terça-feira, 2 de março de 2010

O Popular

Da redação

O que é Estado forte?

Ao discursar no Congresso nacional do PT, que oficializou sua candidatura à Presidência da República, a inteligente e hábil chefe da Casa Civil do Palácio do Planalto, ministra Dilma Rousseff, fez uma série de considerações sobre o que pretende realizar na hipótese de sair vencedora nas eleições deste ano.

Com a mesma falácia do patrono de sua candidatura, ela enfatizou que defende um Estado forte, estabilidade econômica, implementação dos programas sociais, liberdade de imprensa, prefere as críticas dos opositores, “ainda que caluniosas, ao silêncio das ditaduras”; fomentar o intercâmbio internacional, além de medidas voltadas para o desenvolvimento do País. Condenou os regimes ditatoriais.

Versátil, a ilustre ministra pensa como o “pai de sua candidatura”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já tem mestrado em dizer uma coisa e fazer outra. Em sua oratória, a candidata do Planalto se proclamou defensora de um Estado forte. Ela, porém, não explicou o conceito de seu “Estado forte”. Seria no campo econômico, na soberania, na democracia, nos direitos, na livre expressão, na autonomia dos poderes?

Ou o Estado forte da candidata do PT lulista seria à maneira dos governos totalitários? Mussolini, na teoria, era socialista, mas na prática se revelou fascista e se aliou a Hitler. Quanto à imprensa, o estranho é que ainda não vimos nenhuma declaração oficial ou informal do presidente Lula ou de sua candidata sobre a mordaça que o Tribunal de Justiça do Distrito Federal impôs ao jornal O Estado de S. Paulo para não publicar matérias que implicam o empresário Fernando Sarney. Há 6 meses o jornal está censurado.

Então, como se pode acreditar na sinceridade da candidata petista quando ela prega liberdade de imprensa, ao mesmo tempo em que mantém silêncio sobre censura ao respeitável órgão de imprensa? Tanto ela quanto Lula são amigos de todas as horas do presidente Hugo Chávez, que já mandou fechar os veículos de imprensa que criticam seu governo opressor e narcisista.

Na verdade, a sagaz ministra é fiel seguidora da cartilha política de seu chefão. Na Argentina, a presidente Cristina Kirchner, orientada por seu marido Nestor Kirchner, ordenou o Congresso a aprovar a Lei da Mordaça contra o grupo Clarín e o jornal La Nacion, que denunciam irregularidades no governo. Lula e Dilma até hoje nada disseram.

Enquanto isso, na recente reunião da Organização das Nações Unidas e no Conselho da ONU, o presidente Lula, com sua fala gritante, quer porque quer o domínio argentino sobre as Ilhas Malvinas.

Todavia, relega os graves problemas nacionais, a começar pelo narcotráfico, que se infiltra por todas as fronteiras e se espalha pelos Estados, corroendo o corpo social. A segurança, a educação e a saúde pedem socorro, enquanto a concentração das fortunas, ligações com empreiteiras, avanço de multinacionais, blindagem de políticos corruptos e corruptores se ampliam.

O presidente global não se mobiliza contra o globalismo da exclusão social. E a ingerência nos demais poderes? Na oposição bradava contra o servilismo do Congresso, mas ao chegar ao Poder o transformou em sucursal do Palácio. Há, porém, honrosas e notórias exceções de congressistas. Negociando com adesistas de todos os governos, impediu investigações das CPIs sobre escabrosas corrupções em setores públicos e privados com trânsito no Planalto.

Será que o conceito de Estado forte é legislar com medidas provisórias, algumas de natureza jurídica duvidosa e amoral, a exemplo da que descriminaliza o aborto? Se aprovada, será uma lei criminosa e o Supremo tem o dever jurídico, ético e cristão de revogá-la. Setores do clero nacional já chamam o presidente de o novo Herodes, lembrando o rei que mandou perseguir a Criança de Belém, obrigando seus pais (José e Maria) a levá-la para Nazaré.

O presidente Lula foi o único presidente a receber o novo Hitler do Holocausto, ou seja, o presidente do Irã, que fabricará bombas atômicas para destruir povos e nações. Israel seria seu primeiro alvo!

É enigmático o conceito de Estado forte da candidata oficial do presidente aliado de notórios ditadores. Seria o Estado forte para atacar os problemas do País ou apenas para se perpetuar no poder?

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