuldade, socorrendo os prefeitos e a comunidade. Graças a Deus, hoje, isso ocorre não apenas no Norte, mas em muitas cidades de Goiás. Tenho certeza de que será uma campanha muito difícil, mas tenho realmente a esperança de que, ao final do processo, virá a vitória que tanto almejamos. Em função da situação do Norte, nós precisamos ter uma mobilização forte na Assembleia Legislativa para ampliar o desenvolvimento da nossa região.

DNOs prefeitos José Osvaldo da Silva (Porangatu), Lineu Olímpio de Souza (Jaraguá), Nenzão (Campinaçu) e Ronan Batista (Niquelândia) se reuniram recentemente para defender a ampliação do número de deputados eleitos pelo Norte e pelo Vale do São Patrício. O senhor também é um defensor dessa tese, dessa possibilidade?

Júlio – Olha, nós temos que pensar que nossa região tem pouca representatividade. É importante essa união. Fico feliz quando vejo aqui (em Alto Horizonte) o deputado Helio de Sousa (de Goianésia, eleito pelo DEM), com quem, na Assembleia, nós fazemos um trabalho em parceria, para garantir os benefícios. Nossa região precisa se fortalecer ainda mais do ponto de vista político. O Norte é uma região grande, é uma região produtiva, de um povo trabalhador. Então, precisamos sonhar alto. Mas eu imagino que um deputado só, ou até mesmo dois, é pouco. É preciso que o Norte vote em candidatos da região, para termos ainda mais força política junto ao governo.

DNA deputada estadual Vanuza Valadares, do PSC, foi eleita em 2006 rivalizando o eleitorado de Porangatu com sua candidatura. Como está a relação do senhor com a parlamentar?

Júlio – A Vanuza tem o trabalho dela. Respeito ela como pessoa. Agora, é uma pena que não possamos ter trabalhado juntos. Eu sempre me coloquei à disposição para lutar pela nossa região, mas ela não quis trabalhar comigo, infelizmente. Ela é uma deputada que foi eleita pela região, tem o mérito de ter sido eleita; e espero que ela procure fazer o bem pela nossa região, que precisa da nossa união e do nosso respeito. Claro que, na hora da campanha, cada um de nós vai lutar por seu espaço. Mas, se eu e ela conseguimos ser reeleitos, juntos poderemos fazer muito mais pela região.

DNQuais os planos para buscar a reeleição?

Júlio – A partir de abril ficarei mais livre para a campanha. Não só para a minha eleição, mas para a campanha de governador do senador Marconi Perillo (PSDB), na qual estarei engajado; e também com as parcerias com os nossos candidatos a deputado federal. Vou fazer esse trabalho, de município em município, buscando não só a minha eleição como deputado, mas a eleição do senador Marconi para o governo.

DN Essa oportunidade de representar o Norte na Assembleia como deputado, mesmo tendo assumido a vaga na condição de suplente, agregou que tipo de experiência à sua carreira política?

Júlio – Eu assumi em agosto de 2007, mas nunca me imaginei como suplente. Sempre atuei como deputado, de igual para igual, brigando, lutando, junto ao Governo do Estado de Goiás. Participei das mais importantes Comissões da Assembleia Legislativa, como a de Constituição, Justiça e Redação; e de Finanças e Orçamento. Além, é claro, da minha participação em outras comissões menores. Para mim, esse período não serviu apenas como aprendizado, mas foi a constatação também de que nós (o Norte) precisamos ter representantes lá (na Assembleia), com poder de decisão e condição de brigar, em igualdade, com outros deputados. Então, foi muito boa a minha passagem pela Assembleia. Por isso, não tenho dúvida nenhuma, saio agora com muito mais responsabilidade e conhecimento.

DN Em função do quociente eleitoral normalmente alto para garantir uma vaga de deputado pelo ninho tucano, ficar no partido não lhe trará dificuldades para ser reeleito?

Júlio – Não, de maneira nenhuma. Hoje existe um consenso da minha responsabilidade em ser candidato pelo PSDB. É um partido forte, que também tem um candidato forte (Marconi) ao governo. Com certeza, se você for para um partido pequeno, isso não é garantia da sua eleição ou reeleição. Importante é estar num partido forte, em que você, chegando lá (na Assembleia) tenha condições de fazer alguma coisa, de buscar os benefícios para a nossa região. Para se ter uma ideia, o PSDB tem a maioria de deputados em todas as comissões na Assembleia.

DN – Na recente visita a Niquelândia, o prefeito de Porangatu, José Osvaldo, negou que tenha visitado o prefeito Ronan Batista para angariar o apoio da Capital do Níquel para o senhor. O eleitorado de Niquelândia, somado aos votos que o senhor já aglutinou em outros municípios do Norte, garantiria sua reeleição. O senhor vai buscar votos em Niquelândia?

Júlio – Claro, vou buscar votos, sim, em Niquelândia. Mas também estarei em Uruaçu, em Goianésia, Barro Alto, Nova Glória, Itapaci. Santa Terezinha de Goiás, Campos Verdes, Crixás, Nova Crixás, Mundo Novo, entre outras cidades. Ou seja, irei buscar votos em toda a região, em parcerias, onde já existem pessoas comigo. Como também em outras regiões do Estado, em Fazenda Nova, Turvânia, Nazário, Bela Vista de Goiás, Itumbiara. Hoje, o conhecimento a meu respeito, ao meu trabalho, é muito maior que em 2006. Naquela época, eu era um candidato do Norte. Hoje, eu sou um candidato que extrapola as fronteiras do Norte.

DNApós os 22.816 votos obtidos na eleição passada, o senhor trabalha com a expectativa de angariar qual quantidade de votos, em outubro?


Júlio – Eu trabalho para ter os votos necessários. Não sei se serão 30 mil ou 40 mil votos, mas quero estar entre os 41 deputados que serão eleitos. No meu partido, o PSDB, creio que faremos de 10 a 12 deputados estaduais. E quero ser eleito, nem que seja o décimo segundo colocado.

DN – No âmbito estadual, o senhor ainda acredita na reedição do Tempo Novo, cuja frente de partidos da então base aliada garantiu três mandatos à frente do Governo de Goiás?

Júlio – É muito difícil, mas ainda existe a esperança. De qualquer maneira, nós já temos o melhor candidato para o Estado de Goiás, que é o senador Marconi Perillo. Eu não tenho dúvida nenhuma disso. Agora, se ele (Marconi) puder agregar ainda mais partidos, sua a eleição ficará mais fácil.

DN – Deixando a política um pouco de lado, é inevitável falarmos da tragédia em sua família, já que um sobrinho do senhor morreu vítima de dengue em Porangatu. Afinal de contas, quem errou para que se chegasse à essa situação na cidade de Porangatu?

Júlio – Olha, o problema da dengue é de responsabilidade de todo mundo. E, por incrível que pareça, quanto maior o poder aquisitivo, é maior a tendência de se contrair dengue. A falha, nesse caso, foi não ter mostrado o que é a dengue, foi não ter chamado a sociedade e a imprensa, pois o trabalho de vocês é importantíssimo. Realmente, foi muito triste, pois eu perdi meu sobrinho, uma coisa muito difícil, que eu não desejo para ninguém. Mas não adianta jogarmos a responsabilidade numa pessoa só. Mas tem que ter alguém para chamar a atenção para esse problema. Espero que essa vítima tenha servido de exemplo para que outros casos assim não aconteçam.

DNSendo mais direto: o prefeito José Osvaldo, seu ex-vice-prefeito e apadrinhado político, falhou nessa situação?

Júlio – Não só ele, mas todo mundo falhou. Ele (José Osvaldo) teve a boa vontade, mas não teve a visão do que representa isso (os perigos em função da proliferação do número de focos mosquito Aedes aegypti). O José Osvaldo tem feito a parte dele, mas podia ter convocado a sociedade para que, cada um, também contribuísse para evitar a dengue em Porangatu.

Euclides Oliveira

Balestra prega união da base!

Diário da Manhã

Política e Justiça



Entrevista - Roberto Balestra

“A base aliada precisa andar de mãos dadas”
Deputado pepista volta a defender união de partidos de oposição ao PMDB em torno do nome que aglutinar mais e diz que cenário pode mudar até julho

As recentes trocas de ataque entre pepistas e tucanos desanimaram o deputado federal Roberto Balestra, mas não o fizeram desistir do sonho de ver a base aliada reunida. Veja os melhores trechos da entrevista que ele concedeu ontem aos jornalistas Ivan Mendonça e Jerônimo Rodrigues, do programa Falando Francamente, da Rádio Mil.

O senhor acredita que a Nova Frente (PR, PPS, DEM, PSB e PTN) terá candidato a governador nestas eleições?

Roberto Balestra - Todo mundo sabe da minha posição, sabe do interesse que eu tenho em continuar no governo. Eu fui da oposição muitos anos e não gostaria nunca de perder isso agora, até porque estamos numa situação boa no Estado. Infelizmente, na nossa base, existe uma briga em que “A” fala de “B”, “A” fala de “C”. Eu tenho muito medo de ficar olhando para trás, porque até na minha vida eu não tenho o costume de ficar olhando para trás, porque todas as vezes que eu vou andar olhando para trás eu tropeço e caio; se eu for olhar de lado, eu corro o mesmo risco, então, é sempre mais interessante olhar para frente, sempre para frente. Eu não tenho nenhuma restrição a lançamento de candidaturas, não tenho. Eu não estou defendendo “A”, “B”, “C” ou “D”. Entendo que o governador tem toda a legitimidade de pleitear uma terceira via, todos nós fazemos parte de um trabalho, de uma ação política há muitos anos. O que nós precisamos é estar de mãos dadas para ganhar a eleição. Então, vamos lutar para poder alcançar a possibilidade de vitória.

Por que, após quase quatro anos como governador e sete como vice-governador, só recentemente Alcides começou a reclamar de Marconi?

Balestra - É uma situação que só ele pode responder, até porque é uma questão de foro íntimo. Hoje, ele faz restrições e está no seu direito. Acredito que, no momento oportuno, ele deve apresentar seus motivos e esclarecer para a opinião pública.

E quando é o momento certo para o governador esclarecer os seus motivos?

Balestra - É uma pergunta difícil, não consigo responder. Como disse anteriormente, entendo que a discussão não compensa, mas não posso me manifestar por ele, porque cada um tem uma maneira de agir.

Marconi deixou de cumprir algum compromisso político com Alcides?

Balestra - Eu não sei, é o governador que precisa esclarecer isso. Nós, que assistimos à distância, não temos detalhe de tudo, não podemos afirmar com certeza se houve uma briga por este ou aquele motivo. Só conhecemos o macro. Eu não conheço a intimidade do governo. Eu não sei das coisas, tenho conhecimento pela imprensa, e isso é muito pouco para entender um problema tão complexo.

O senhor sempre defendeu a união da base aliada, dizendo que quem aglutinar mais deve ser o candidato. A sua postura continua a mesma?

Balestra - Sim. Continuo achando que o governador, com a força do governo, tem todo o direito de lançar candidato, quem sabe o candidato dele pode ser o candidato da base... Tudo depende de como as coisas vão acontecer. Então, como eu não defendo nomes, vejo possibilidade maior de rearticular a ampla aliança de alguns anos atrás. Sou totalmente a favor da realização de um processo transparente para que cheguemos à escolha de um nome, com a participação de todos.

Um ouvinte pergunta: os apelos de Balestra estão inaudíveis à cúpula do PP goiano?

Balestra - Imagino que nada acontece antes da hora. A data limite para formação de chapas e anúncio de candidaturas é 30 de junho, então, dentro deste prazo, tudo pode acontecer. É preciso que todos nós participemos do processo. Às vezes, um prefeito ou vereador resolve não se manifestar porque é muito “pequeno” na hierarquia partidária, mas cada um tem o seu voto e ele vale o mesmo que o outro. É a partir dessa discussão que vamos chegar a uma decisão final lá na frente. É aquela história: “Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.” Se todos nós insistirmos em uma, podemos alcançar nosso objetivo.

Como analisa o acirramento de ânimos tanto tempo antes das eleições?

Balestra - Vou citar o exemplo de Inhumas: lá não existe adversário para nós. Lá trabalhamos em cima de propostas, e na primeira eleição, em 2004, o Abelardo Vaz ganhou por 500 e poucos votos na frente. Na disputa pela reeleição, mostrando que o que nós propusemos foi realizado, ele ganhou com 13 mil votos de frente. Para mim, ficou claro que o povo quer saber o que o político tem como propostas. Ninguém veio me perguntar se “A” ou “B” tinha sido prefeito, se tinha feito coisa errada, ninguém.

Qual dos nomes cotados pelo Pálácio tem respaldo para disputar o governo?

Balestra - Muitos nomes foram apresentados, mas até agora eu não vi nenhum que tenha despontado, que tenha caído na graça do povo, que tenha sido aclamado pelas forças políticas da terceira via. E a gente começa a ver que nomes que estão sendo apresentados na terceira via já negociam possível candidatura a vice na chapa do PMDB. Isso me traz uma confusão mental que você nem imagina.

O governador disse que, se Meirelles estivesse filiado ao PP, seria o próximo governador de Goiás. O senhor concorda?

Balestra - É impossível prever uma coisa dessas. Creio que, na Nova Frente, Meirelles teria mais força que no PMDB. Ao optar pelo PMDB, ele deixou muito claro que não tem compromisso com ninguém. O eleitor acompanhou a discussão e a movimentação política feita dentro do partido, dentro do governo e até algumas manifestações de afirmação de que ele seria o candidato do governo. De repente, Meirelles aparece filiado ao PMDB. Isso não dá segurança ao eleitor. Eu não estou discutindo aqui os méritos dele como cidadão, como um homem honrado, mas, politicamente, o eleitor fica em dúvida.

Qual a opinião do senhor sobre essa CPI que se desenrola na Assembleia Legislativa de Goiás?

Balestra - É CPI, como é CPI em Brasília. Você está vendo a CPI do GDF (governo do Distrito Federal). CPI é CPI, isso não tem muita definição não.

O presidente Lula cobrou na Praça Cívica, no dia 13 de agosto, a resposta sobre “quem quebrou a Celg?”. Essa CPI vai dar a resposta?

Balestra - Ela é uma CPI que não vai dar uma resposta, vai ficar nessa discussão...

Mas vai influenciar?

Balestra - Vai chegar o momento da eleição e o pessoal vai ter que terminar a CPI, até porque a sociedade...

Está marcado o dia do sepultamento, o dia 2 de março...

Balestra - O pessoal vai começar a cobrar. É muito esforço, acredito que o dr. Helio (de Sousa, deputado e presidente da CPI que investiga o endividamento da Celg) está fazendo um esforço muito grande, mas a própria natureza da CPI é que não permite que as coisas aconteçam.

Do ponto de vista político, a CPI pode desequilibrar a favor de um ou outro candidato?

Balestra - Não vai. Não vai porque ela falará de todo mundo. Não tem nada definido.

Vai sair esse empréstimo para a Celg resolver essa situação?

Balestra - Me parece que está definido. Pelo menos é a conversa que ouvi dos membros do governo que estão tratando disso, que agora está definido. Faltava acertar aquela participação da administração, o governo resistiu, mas não teve alternativa. Então, agora, acredito que esteja definido.

A Nova Frente vai apoiar a ministra Dilma Rousseff. O senhor vai apoiar a ministra?

Balestra - Isso é um processo futuro e o futuro só a Deus pertence. Eu sou companheiro, como diz o Abelardo. Vamos ver o que o partido vai decidir.

O senhor foi apresentado aqui como ex-articulador político do governo. O senhor sente falta do cargo? A precisão dessa figura do articulador?

Balestra - O problema é que o governo está numa situação boa. Está com o controle absoluto de todas as secretarias, está fazendo obras, está agindo. Então, ele pode, agora, perfeitamente, num trabalho mais simples de menos articulação e de mais ação, resolver esse problema político.

O carro-chefe da estruturação dessa Nova Frente seria a eleição de uma forte bancada federal. O senhor acha que esses partidos que integram a Nova Frente têm condições de fazer quantos deputados federais?

Balestra - Primeiro, precisamos saber quem se dispõe a ser candidato, quais são os nomes que vão se apresentar, porque, com os atuais, já sabemos quantos nós podemos fazer. Então, quais os novos...

O senhor concorda com as críticas do secretário Jorcelino Braga (Fazenda) contra o PSDB e, indiretamente, a Marconi?

Balestra - A gente sempre fala de acordo com o comportamento que a gente tem. Eu, como nunca fiz crítica a ninguém, tenho dificuldade de aceitar. Tenho ouvido que as críticas são muito fortes e que existem outras maneiras de se chegar a alcançar as pessoas ou a tentar traduzir aquilo que a gente acha que está errado. Então, existem muitas formas de se chegar a isso. Talvez um termo mais pesado não é bem aceito pela população, pelas pessoas porque todos nós temos amigos em todos os lugares e, quando falo de um amigo para outro, isso não fica bem, a pessoa não se sente bem. Ele não aceita aquilo. Ele julga aquele que está falando e não aquele a que está se referindo. Então, é preciso ter muito cuidado com isso aí. Acho que se ele tem razão, existe outras formas de se chegar a essa crítica, de alcançar esse objetivo. E nós todos temos que ter um nível que seja suficientemente aceitável pela população.

Fonte: Da redação

Marconi no Oeste Goiano

Oeste Goiano

Senador Marconi Perillo faz visita à região nesta sexta-feira, 29/01


Ele passa por Jaupaci às 9 da manhã, tem compromisso em Israelândia às 10 e, ao meio dia, participa em Iporá da abertura oficial do III Encontro de Muladeiros.

Depois da passagem pelo Parque Agropecuário, no ambiente da pitoresca festa dos muladeiros, Marconi Perillo, senador e pré-candidato do PSDB ao Governo de Goiás, segue para a Câmara de Vereadores de Iporá, onde participa de uma sessão solene que servirá para lhe entregar Título de Cidadão Iporaense, o qual já foi aprovado por unanimidade em outra época, no atendimento de propositura de vereadores do PSDB, Eurides Laurindo e Duílio Siqueira.

A assessoria do senador anuncia que finda a sessão irá visitar cada um dos gabinetes dos vereadores iporaenses.

Marconi: cordialidade com adversário!

Diário da Manhã

Fio Direto

Tony Carlo

Marconi e Iris se encontram em igreja e mantêm longa conversa

O senador Marconi Perillo e o prefeito Iris Rezende se encontraram casualmente durante a inauguração da igreja Assembleia de Deus, do pastor João Francisco Costa, na Cidade Jardim. Os dois sentaram-se juntos por obra do acaso e mantiveram uma longa conversa, sem animosidade alguma e em tom muito cordial e respeitoso. Quem ouviu o diálogo relata que a análise do quadro político dominou praticamente todo o papo, que passou por relatos dos dois sobre ambas as candidaturas ao governo e avaliação sobre a viabilidade da terceira via. Iris e Marconi tem uma convivência marcada por momentos de muita beligerância, com troca de farpas mútuas, ao mesmo tempo em que se respeitam e mantêm portas abertas ao diálogo todas as vezes que se encontram. Quando Marconi era governador, os dois tiveram várias reuniões no Palácio das Esmeraldas e no Paço, e empreenderam parcerias administrativas. Com a proximidade da campanha e a possibilidade cada vez mais real de novo embate entre os dois, o clima volta a esquentar. O senador e o prefeito trocam alfinetadas pela imprensa, mas sem resvalar para o baixo nível.


Célio oferece ajuda à polícia para investigações em Luziânia

A onda de sumiço de crianças e adolescentes em Luziânia levou o prefeito Célio Silveira a oferecer ontem toda a ajuda possível que a prefeitura possa dar aos trabalhos de investigação policial, mesmo não sendo assunto de competência municipal. Célio ficou sensibilizado ao se reunir com parentes dos desaparecidos.

“A Prefeitura de Luziânia está pronta para colaborar com a Secretaria de Segurança Pública, inclusive quanto ao aspecto financeiro”, anunciou Célio. Ele diz que há um clima de consternação não só no seu município, mas em todo o Entorno de Brasília, deixando apavoradas todas as famílias com filhos adolescentes. “É preciso uma ampla operação policial para desvendar o caso, e estou pronto para colaborar”, afirma.


Linha cruzada


A Prefeitura de Itapuranga abriu, ontem, as inscrições para concurso público que preencherá mais de 350 vagas para candidatos de todos os níveis de escolaridade. O certame tem reserva de 5% dos postos de trabalho para pessoas com necessidades especiais.

Os salários vão de R$ 510 a R$ 8 mil reais. As inscrições, que custam de R$ 45 a R$ 150, podem ser feitas na sede da prefeitura (Rua 48, 900, Centro) ou nos sites itapuranga.go.gov.br e consultaradvogados.com.br até 19 de fevereiro. A prova objetiva será aplicada em 14 de março. A divulgação do resultado final será em 6 de maio.

Nada sem resposta!


 O HOJE
terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Política

Tucano intensifica críticas a prefeito

O senador Marconi Perillo (PSDB), que alcançou a marca de mais de 7 mil seguidores no Twitter, intensifica o debate na rede social sobre questões referentes ao Estado, mas foca, com igual intensidade, os problemas de Goiânia, administrada pelo prefeito Iris Rezende (PMDB), seu provável adversário nas eleições de outubro. Ele aproveita o espaço para enviar “torpedos” em direção ao Paço, enquanto a equipe de Iris trabalha na confecção do microblog.

Na semana passada, o senador postou nota em alusão ao aniversário de Campinas, que vai completar 200 anos dia 8 de julho. Aproveitou para cobrar melhoria para o bairro. “Campinas anda merecendo mais atenção da Prefeitura de Goiânia, que precisa melhorar o trânsito, a iluminação e garantir lazer para os jovens”.

A falta de segurança também foi apontada pelo senador em entrevista à Rádio Hippie. Ele defendeu aos feirantes mais apoio do poder público, em especial quanto ao problema de segurança, que classificou como uma questão séria.

Marconi também questionou a política social voltada para meninos de rua. “O número de meninos em situação de rua cresceu muito em Goiânia. E a Prefeitura se omite diante dessa grave questão social”, diz, lamentando o fechamento de programas desenvolvidos pelo projeto Sociedade Cidadão 2000.

Também na onda do caos que tomou conta das unidades de saúde por causa de pacientes acometidos de dengue, Marconi classificou o quadro como “alarmante”. “A população vai pagar um preço alto pela falta de ações preventivas do governo municipal”. Enquanto isso, no Twitter ainda em construção, Iris Rezende manda aviso. “Olá, meus amigos! Em breve estarei aqui conversando com todos vocês. Um grande abraço!” (V.P.)

TRIBUNA DO PLANALTO
Sábado, 23 de Janeiro de 2010

Política

Lideranças tentam reestruturar PL

Marco Antonio Oliveira

Encampada por dissidentes do deputado estadual Frei Valdair (PTB), a reestruturação do PL em Anápolis se propõe a legitimar o direito das minorias manifestarem suas opiniões. A sigla do Partido Liberal renasceu em janeiro de 2007, logo após o fim da Cláusula de Barreira. Os remanescentes do PL goiano que se manifestaram contrários à fusão com o Partido da Reedificação da Ordem Nacional (PRONA), que resultou na criação do Partido da República (PR) em 2006, estão esperançosos com a possibilidade de ressurgimento da legenda no quadro político partidário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O novo PL, embora esteja registrado no TSE desde 2007, na prática não existe devido à exigência de 500 mil assinaturas de apoio à constituição partidária, que ainda depende de aproximadamente 100 mil assinaturas. Caso o partido consiga atingir o coeficiente das assinaturas até o mês de maio, ainda poderá participar das eleições deste ano. A indicação de candidatos será um “dificultador”, em razão da filiação partidária que precisa ser feita no mínimo um ano antes da eleição. A regra, porém, não se aplica aos militares, que a qualquer momento podem solicitar o registro junto ao TSE, podendo neste caso o Partido Liberal ser representado nessas eleições.

Para Deucimar Fortunado, “presidente” do PL anapolino, o partido, que tinha deixado de existir, foi resgatado e o grupo que quer sua volta trabalha para o recomeço do partido em Anápolis com contribuição para no cenário estadual e nacional. “Em 2009 nós colhemos mais de 3 mil assinaturas de apoio e contribuímos para que o partido voltasse a existir”, diz.

De acordo com o goiano Cleovan Siqueira, presidente nacional da legenda, o novo PL vai priorizar o resgate da doutrina liberal, tal como antes e com novas lideranças que tenham o perfil ético favorável à liberdade de expressão e contra qualquer forma de opressão e monopólio. “Essas pessoas que acabaram com o partido devem continuar onde estão porque nós não queremos ninguém do PR”, afirma.

O ressentimento de Siqueira em relação aos republicanos é compreensível: em 1987 ele colaborou com a fundação do PL goiano e o presidiu até 2003, ano em que o deputado Sandro Mabel filiou-se e assumiu a presidência da legenda, posto que ocupa até hoje.

Nem todos são favoráveis ao ressurgimento do PL. O vereador Valmir Jacinto, PR, considera a existência do PL em Anápolis um desastre. Para ele a sigla não tinha vida própria e realmente foi usada por outros partidos mais expressivos. “O PL anapolino foi um fracasso. Os nomes mais importantes do partido procuraram outras legendas e não pensam em ressuscitar o PL”, dispara.

Cláusula de Barreira

A Cláusula de Barreira, que também é chamada de cláusula de exclusão, foi instituída pela Lei 9.096/95 como uma das prerrogativas para a reforma partidária e que deveria ter entrado em vigor em 2007. Mas antes, em dezembro de 2006, o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a lei por considerar que o propósito da mesma cercearia o direito de manifestação política das minorias.

Com a decisão tomada pelo STF, as fusões partidárias feitas anteriormente foram canceladas. No entanto, as lideranças do Partido Liberal (PL) preferiram não seguir o mesmo caminho ao dar continuidade ao recém-criado Partido da República (PR), que se originou com a incorporação do Partido da Reedificação da Ordem Nacional (PRONA) ao Partido Liberal (PL).

Iris: Parquímetros sem licitação!!

O Popular

PARQUÍMETROS

Prefeito defende contrato com a CDL

O prefeito Iris Rezende deixou explícita sua posição de não abrir mão do contrato com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) para instalação e operação de 20 mil equipamentos para controle eletrônico de vagas de estacionamento público, os parquímetros.

Em nota publicada na capa do POPULAR de domingo, Iris Rezende diz ter “certeza da legalidade, da credibilidade da parceria e da qualidade dos serviços que serão prestados”. Para assessores próximos, o prefeito marcou a posição de sua administração em favor do contrato com a CDL, com dispensa de licitação, no valor total de R$ 396 milhões em cinco anos.

O contrato da Prefeitura com a CDL é questionado pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), que o suspendeu, e pelo Ministério Público (MP) estadual. A promotora de justiça Villis Marra ajuizou na semana passada ação para cancelar o contrato e acusando de improbidade administrativa o prefeito Iris Rezende, o presidente da Agência Municipal de Trânsito (AMT), Miguel Tiago, e o presidente da CDL, Melchior Luiz Duarte Filho. A ação ainda não foi distribuída. Já o TCM, que retornou do recesso na terça-feira da semana passada, ainda não tem uma decisão definitiva sobre o caso.

A próxima sessão plenária dos conselheiros será realizada amanhã, mas até ontem à tarde não havia informação sobre a inclusão do processo na pauta de julgamento dos conselheiros. O TCM aprecia a medida cautelar, proposta pelo Ministério Público de Contas, que resultou na suspensão cautelar do contrato, e também o processo, em que será apreciado o mérito da ação.

Iris está aguardando o resultado da ação proposta pelo MP na Justiça. “Essa sentença é que norteará se a Prefeitura continuará insistindo na celebração do contrato, sobre o qual o prefeito tem convicção de sua legalidade”, disse um assessor. Ele acrescenta que o prefeito quer instalar os parquímetros, começando pela região de Campinas. Trata-se de uma reivindicação antiga dos comerciantes da região. “Em uma licitação normal, a Prefeitura corre o risco de ficar refém de liminares, como ocorre hoje com os fotossensores e lombadas eletrônicas.”

O controlador-geral do Município, Andrey Sales de Campos Araújo, informou que a AMT já apresentou informações ao TCM. “Não inovamos em nada, apenas reforçamos os pontos que consideramos importantes”, disse. Andrey também destaca que a nota do prefeito deixa claro que o contrato é com a CDL. Procurado pela reportagem, o presidente da CDL disse que só voltará a falar sobre o caso quando for notificado.
O Popular

Cileide Alves

O tenso jogo do momento

O eleitorado encontra-se longe do debate político, distância que pode ser medida pelos altos índices de quem não sabe em quem votar (72,9% na pesquisa espontânea do Serpes de outubro), mas a disputa já é bastante real entre as forças que se preparam para entrar na arena e disputar o eleitor.

Para chegar eleitoralmente competitivo à última etapa da eleição, no dia do voto, os partidos trabalham agora para reunir forças e afastar barreiras que poderão se tornar intransponíveis. A fase atual é de intensas conversações visando dois objetivos: fortalecer a si próprio e esvaziar o adversário. Para isso cada um joga com as armas de que dispõe.

O PSDB tenta tirar o melhor proveito de sua principal qualidade, a popularidade do senador Marconi Perillo. O partido foi isolado politicamente pelas forças adversárias e, para recuperar espaço, isto é, atrair partidos e lideranças que fazem diferença numa coligação majoritária, optou pelo discurso da negação. Os tucanos têm o hábito de combinar o discurso. É fácil perceber o que o partido quer dizer, bastando para isso observar a fala repetitiva na voz de cada uma de suas principais lideranças.

O discurso tucano do momento é o seguinte: Marconi Perillo tem apoio das lideranças políticas mais importantes e da população goiana, porque fez dois excelentes governos; seus adversários estão enfraquecidos, pois o governo não conseguirá lançar candidato próprio e o PMDB não disporá nem do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, nem do prefeito Iris Rezende. Em outras palavras, o caminho estaria livre e desimpedido para a vitória marconista.

Qual o significado desse discurso? Mais do que dar a ideia de que o PSDB subiu no salto alto, um risco que o partido está correndo, ele indica a tentativa tucana de convencer o campo político de que Marconi é eleitoral e politicamente imbatível, negando a mensagem de desconstrução de sua imagem e de seu isolamento político produzida por seus adversários. O PSDB usa a negação para se firmar positivamente no cenário político, senha para atrair aliados acostumados a só aderir ao projeto vencedor.

O PSDB está na realidade lutando com as armas de que dispõe contra o isolamento político e para atrair partidos fortes – hoje conta apenas com o PTB entre os partidos com densidade eleitoral – e formar uma aliança competitiva, o que significa, principalmente, ter muito tempo no horário eleitoral gratuito.

Já a arma do governo, principal adversário tucano, é a possibilidade de formar chapas fortes para a disputa proporcional. Na luta para filiação de pré-candidatos, que terminou em 3 de outubro, fim do prazo de filiação dos candidatos às eleições de 2010, os partidos do campo governista conseguiram a adesão de nomes competitivos para as chapas de deputado federal e estadual, diferentemente do PSDB, que não montou uma chapa forte, especialmente para a disputa à Câmara Federal.

O governo acena para seus aliados com a possibilidade de formação de uma coligação com chances de eleger o maior número possível de deputados, senha também atraente nesta fase de pré-campanha eleitoral.

Entretanto, a fragilidade governista pode surgir na formação da chapa majoritária e tornar-se um complicador para a construção do projeto eleitoral do grupo. O Palácio das Esmeraldas tem clareza de que o sucesso desse projeto depende da reunião de todos as partidos com os quais já articula o lançamento de um candidato a governador, o DEM, o PR, o PSB e o PP. Só que o DEM está com um pé dentro e outro fora desse projeto. Em outras eleições, o presidente regional, deputado federal Ronaldo Caiado, teve respaldo da direção nacional para dar ao partido a direção que considerou mais adequada. Neste ano, pode faltar a ele esse apoio nacional que foi fundamental no passado.

Presidente nacional do DEM, o deputado Rodrigo Maia (RJ) perdeu força política com a derrocada de seu principal aliado na luta interna, o governador do DF, José Roberto Arruda. Agora, o DEM paulista liderado pelo prefeito de São Paulo Gilberto Kassab avançou no enfrentamento interno e isso poderá trazer reflexos nacionalmente. Interessa ao DEM paulista fortalecer a candidatura de José Serra a presidente da República, daí que o partido poderá exigir dos diretórios regionais a repetição da aliança nacional dos democratas com os tucanos.

Essa possibilidade forma uma sombra sobre negociação da aliança do DEM com o governo. O Palácio das Esmeraldas corre o risco de perder esse importante aliado, que soma tempo no horário eleitoral gratuito, para os tucanos. Para quem tem clareza da importância da união de vários partidos em torno do projeto palaciano, está aí uma gigante.

Daí o tenso jogo político que ocorre nos bastidores nesse momento. O sucesso de tucanos depende, pelo menos agora, do fracasso de governistas e vice-versa, já que ambos disputam apoios no mesmo segmento político. Envolto em seus próprios problemas para definir quem será seu candidato a governador, o PMDB observa a jogada entre governistas e tucanos, torcendo para os segundos perderem esta batalha, já que são grandes interessados no enfraquecimento tucano.

Leitor Opina

O Popular

Carta do Leitores

Receio da dengue

Pedimos à Comurg, há uma semana, para que mandasse alguém à Rua 2032, no Parque Ateneu, pois as bocas-de-lobo estão entupidas e as poças de água parada na rua se transformam em focos de mosquitos da dengue. Até hoje, ninguém tomou providências e por aqui muitas pessoas já foram infectadas e tem muita gente que ainda está com a doença.

A coisa mais difícil é falar com pessoal da Prefeitura no 0800-646-0156, que sempre está ocupado. Ficam pedindo a participação mas não cooperam com a população.

WALDEMAR GREGÓRIO
Parque Ateneu – Goiânia


A ONU e o Haiti

A acomodação de placas tectônicas com consequências catastróficas apocalípticas ao Haiti despertou o mundo para aquele território de gente cronicamente sofrida, com mobilização da ONU, do FMI, de países ricos e em desenvolvimento.

Há tantos séculos, aquele povo descendente de escravos vem sofrendo exploração (primeiramente dos franceses, depois dos estadunidenses) e, posteriormente, de ditadores sanguinários (pai e filho Doc). Estes se firmaram com o apoio dos EUA, temerosos da dominação do país por Cuba, ali do lado.

Atualmente, o aeroporto de Porto Príncipe, a capital, está sob o controle da nação de Obama, tendo havido até mesmo a proibição de pouso de uma aeronave dos Médicos sem Fronteiras, com toneladas de equipamentos.

Não é sem razão que existe uma desconfiança de várias lideranças mundiais quanto a planos mais ousados da Casa Branca em relação ao tão espoliado povo haitiano. Esperemos medidas da ONU.

KÁTIA BRENNER QUEIROZ
Setor Bueno – Goiânia


Lago das Rosas

Em resposta à carta do leitor Odorico Mendanha, publicada sexta-feira, a Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) esclarece que, durante o processo de revitalização do Lago das Rosas, foi verificada a necessidade de reforma da pista de caminhada que contorna o Lago das Rosas e o Zoológico de Goiânia.

Por ser uma pista antiga, o piso de concreto encontrava-se todo danificado, com grandes rachaduras e desnivelamentos, causando desconforto e insegurança às pessoas que frequentavam esta pista para as suas caminhadas diárias. No entanto, nos trabalhos de assentamento do novo piso, ocorreu uma situação que atrapalhou a colocação correta do piso recomendado para pistas de caminhadas em unidades de conservação.

Após a remoção do concreto da pista antiga, houve a colocação de terra, que tem a função de nivelar o solo para receber o novo piso. Durante esta etapa ocorreram vários dias de chuvas intensas em Goiânia, o que prejudicou a compactação da terra para o assentamento do piso intertravado. A Amma desta forma decidiu pela opção que causaria menor transtorno e desconforto para a população, mesmo sabendo que o assentamento do piso naquelas condições não teria a qualidade desejada.

Informamos que as correções detectadas pelo leitor e já diagnosticadas anteriormente pela Amma, como ondulações na pista e desnivelamento do piso, em função da não compactação adequada da terra para assentamento do novo piso, devido ao alto índice de umidade, serão totalmente feitas.

Esclarecemos ainda que desde quarta-feira existem duas turmas realizando os trabalhos de correção dos desníveis da pista nos trechos onde estes são mais acentuados. Nos outros trechos onde ocorre o desnivelamento apenas dos blocos de concreto do piso, será passado um rolo compactador eliminando estas imperfeições. Caso seja necessário, nos trechos onde o rolo não consiga nivelar o piso, este será removido para a adequada compactação do solo e colocação do piso.

ANTÔNIO ESTEVES
Gerente de Arquitetura e Engenharia Ambiental da Amma


Médicos

Com relação à carta do leitor Clayton de Oliveira Ferreira, publicada sexta-feira, com o título de Desligamento de médicos, o Instituto de Assistência à Saúde e Social dos Servidores Municipais de Goiânia (Imas) informa que não desligou nenhum médico ou hospital na presente gestão. Ao contrário, credenciou mais de 200 médicos, 100 odontólogos e 30 hospitais e clínicas, para melhor escolha, qualidade e atendimento de seus usuários.

Quanto à demora no pagamento, fechamos o exercício de 2009 pago até o mês de setembro (contas apresentadas no início de outubro). Por outro lado, solicitamos ao Conselho Municipal de Assistência e Previdência (Cmap) autorização para elevarmos o valor da consulta, equivalente ao Ipasgo, o que foi negado e foram suspensas três UTIs terceirizadas, por força de deliberação do Cmap.

Quanto à limitação de consulta, não recebemos nenhuma reclamação por escrito. O Imas é um plano de saúde sério, verdadeiro, que atende nas áreas médica, de odontologia, psicologia, fonoaudiologia e fisioterapia mais de 80 mil usuários.

SEBASTIÃO PEIXOTO MOURA
Presidente do Imas


Lembranças do Chile

O poeta Ferreira Gullar morou em Santiago do Chile e viveu momentos difíceis durante o golpe militar de 11 de setembro de 1973. Gullar ficou mais de três décadas sem voltar àquele país em função do trauma sofrido pelo golpe, já que ali ele viu seus amigos serem torturados e mortos.

Muitos ainda se encontram desaparecidos até hoje. Em janeiro de 2010, um representante da direita volta ao poder no Chile, o empresário bilionário Sebastián Piñero. Vamos torcer para que aquele país não volte ao passado sombrio e sofrido. Ferreira Gullar costuma dizer que a paisagem é absolutamente indiferente ao que a gente sente. As cidades, diz ele, são feitas de “pedra”. Não se contaminam com as lembranças, dramas, aventuras, alegrias, tragédias e vitórias de cada um.

Bruno ROCHA
Goiânia – GO

Goianos prejudicados!

O Popular

Editorial

Impasse no Detran

Milhares de candidatos goianos à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ficaram prejudicados pelo impasse que vem impedindo a realização dos exames exigidos para a concessão do documento, decorrente da indecisão sobre o contrato entre o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e a Universidade Estadual de Goiás (UEG), que era responsável pela indicação dos examinadores.

Como o contrato não foi renovado, os exames não puderam ser feitos ontem, com entre 5 mil e 10 mil candidatos esperando a sua vez para os testes que fazem parte do sistema de exame habilitador.

Os candidatos à CNH são cidadãos que cumprem suas obrigações, inclusive tributárias, no caso dos que são proprietários de veículos, a maioria, pagam o IPVA, preciosa receita do Detran, e não deveriam estar sendo prejudicados.

As pessoas já enfrentam entraves burocráticos demais para estar com a sua documentação em dia. Este embaraço relacionado com a expedição da CNH, pelo Detran, torna-se uma perturbação adicional. Não é justo que tantos paguem o pato, como se diz popularmente, pela indecisão de poucos.

Esta questão precisa ser pensada a longo prazo, a fim de que novos embaraços não venham a surgir no futuro. Não basta portanto apenas remover o impasse do momento. Mencione-se ainda o fato de que a segurança no trânsito exige que condutores de veículos automotores estejam plenamente capacitados para esta responsabilidade.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Marconi: Twitter é humanidade!


Diário da Manhã

Twitter não é tecnologia, é humanidade

A cada dia, aprendo mais com a minha experiência no Twitter, ferramenta de interação on-line que em julho de 2009 possuía mais de 8,3 milhões de usuários no Brasil e hoje pode ter dobrado esse número. Cotidianamente, quando arrumo tempo entre um compromisso e outro, converso com muitas pessoas e me mantenho atualizado e bem informado no Twitter. Até comprei um smartphone para twitar em movimento. Já estou alcançando a marca dos 8 mil seguidores e vejo que sempre há espaço nas redes sociais para o debate de ideias em alto nível, sobretudo em se tratando de temas políticos e culturais.

Para quem ainda não conhece o Twitter, recomendo a leitura do livro de Juliano Spyer – Tudo o que você precisa saber sobre o Twitter (você já aprendeu em uma mesa de bar) –, que pode ser baixado gratuitamente na internet no site http://www.talk2.com.br/debate/talk-show-sobre-o-twitter. De forma didática e bem humorada, Spyer explica em detalhes a concepção da ferramenta e dá dicas sobre como utilizá-la de forma eficiente.

Quem me falou pela primeira vez sobre o Twitter foi o governador José Serra, em São Paulo. Serra é um twiteiro apaixonado e todas as madrugadas abre o seu microblog para trocar ideias com os seus milhares de seguidores. Em Goiás, muitos políticos também já aderiram à moderna ferramenta tecnológica que permite, entre outras coisas, buscar informações, opinar sobre o noticiário da imprensa, pedir ajuda, dar risadas, criar vínculos e cultivar relacionamentos de maneira saudável e positiva. Como disse um dos criadores da ferramenta, Biz Stone, “Twitter não é tecnologia, é humanidade, pois auxilia pessoas, sociedades, etc”.

O Twitter é como uma esquina virtual na qual a gente encontra velhos amigos e amigas e faz novos. Essa frase já virou chavão, mas gosto de repeti-la pela felicidade com que define esse instrumento que está balançando a internet. O limite de 140 caracteres por cada postagem impõe objetividade aos textos e confere agilidade à interação. A impressão que se tem é que microblog é um grande radar captando o que milhões de pessoas estão pensando e fazendo num determinado momento. E tudo num ambiente onde a liberdade de expressão é respeitada como bem supremo e inalienável.

Tenho recebido valiosas sugestões no Twitter para o meu trabalho no Senado. Vejo outros parlamentares fazendo o mesmo. De forma espontânea, pessoas dos mais variados segmentos profissionais fazem ponderações, formulam teses e oferecem subsídios que aproveito para transformar em ações concretas e projetos de lei. Uso também o Twitter para responder a questionamentos sobre posicionamentos políticos e externar minha visão dos fatos que se sucedem no dia-a-dia. Jornalistas, estudantes e profissionais de inúmeros setores enviam frequentemente perguntas sobre matérias que tramitam no Congresso Nacional - e dialogamos de forma produtiva para todos.

As redes sociais são instrumentos modernos de comunicação e não podem ser ignoradas pelos governantes. Defendo que todos os níveis de gestão pública se abram através das ferramentas da tecnológicas da informação e quebrem antigos paradigmas, adotando sistemas de comunicação on line e interagindo diretamente com a população. Medidas coma liberação do acesso às redes sociais nas repartições governamentais e a universalização da banda larga, como o governador Serra institucionalizou em São Paulo, não só geram economia e garantem maior controle e transparência corporativa, mas também permitem a necessária oxigenação do serviço público.

A Prefeitura de Goiânia e o Governo de Goiás, a exemplo de tantas outras instâncias do Poder Público no nosso Estado, ainda vivem num universo analógico e precisam se adequar aos tempos da tecnologia digital. Essa modernização é fundamental para uma cidade e um Estado que necessitam avançar e assegurar competitividade econômica, sobretudo diante das exigências dos investimentos industriais e do mercado que se sofistica cada vez mais frente a complexidade das novas demandas.

Com ferramentas como Twitter, inicia-se um novo ciclo no processo da tomada das decisões no âmbito das empresas e dos governos. Negar a influência e desconhecer esse tipo de inovação, rotulando, por exemplo, o Twitter como "artifício de imprensa", é fechar os olhos e perder o passo diante da revolução tecnológica que toma conta e redesenha a face do mundo. Vou mais longe: com as redes sociais, a improvisação e o autoritarismo definitivamente estão com os dias contados.


Marconi Perillo é senador (@marconiperillo)

SEGS - Portal Nacional

PRESIDENTE LULA E DILMA ROUSSEFF INAUGURAM HOJE NOVA SEDE DO SINDPD EM SÃO PAULO

Segmento de TI é o que mais cresce no país e tem carência de 140 mil profissionais

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff, inauguram nesta sexta-feira (22/1) a sede própria do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo (Sindpd). A nova sede faz parte das comemorações dos 25 anos de atuação da entidade no Estado de São Paulo.

O Sindpd é o maior sindicato dos trabalhadores de TI do país. A nova sede possui 3.700 metros quadrados distribuídos em cinco andares onde são oferecidos cursos para aprimoramento profissional e cultural, além de atendimento jurídico, social, médico, esportivo e de lazer.

Segundo o presidente do Sindpd, Antonio Neto, o setor de Tecnologia da Informação (TI) possui uma carência de aproximadamente 140 mil profissionais. "As empresas vivem o problema da falta de cursos profissionalizantes no país e com a nova sede queremos suprir essa necessidade oferecendo cursos de diferentes linguagens de programação e rede", afirma Neto.

O setor de processamento de dados e tecnologia da informação é considerado estratégico em qualquer país e é um dos mais promissores no Brasil. "No Brasil, este é um dos segmentos que mais cresce, com um faturamento registrado em 2009 de R$ 52,8 milhões e com previsão de crescimento de 9,2% em 2010, segundo dados da Softex", explica Neto.

Fundado em 14 de agosto de 1984, o sindicato manteve durante os últimos 25 anos a posição na defesa dos direitos e interesses dos trabalhadores do segmento. Hoje a categoria é considerada de ponta pela sua importância na organização e produção em todos os setores econômicos e sociais.

Com 30 mil associados, o Sindpd São Paulo possui delegacias regionais nas cidades de Araçatuba, Araraquara, Bauru, Campinas, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos, São José dos Campos, São José do Rio Preto e Sorocaba que garantem a atuação do sindicato em todo Estado de São Paulo.

Nova Sede

O Sindpd adquiriu em 2006 o local onde seria edificado a nova sede. A construção da década de 50 tem arquitetura e localização privilegiadas. O projeto de revitalização foi assinado pela Spadoni & Associados Arquitetura e executado pela Informov.

Um dos destaques do empreendimento é o mosaico do Painel Picasso de 6,60 X 7 metros, construído com 18.500 pedras portuguesas, equivalente a 6 toneladas. A obra se estende do térreo ao segundo andar. "O Painel Picasso é uma homenagem aos trabalhadores que representa a somatória dos esforços da categoria. É a única cópia da obra verdadeira, um painel que desapareceu durante uma invasão à sede da Federação Sindical Mundial em Praga", explica Neto.

A escolha do nome da sede - Getúlio Vargas - também possui um porquê, esclarece o presidente do Sindpd: "Graças à Revolução de 30, comandada por Getúlio, conseguimos a industrialização, a modernização do país, apontando para o futuro, onde a tecnologia da informação entra como uma luva."

O Sindpd tem hoje uma das redes de comunicação mais modernas do país, com equipamentos de última geração,além de contar com a confiança e parceira de profissionais de TI que representa, fatores que proporcionaram o status de ser o único sindicato do mundo a receber o título "Gold Partners" da Microsoft, para oferecer cursos e treinamentos aos associados.

Regulamentação da profissão

Com a oportunidade da presença do presidente Lula na sede do Sindpd, o presidente da entidade, Antonio Neto, estará entregando em mãos a proposta que regulamenta o exercício da profissão de analista de sistemas. A luta pela regulamentação da profissão está prestes a completar 30 anos, data da apresentação do 1º projeto (PL 1.205/79), assinado pelo deputado Israel Dias Novaes. Desde então, a categoria já esteve diversas vezes próxima a conquistar este avanço, esbarrando, em algumas ocasiões, em detalhes mínimos que foram potencializados pelos opositores da normatização.

A proposta que regulamenta o exercício da profissão de analista de sistemas foi aprovada no dia 19 de janeiro de 2009 pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado. De autoria do senador Expedito Júnior (PR-RO), o PLS 607/07 seguiu para análise da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em decisão terminativa.

Pelo substitutivo anteriormente aprovado pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) e acolhido pelo relator na CCJ, senador Marconi Perillo (PSDB-GO), somente profissionais com diploma superior em Análise de Sistemas, Ciência da Computação ou Processamento de Dados poderiam exercer a profissão de analista de sistemas.

Já a profissão de Técnico de Informática poderia ser exercida pelos portadores de diploma de ensino médio ou equivalente com curso técnico de Informática ou de Programação de Computadores, expedido por escolas oficiais ou reconhecidas.[14]

Segundo Neto, "ainda existe um longo caminho para conquistar a vitória, mas atualmente já vivemos uma situação diferente. O setor de TI ocupa um lugar de destaque no mercado nacional, sendo responsável por mais 900 mil empregos e gerando uma riqueza em torno de R$ 9 bilhões."
Diário da Manhã

Academia Goiana de Letras - 70 anos de labor cultural

A Academia Goiana de Letras foi criada e oficialmente instalada no dia 19 de abril de 1939, por iniciativa de um grupo de intelectuais, tendo à frente o professor Colemar Natal e Silva, cuja primeira diretoria foi presidida por Dr. Pedro Ludovico Teixeira.

A solenidade de posse dos novos membros foi realizada no Salão Nobre do Palácio das Esmeraldas; na ocasião o prof. Colemar (vice-presidente) com um discurso eloquente (O Patrimônio intelectual de Goiás) fez um relato histórico sobre o nascimento da novel Academia Goiana de Letras.

O destino é caprichoso e muitas vezes emociona o observador dos fatos; seus tentáculos são arranjados, como em uma colcha de retalhos, onde alguns remendos que foram distribuídos ao acaso, de repente se juntam, harmonicamente, no desenho final.

A história da criação da Academia Goiana de Letras teve a participação desta mão invisível, senão vejamos:

Em 1904, no dia 12 de outubro, na cidade de Goiás, nossa antiga capital, foi criada a Academia de Letras de Goiás que infelizmente não conseguiu se firmar, funcionando por apenas quatro anos; presidia aquele movimento uma jovem sonhadora com apenas 19 anos de idade, de nome Eurídice Natal, futura mãe de Colemar Natal e Silva.

A posse dos membros e da nova presidenta, Srta. Eurídice, ocorreu, semelhantemente como em nossa Academia, na sede do Governo, o Palácio Conde dos Arcos.

Uma história tão inacreditável como esta, com enredo embasado no amor, estava fadada a dar certo e foi o que aconteceu; os sonhos de Eurídice e de Colemar estão consentâneos com a nossa realidade: A Academia Goiana de Letras tem participado, nestes 70 anos de existência, ativamente da vida cultural do nosso Estado de Goiás.

Adentraram seus umbrais algumas das mais importantes figuras da nossa literatura, cujas obras, muitas delas, tornaram-se clássicos de consulta obrigatória para os estudiosos.

Quem visita nossas instalações e observa o painel fotográfico das figuras (acadêmicos e patronos) que adorna nossa galeria, sentirá os influxos positivos da memória viva das letras goianas; quantas páginas da nossa literatura podem ser sugeridas pela lembrança das suas presenças.

Somos orgulhosos em poder preservar esta memória, principalmente proteger o acervo bibliográfico destes homens e mulheres que escreveram e continuam a escrever a nossa história, a história da literatura goiana.

O ano de 2009 foi um ano de muitas realizações e, infelizmente, também, de tristezas para a Academia Goiana de Letras; ao lado de inúmeros acontecimentos festivos, perdemos, de maneira inesperada, o confrade Helvécio de Azevedo Goulart já no apagar das luzes do ano. Poeta de grande inspiração deixa um rastro de saudade em cada canto do nosso sodalício, em cada coração dos seus confrades, antes de tudo, seus companheiros de viagem no barco das ilusões literárias.

Três novos acadêmicos: Emílio Vieira das Neves, Licínio Leal Barbosa e Delermando Vieira, assumiram as cadeiras que estavam vagas por passamento dos inesquecíveis Leolídio de Ramos Caiado, José Luiz Bittencourt e Modesto Gomes; é a roda do tempo, os que foram, viveram de acordo com Rodrigo Otávio “A vida só vale quando se a pode viver. E viver não é ver passar as horas, no desperdício do tempo, na despreocupação dos sentidos; viver é aproveitar, do melhor modo, a hora que vem, passa e não volta”.

A Academia realizou cinco sessões festivas, com presença de grande número de convidados, que lotaram nosso auditório: comemoração do centenário de nascimento do jornalista e nosso confrade, Jaime Câmara; centenário de falecimento do escritor Euclides da Cunha; cinquenta anos de literatura do confrade Geraldo Coelho Vaz; comemoração dos 70 anos de existência da nossa Academia e, por último, porém, não por derradeiro, a posse da nova diretoria para o biênio 2009-2011.

No final de agosto, foi realizada a semana cultural de homenagem ao fundador da AGL, prof. Colemar Natal e Silva.

A Academia Goiana de Letras, consentânea com a sua finalidade participou, ativamente, de várias manifestações da cultura goiana, quer atividades intramuros (lançamento de três livros, dois deles de autoria de nossos confrades, Luiz de Aquino e José Fernandes), várias recepções a caravanas de estudantes da rede pública com as quais, além de distribuirmos livros do nosso acervo, discutimos, com a presença de vários acadêmicos, principalmente a literatura goiana.

Fora do recinto da nossa sede, participamos com exposição e venda de livros dos acadêmicos da AGL, da Bienal do livro de Goiânia e de São Paulo e da 1ª. mostra do livro goiano do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás.

Nossos acadêmicos publicaram, somente neste ano de 2009, cerca de vinte livros, escrevemos, semanalmente, nos jornais da nossa cidade, mais de vinte textos culturais(crônicas, ensaios); publicamos, quinzenalmente, como encarte do Diário da Manhã, um Suplemento Literário.

Temos consciência de que conseguimos toda esta movimentação com a ajuda dos poderes públicos e da iniciativa privada que, por entenderem a utilidade cultural da nossa entidade colaboraram, ativamente, para a sua manutenção.

O governo do Estado, na pessoa do Dr. Alcides Rodrigues Filho fez uma dotação orçamentária, no começo do ano, que permitiu que a Academia atravessasse o ano em dia com os seus fornecedores; a Prefeitura de Goiânia permitiu que quatro de seus funcionários continuassem à nossa disposição para ajudar-nos na rotina de trabalhos de secretaria e limpeza.

A empresa Novo Mundo doou-nos um aspirador de pó (limpeza dos livros) e uma máquina de lavar pisos, a Unicred (Cooperativa de Créditos da classe médica), dois computadores.

Graças a uma dotação orçamentária do senador Marconi Perilo, será mantida a premiação cultural Colemar Natal e Silva, faremos um concurso nacional de prosa, romance e crônica, lançaremos quatro números da revista da nossa Academia, editaremos três “Antologias”, reeditaremos dez livros já esgotados e de autoria de nossos acadêmicos, e utilizaremos as instalações da nossa “Casa Altamiro de Moura Pacheco” para a realização de oficinas de contos, poesias e crônicas.

Cabe destacar a figura do Senhor Prefeito Iris Rezende Machado que, constatando a exiguidade física das nossas dependências, doou uma casa contigua à nossa, onde pretendemos, ainda com a promessa da sua ajuda, construir um novo prédio.

Esta construção será a redenção do nosso sodalício e a consecução de um sonho acalentado por todos os nossos acadêmicos e acadêmicas, muitos deles, infelizmente os que ficaram na beira da estrada, não poderão participar, de corpo presente, porém, em nome deles, aplaudiremos e agradeceremos a iniciativa do Senhor Prefeito.

A Academia tem muitos planos para o ano que vem; vamos manter as atividades que foram desenvolvidas no ano que está findando e ampliaremos nosso relacionamento com a comunidade.

Hélio Moreira Academia Goiana de Letras Academia Goiana de Medicina (drhmoreira@gmail.com) www.heliomoreira.blogspot.com)

Íris: Fanfarrão!

Diário da Manhã

Pelo Twitter, Marconi rebate críticas de Iris a seu governo
Senador censura administrações do PMDB e enumera ações do seu mandato

A exemplo do que fez durante a semana, em resposta aos ataques do secretário estadual da Fazenda, Jorcelino Braga, o senador Marconi Perillo (PSDB) usou ontem o Twitter para responder às críticas feitas a ele no sábado pelo prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB). O peemedebista havia dito que o Estado “regrediu” com a chegada do PSDB ao poder, em 1999. Reclamou da extinção de alguns órgãos e secretarias por conta da reforma administrativa patrocinada por Marconi no seu primeiro mandato, que chamou de imperdoável. “Veja a situação em que está a Celg, a situação difícil que atravessa a Saneago. São empresas que não têm concorrentes e chegaram a essa situação, agora ficam aí querendo atirar nos outros. Eu fui governador duas vezes, a Celg não tinha problemas”, disse Iris. O senador, por sua vez, dedicou 14 postagens para rebater o prefeito.

“Houve um tempo em que Goiás só era lembrado pela imprensa nacional nas páginas policiais, graças aos escândalos de corrupção”, lembrou Marconi. “Ou era lembrado pelo fim de projetos grandiosos como o Rio Formoso e Alto Paraíso, só porque foram criados pelo governo Ary Valadão (1978 a 1981). Houve tempo em que só se falava de perseguição política e massacre ao funcionalismo público. Tempo de notícias sobre o fim do Parque da Criança, idealizado pelo governo (Henrique) Santillo (1986 a 1989). Tempo de notícias sobre o desmonte do setor de saúde. Tempo em que quebraram todas as instituições financeiras do Estado, como BD (Banco de Desenvolvimento), Caixego e BEG (Banco do Estado de Goiás). Tempo em que o patrimônio do Estado era dilapidado, com a entrega de Corumbá e a venda de Cachoeira Dourada a preço de banana. Tempo em que foi constituída irresponsavelmente em Goiás a maior dívida proporcional de um Estado em todo o Brasil. Tempo em que as exportações e o PIB eram pífios e não havia compromisso com a saúde, a educação e a segurança pública. Tempo em que não havia programas sociais e os mais humildes eram abandonados à própria sorte”, respondeu o senador. “Quem é o hipócrita responsável por tudo isso? Quem foi o coveiro do Estado?”

Marconi afirmou que, em seu governo, que durou de 1999 a 31 de março de 2006, o Produto Interno Bruto (PIB) de Goiás aumentou três vezes, o que possibilitou investimentos “maciços” em saúde, segurança e educação. Lembrou ainda que, durante os seus dois mandatos, foi criada o que chama de “a maior rede de inclusão e proteção social do País, copiada até pelo governo Lula”. Ressaltou que, com os avanços promovidos pelo PSDB, a autoestima da população sofreu reflexos positivos imediatos, e que Goiás “passou a ser respeitado” em todo o Brasil. Encerrou com uma pergunta aos seus 7.836 seguidores (número relativo às 17h23 de ontem): “agora pergunto: será que isso é regredir ou progredir?”

REAÇÃO

O PSDB também reagiu às declarações de Iris. Segundo o deputado Jardel Sebba, em seu Twitter, “Iris defendeu punição para si próprio e para o seu partido”, uma vez que as dificuldades da Celg são decorrentes da venda da Usina de Cachoeira Dourada, que se deu no Governo Maguito, segundo revelações da CPI em andamento na Assembleia. Quanto ao suposto deficit, Jardel lembrou que é um assunto ainda não provado e que “o único fato comprovado é que os governos do PMDB legaram aos seus sucessores a maior dívida proporcional dos Estados brasileiros”.

Outro deputado tucano, Daniel Goulart, disse que Iris “está apostando numa possível memória curta do povo, pois foram os governos do PMDB que cometeram os maiores equívocos administrativos da história de Goiás e também da Celg”. Ele acha que “a declaração de Iris só pode ser deboche, porque o prefeito pressupõe que as pessoas se esqueceram dos escândalos das administrações peemedebistas, o que não é verdade, mesmo porque, até hoje, quase 12 anos depois da derrota do PMDB nas urnas, continuam aparecendo casos de corrupção daquela época”.

Mais duro, o deputado federal Carlos Alberto Leréia vai direto ao ponto: “Concordo com Iris, o povo precisa mesmo punir os políticos que quebraram as instituições financeiras do Estado – BEG, BD e Caixego. Precisa punir quem inviabilizou a Celg entregando as usinas de Corumbá e Cachoeira Dourada. Precisa punir quem fechou o HGG e desmantelou o sistema de saúde do Estado. Precisa punir quem se enriqueceu às custas do dinheiro público, em escândalos de repercussão nacional”, afirmou.

Para o deputado Leonardo Vilela, presidente do PSDB, “o povo já puniu o PMDB, mas mesmo assim eles não perderam a arrogância”. O parlamentar acha que “é preciso refrescar a memória de Iris: é piada ele dizer que não tem nada a ver com a dívida do Estado ou que a Celg não teve problemas nas gestões dele”. O parlamentar argumenta que “Marconi Perillo recebeu o Estado arrasado em 1999, pagou R$ 1 bilhão de dívidas, não fez novos empréstimos e deu a volta por cima: fez 5 mil obras, recuperou a autoestima dos goianos antes só lembrados pelos escândalos administrativos, fez o PIB triplicar em 8 anos, investiu em todas as áreas e, inclusive, construiu o Crer com o dinheiro da corrupção do PMDB no Caso Caixego”.