segunda-feira, 15 de março de 2010

Jornal Opção

BASTIDORES

“Próximo governo não terá como evitar a federalização da Celg”

O de­pu­ta­do Da­ni­el Gou­lart diz que a Celg, de cer­to mo­do, es­tá sen­do “fe­de­ra­li­za­da” pe­lo acor­do en­tre o go­ver­no de Go­i­ás e a Ele­tro­brás. “Apro­va­do o pro­je­to co­mo es­tá for­mu­la­do, se hou­ver qual­quer des­cum­pri­men­to de de­ter­mi­na­dos pon­tos, a Celg per­de a ges­tão pa­ra a Ele­tro­brás. Ali­ás, a ges­tão fi­ca­rá qua­se que in­tei­ra­men­te nas mãos de exe­cu­ti­vos da em­pre­sa fe­de­ral. Su­ge­ri uma emen­da pa­ra res­ga­tar a in­de­pen­dên­cia da com­pa­nhia go­i­a­na. O fa­to é que a ba­ta­ta quen­te vai ca­ir nas mãos do pró­xi­mo go­ver­no. A Celg não es­ca­pa­rá da fe­de­ra­li­za­ção no go­ver­no seguinte.”

Gou­lart diz que a Celg, en­tre 2006 e 2008, no go­ver­no de Al­ci­des Ro­dri­gues, “to­mou em­prés­ti­mos no va­lor de 2,1 bi­lhões de re­ais. Não são fi­nan­cia­men­tos fei­tos pe­lo go­ver­no tu­ca­no”. Ao mes­mo tem­po, apon­ta o de­pu­ta­do tu­ca­no, as pre­fei­tu­ras go­i­a­nas en­tra­ram com ações con­tra a com­pa­nhia e es­pe­ram re­ce­ber cer­ca de 2 bi­lhões de re­ais.

A Celg e a su­ces­são são os as­sun­tos que em­pol­gam Goulart no mo­men­to. “Jú­ni­or do Fri­boi re­u­niu-se com os tu­ca­nos e dis­se: ‘Vo­cês me co­lo­cam on­de qui­se­rem, pois que­ro aju­dar Mar­co­ni’. Ele é co­ta­do pa­ra vi­ce, mas tam­bém pa­ra dis­pu­tar man­da­to de se­na­dor.” Da­ni­el pos­si­vel­men­te fi­ca­rá co­mo su­plen­te de se­na­dor. “Mas mi­nha pri­o­ri­da­de é ser um dos co­or­de­na­do­res da cam­pa­nha de Mar­co­ni Pe­ril­lo. Não é fá­cil acom­pa­nhar Mar­co­ni e olhe que sou mais no­vo do que ele. O se­na­dor dor­me ape­nas três ho­ras e já es­tá pron­to pa­ra vi­a­jar e con­ver­sar. Fa­la com to­do mun­do, do pre­si­den­te do Se­na­do ao mais sim­ples ve­re­a­dor.” Os can­di­da­tos ao Se­na­do de­ve­rão ser De­mós­te­nes Tor­res (DEM) e Lú­cia Vâ­nia (PSDB)? “Nós que­re­mos apo­i­ar De­mós­te­nes. Lú­cia po­de ser can­di­da­ta, mas pre­ci­sa con­ver­sar com os de­pu­ta­dos do partido.”

Van­der­lan Car­do­so “ca­ci­fa-se co­mo pré-can­di­da­to ao go­ver­no pa­ra, adi­an­te, ser vi­ce de Mar­co­ni ou de Iris Re­zen­de. É o jogo”.

Goulart diz que, se Vanderlan conseguir o apoio do PMDB para ser o candidato do chapão, “aí, sim, fica forte. Já me contaram que Iris Rezende não vai disputar a eleição, até por resistência de familiares, então o PMDB poderá indicar o vice do candidato do PR ou do PP. Mas, como partido grande, o PMDB sempre vai querer indicar o cabeça-de-chapa”.

A complexa encruzilhada dos líderes democratas

Os de­mo­cra­tas go­i­a­nas pa­re­cem que es­tão nu­ma si­tu­a­ção con­for­tá­vel, por­que po­dem apo­i­ar pa­ra go­ver­na­dor Iris Re­zen­de (PMDB), Mar­co­ni Pe­ril­lo (PSDB) ou Van­der­lan Vi­ei­ra Car­do­so (PR). Ho­je, ape­sar de fler­tar com Mar­co­ni e sor­rir pa­ra Iris, o DEM es­tá pis­can­do pa­ra Van­der­lan. Mas há uma pe­dra no ca­mi­nho.

To­dos os co­mí­cios de Van­der­lan se­rão uti­li­za­dos pa­ra pe­dir vo­tos pa­ra Dil­ma Rous­seff. Co­mo, no mes­mo pa­lan­que, o se­na­dor De­mós­te­nes Tor­res e o de­pu­ta­do Ro­nal­do Cai­a­do, de­mo­cra­tas, vão pe­dir vo­tos pa­ra o can­di­da­to do PSDB a pre­si­den­te, Jo­sé Ser­ra? Não há co­mo fa­zê-lo. Se fi­ze­rem, o pa­lan­que se­rá con­si­de­ra­do o mais es­qui­zo­frê­ni­co da his­tó­ria da po­lí­ti­ca lo­cal.

“Não quero ser candidato a vice”

Cha­ma­do de “Thi­a­go Pei­xo­to do PP”, o pre­fei­to de In­hu­mas e pre­si­den­te da As­so­cia­ção Go­i­a­na dos Mu­ni­cí­pios (AGM), Abe­lar­do Vaz, é um ar­ti­cu­la­dor do pri­mei­ro ti­me. No iní­cio, co­mo seu men­tor, Ro­ber­to Ba­les­tra, era co­ta­do co­mo um dos prin­ci­pa­is apoi­a­do­res do se­na­dor Mar­co­ni Pe­ril­lo na dis­pu­ta pe­lo go­ver­no de Go­i­ás. Mas, com a in­ser­ção do pre­fei­to de Se­na­dor Ca­ne­do, Van­der­lan Vi­ei­ra Car­do­so (PR), mu­dou de po­si­ção. “Sou par­ti­dá­rio e, se Van­der­lan con­so­li­dar-se co­mo can­di­da­to da ter­cei­ra via, tra­ba­lha­rei em sua cam­pa­nha. Es­cla­re­ço que não se­rei seu vi­ce. Pos­so aju­dá-lo mui­to mais se per­ma­ne­cer na pre­fei­tu­ra e co­mo lí­der dos pre­fei­tos.” O que Abe­lar­do não acei­ta mes­mo, até por ques­tões lo­ca­is — em In­hu­mas seu ad­ver­sá­rio é o pe­e­me­de­bis­ta Jo­sé Es­sa­do —, é apo­i­ar uma ali­an­ça que te­nha o PMDB co­mo ca­be­ça de cha­pa. “Se Iris Re­zen­de apo­i­ar nos­so can­di­da­to, tu­do bem. Re­jei­ta­mos uma ali­an­ça dominada pelo PMDB.” Van­der­lan, na opi­ni­ão de Abe­lar­do, “tem o que mos­trar, por­que é ges­tor, não tem des­gas­te, em­pol­ga os pre­fei­tos. Mas é uma in­cóg­ni­ta, por­que de­pen­de mui­to de o elei­tor iden­ti­fi­cá-lo com o sen­ti­men­to de mu­dan­ça e re­cu­sar a po­la­ri­za­ção es­ta­be­le­ci­da en­tre Iris Re­zen­de e Mar­co­ni Pe­ril­lo. Acre­di­to que ele, po­lí­ti­co e em­pre­sá­rio prag­má­ti­co, só dei­xa a Pre­fei­tu­ra de Se­na­dor Ca­ne­do se hou­ver uma si­na­li­za­ção for­te do PP”.

Serra vai apostar fichas no Sudeste

O governador de São Paulo, José Serra, definiu sua meta para tentar ganhar de Dilma Rousseff, “a mulher de Lula”, como é conhecida. O tucano paulista planeja uma campanha muito bem organizada em todo o país, mas com prioridade para São Paulo, Minas Gerais e Estados do Sul. Serra aposta que sai com pelo menos 10 milhões de votos de frente do Sul-Sudeste e, com isso, desequilibra a votação de Dilma nos grotões nordestinos. Ao perceber a jogada de Serra, Lula agiu rápido. Empurrou Ciro Gomes para São Paulo e tenta articular uma aliança ampla em Minas. O petista sabe que não deve ganhar em Minas e São Paulo, mas quer reduzir a diferença de votos. Por isso também vai investir pesado no Rio de Janeiro.

Disputa fica mais acirrada na Fieg

O quadro sucessório parecia definido na Fieg. Pedro Alves, apoiado pelo presidente Paulo Afonso Ferreira, por conta de uma lista com o apoio de 18 líderes, parecia definido. Mas o empresário Domingos Sávio Gomes de Oliveira, do Sindicato das Indústrias de Calcário, Cal e Derivados, decidiu disputar e não quer sair da raia. Líderes dizem que Sávio “é atuante como empresário e seus negócios estão crescendo” e afirmam que “Pedro é respeitável, mas não é bem empresário. Tem fazenda e aluga imóveis”. Sandro Mabel enfrenta dissidência no Sindicato das Indústrias de Alimentação, do qual é presidente. Parte dos associados quer apoiar Sávio.

Mabel é um dos principais cabos eleitorais de Pedro Alves. O líder Antônio Almeida também articula para ser candidato, mas deve compor com Sávio.

Iris disputa

Os deputados Rubens Otoni e Luis Cesar Bueno, do PT, avaliam que o prefeito Iris Rezende deve disputar o governo do Estado. “Iris quer a unidade da base do presidente Lula, o que nós, do PT, defendemos desde o início. Os peemedebistas Adib Elias e Thiago Peixoto ainda resistem à união, mas felizmente Iris a defende e quer construir um leque de apoio.”

O governador Alcides, diz Rubens, “ainda está no seu tempo e quer lançar um candidato. Em maio, Alcides pode defender a unidade. Há tempo para articular e firmar a aliança”.

Já Vanderlan Vieira Cardoso, afirma Rubens, “tem de construir sua candidatura”.


“Sou um candidato municipalista”, diz Vanderlan

A ba­se do go­ver­na­dor Al­ci­des Ro­dri­gues (PP) nun­ca te­ve um pré-can­di­da­to ao go­ver­no tão ani­ma­do quan­to o pre­fei­to de Se­na­dor Ca­ne­do, Van­der­lan Vi­ei­ra Car­do­so (PR). Na se­ma­na pas­sa­da, ele não pa­rou um mi­nu­to e qua­se não dor­miu. “De­ve ter per­di­do uns dois qui­los”, brin­ca o de­pu­ta­do San­dro Ma­bel. Van­der­lan acom­pa­nhou o go­ver­na­dor no in­te­ri­or, fa­lou com vá­rios pre­fei­tos e de­ba­teu com os lí­de­res do DEM. A to­dos dis­se a mes­ma coi­sa: “Sou can­di­da­to pra va­ler”. No in­te­ri­or, dis­se aos pre­fei­tos: “Se­rei um can­di­da­to mu­ni­ci­pa­lis­ta. Vo­cês me co­nhe­cem”.

Ao vi­si­tar o in­te­ri­or, Van­der­lan, worka­ho­lic, diz ter ou­vi­do de vá­rios pre­fei­tos que vão ti­rar li­cen­ça com o ob­je­ti­vo de tra­ba­lhar, em tem­po in­te­gral, na sua cam­pa­nha. “Fi­quei sur­pre­so com a re­cep­ti­vi­da­de ao meu no­me.” De­pois de uma con­ver­sa “mui­to boa com a cú­pu­la do DEM” — “fran­ca e di­re­ta”, no es­ti­lo dos de­mo­cra­tas (De­mós­te­nes Tor­res e Ro­nal­do Cai­a­do, que não gos­tam de en­ro­la­ção) —, Van­der­lan fez ques­tão de ou­vir pre­fei­tos e ve­re­a­do­res. “Per­ce­bi que as ba­ses es­ta­vam es­pe­ran­do a efe­ti­va­ção do can­di­da­to da ter­cei­ra via.”

O que dei­xa Van­der­lan mais en­tu­si­as­ma­do é o âni­mo do go­ver­na­dor Al­ci­des. “Ele es­tá mui­to em­pol­ga­do.” Ao li­gar pa­ra Van­der­lan, o Jor­nal Op­ção o en­con­trou no En­tor­no de Bra­sí­lia, ao la­do de Al­ci­des. Os dois es­ta­vam num ôni­bus.

A his­tó­ria de que se­ria vi­ce de Iris Re­zen­de ou Mar­co­ni Pe­ril­lo, se­gun­do Van­der­lan, fi­cou pa­ra trás. “Nós do PR e Al­ci­des que­re­mos lan­çar can­di­da­to a go­ver­na­dor e va­mos ban­car um no­me. Estamos bancando.”

Em­bo­ra te­nha de en­fren­tar os ex­pe­ri­men­ta­dos Iris e Mar­co­ni, que es­tão bem na fren­te, Van­der­lan diz que, can­di­da­to, vai fa­zer uma cam­pa­nha pro­po­si­ti­va. “Res­pei­to os dois, sem­pre fui pres­ti­gi­a­do por Mar­co­ni, mas vou ga­nhar de­les. Sem ata­cá-los.”

“Sou can­di­da­to a fa­vor de Go­i­ás, e não con­tra ‘a’ ou ‘b’. O po­vo es­tá can­sa­do de pi­cu­i­nha. Es­tou re­ce­ben­do apoi­os es­pon­tâ­ne­os”, su­ge­re. “O no­me pa­ra a dis­pu­ta era o de San­dro Ma­bel, mas as pes­qui­sas in­di­cam que meu per­fil é mais ade­qua­do pa­ra o mo­men­to.” O per­fil de ges­tor. Van­der­lan acre­di­ta que o prefeito Iris se­rá can­di­da­to.

Ma­bel es­tá con­fi­an­te: “Van­der­lan se­rá o pró­xi­mo go­ver­na­dor de Go­i­ás. A ba­se em­pol­gou-se com ele, com seu jei­tão tra­ba­lha­dor e fir­me”. PP, PR e PMDB po­dem se unir? Ma­bel acha di­fí­cil, mui­to di­fí­cil. Só não acha im­pos­sí­vel. “O tem­po de Iris é o mes­mo do nos­so can­di­da­to — o dia 3 de abril. Va­mos es­pe­rar.”

Van­der­lan, na ava­li­a­ção de Ma­bel, “é um can­di­da­to sem ares­tas, com ape­nas pon­tos po­si­ti­vos. Iris e Mar­co­ni gos­tam de­le. É craquíssimo”.

O pre­fei­to é uma des­co­ber­ta de Ma­bel. “Ele es­ta­va fri­tan­do ba­ta­ti­nhas e fa­zen­do sal­ga­di­nhos quan­do apa­re­ci, em 2004, e dis­se: ‘Vo­cê se­rá can­di­da­to a pre­fei­to de Se­na­dor Ca­ne­do’. Re­jei­tou de ime­di­a­to, mas, em se­gui­da, ‘com­prou’ a ideia e foi elei­to e re­e­lei­to. Deu iden­ti­da­de ao mu­ni­cí­pio.”

Mabel diz que a capacidade de trabalho de Vanderlan impressiona. “Ele é incansável e não desiste nunca. Vai surpreender. Pode anotar e, se quiser, me cobre depois.”


Entorno do Distrito Federal pode ganhar alforria

Jo­a­quim Ro­riz e ou­tros po­lí­ti­cos do Dis­tri­to Fe­de­ral e até do Ma­ra­nhão (um ex-su­plen­te de Jo­sé Sar­ney) ten­ta­ram cri­ar o Es­ta­do do Pla­nal­to mais por in­te­res­ses pes­so­ais do que com o ob­je­ti­vo de re­sol­ver os pro­ble­mas da re­gi­ão. O de­pu­ta­do Ro­nal­do Cai­a­do, que não se en­vol­ve com a po­li­ti­qui­ce dos se­pa­ra­tis­tas, fez a coi­sa cer­ta: apre­sen­tou o pro­je­to de lei 6.926/2010, que per­mi­te a trans­fe­rên­cia de re­cur­sos do Fun­do Cons­ti­tu­ci­o­nal de Fi­nan­cia­men­to do Cen­tro-Oes­te do Dis­tri­to Fe­de­ral pa­ra 19 ci­da­des go­i­a­nas e du­as mi­nei­ras do En­tor­no.

“O DF é um ter­ri­tó­rio ad­mi­nis­tra­ti­vo, que já re­ce­be to­do o su­por­te fi­nan­cei­ro da Uni­ão, com um fun­do es­pe­cí­fi­co de R$ 2,9 bi­lhões. Es­se di­nhei­ro vai aju­dar a de­sen­vol­ver o En­tor­no, re­gi­ão que so­fre com a fal­ta de in­fra-es­tru­tu­ra e com pro­ble­mas so­ci­ais”, fri­sa o democrata Cai­a­do.

Atu­al­men­te, o En­tor­no re­ce­be mi­ga­lhas de go­ver­nan­tes do DF, que, na ver­da­de, es­tão mais pre­o­cu­pa­dos com con­tro­le po­lí­ti­co e não com a re­so­lu­ção dos pro­ble­mas da re­gi­ão.

O plano “b” de Henrique Meirelles?

O em­pre­sá­rio Cyro Mi­ran­da, su­plen­te do se­na­dor Mar­co­ni Pe­ril­lo, diz que “Van­der­lan Car­do­so é bom can­di­da­to, um ges­tor, mas, quan­do se tor­nar co­nhe­ci­do, a elei­ção te­rá aca­ba­do”. Mi­ran­da afir­ma que se­ria bom vi­ce pa­ra Mar­co­ni. “Jú­ni­or do Fri­boi in­co­mo­da o PMDB.” Mi­ran­da diz que é bem pos­sí­vel que Hen­ri­que Mei­rel­les in­ter­pre­te Van­der­lan co­mo um pla­no “b”. “Iris Re­zen­de, se for der­ro­ta­do, per­de a pre­fei­tu­ra, o go­ver­no e o PMDB fi­ca es­fa­ce­la­do.”

Lulismo é maior do que petismo

Na se­ma­na pas­sa­da, ao con­ver­sar com ci­en­tis­tas po­lí­ti­cos, o Jor­nal Op­ção co­lheu uma aná­li­se cu­ri­o­sa. O pre­si­den­te Lu­la, ao obri­gar o PT a en­go­lir uma lu­lis­ta, Dil­ma Rous­seff, que, a ri­gor, nun­ca foi pe­tis­ta — era do PDT —, pa­ra pre­si­den­te da Re­pú­bli­ca, e um in­te­gran­te do PSB, Ci­ro Go­mes, pa­ra go­ver­na­dor de São Pau­lo — lu­gar de on­de pro­vem a mai­oria dos lí­de­res do par­ti­do —, pro­va que es­tá se tor­nan­do um lí­der po­lí­ti­co tra­di­cio­nal e que o PT per­deu a for­ça de um par­ti­do de de­ci­sões co­le­gi­a­das. Po­de-se di­zer que Lu­la, o lu­lis­mo, der­ro­tou e sub­ju­gou o pe­tis­mo. Aos pou­cos, con­ce­den­do em­pre­gos e sa­lá­ri­os al­tos e be­nes­ses em es­ta­tais, Lu­la es­tá sub­me­ten­do o PT e re­du­zin­do a for­ça de po­lí­ti­cos “cor­po­ra­ti­vos”, co­mo Zé Dir­ceu. Es­te ain­da é for­te, mas es­tá sob con­tro­le da má­qui­na lu­lis­ta. Com Zé Dir­ceu en­ges­sa­do, fin­gin­do que man­da, quan­do só obe­de­ce, o ve­lho sin­di­ca­lis­ta ven­ceu, con­tro­lan­do e ma­ni­pu­lan­do as for­ças in­te­lec­tu­ais do par­ti­do. É um fe­nô­me­no.


“No interior só dá Iris e Marconi”

O senador De­mós­te­nes Tor­res e Ro­nal­do Cai­a­do dis­se­ram ao pré-can­di­da­to a go­ver­na­dor Van­der­lan Car­do­so, que, se dei­xar a Pre­fei­tu­ra de Se­na­dor Ca­ne­do no dia 3 de abril, “é por sua con­ta e ris­co”. Tor­res diz que os lí­de­res do DEM não em­pe­nha­ram a pa­la­vra de que vão apoiá-lo. “Gos­ta­mos de­le, há pos­si­bi­li­da­de de ali­an­ça. Tam­bém há pos­si­bi­li­da­de de ali­an­ça com Mar­co­ni Pe­ril­lo. “No in­te­ri­or, só dá Mar­co­ni e Iris Re­zen­de. Es­tá po­la­ri­za­do.”


Líderes peemedebistas reclamam que o governador Alcides Rodrigues decidiu controlar o PDT. Por intermédio da deputada Flávia Morais.


O presidente do PT do B, Edivaldo Cardoso, mostra competência no comando da Ceasa. Depois de muitos anos, a Central de Abastecimento voltou a dar lucro e a fazer investimentos. Ele é gestor.


Nerivaldo Costa (PP) é cotado para ser vice de Vanderlan Vieira Cardoso.


Se depender de Ney Moura Teles e Juarez Magalhães, o PMDB lança o vice de Marconi Perillo. “Thiago Peixoto é um ótimo nome”, diz Moura Teles.


Henrique Meirelles (PMDB) é um dos principais interlocutores do prefeito de Senador Canedo, Vanderlan Vieira Cardoso.


De um deputado peemedebista: “Se ficar na Prefeitura de Goiânia, e Marconi Perillo e José Serra forem eleitos, respectivamente, governador de Goiás e presidente da República, Iris Rezende terá de contar, basicamente, com os recursos do município”.

O que isto quer dizer? Segundo o parlamentar, Iris tem de disputar o governo em outubro deste ano.


O ex-deputado Nédio Leite visitou o Tribunal de Contas dos Municípios na semana passada. Mais problemas para o prefeito de Jaraguá, Lineu Olímpio (PTB).


O economista Valdivino Oliveira perdeu os direitos políticos por cinco anos. Mas vai recorrer e continua articulando para disputar mandato de deputado federal pelo PSDB.


José Tatico, Raquel Teixeira e Valdivino Oliveira estão atuando na região noroeste de Goiânia.


Um candidato a deputado estadual perguntou para um líder comunitário: “Quanto você cobra por mês para apoiar uma candidatura?” A resposta, sem que o rosto ficasse corado: “Mil reais por mês e um emprego depois das eleições”.

O “negócio” não foi fechado. Porque o candidato não aceitou as condições, “uma pechincha” (7 mil reais), disse o líder comunitário.


Uma pesquisa qualitativa será feita para saber se a união PMDB e PP, já no primeiro turno, é positiva ou negativa para ambos os partidos e seus possíveis candidatos.

Se os benefícios forem maiores do que os prejuízos, há indícios fortes de que Iris Rezende e Alcides Rodrigues podem subir no mesmo palanque no primeiro turno.


O chapão pode sair na noite do dia 2 de abril, ou, quem sabe, apenas em junho, na época das convenções partidárias.


O secretário da Fazenda, Jorcelino Braga, é um dos vices dos sonhos do prefeito Iris Rezende, comentam peemedebistas. Porque, além de entender de marketing político, tem informações precisas e críticas sobre os dois governos de Marconi Perillo.


Na semana passada, o médico Túlio Sérvio Barbosa Coelho (PSB) teria adquirido um novo terno. Motivo: deve tomar posse como prefeito de Senador Canedo daqui a 20 dias.

Túlio Sérvio vai gerir um orçamento de mais de 12 milhões de reais por mês. Ele e o prefeito Vanderlan Vieira Cardoso se entendem por música. Cardoso avalia que, se assumir, o socialista vai manter seu programa de modernização do município.


A deputada Vanuza Valadares (PSC) planeja dobrar sua votação de 12 mil para 24 mil votos.


De um secretário do governo Alcides: “A política de Goiás está numa fase surrealista. Há muitos pré-candidatos e até quase-candidatos, mas não há nenhuma chapa formada”.

O mesmo secretário diz que a festa de aniversário do senador Marconi Perillo não resultou em nenhuma aliança política consolidada. “Mas nós saímos com um candidato que já está trabalhando no interior e na capital, dialogando com as forças políticas. A base inteira está gostando da desenvoltura de Vanderlan Vieira Cardoso.”

A tese dos pepistas é que, se emplacar, Vanderlan poderá ter uma vice do PMDB. “Talvez Thiago Peixoto, nome do gosto do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Ou então Iris Araújo poderia disputar mandato no Senado.”


Ao saber que Iris Rezende poderia não disputar o governo, Meirelles, rapidamente, entrou em contato com alguns políticos goianos. Um líder do PR sustenta que Vanderlan e Meirelles podem fazer parte da mesma chapa.


De um deputado do PR: “Se Jorcelino Braga ficar no governo ajuda muito mais a campanha de Vanderlan Cardoso”.


Os tucanos estão preparando a montagem de uma grande equipe de jornalistas. Estão contratando.


O presidente da AGM, Abelardo Vaz, garante que a situação das prefeituras goianas é falimentar.

“O Fundo de Participação dos Municípios (FPM) da primeira dezena de março foi 43% menor do que a da primeira dezena de fevereiro de 2010”, revela Vaz. “O FPM foi 6,58% menor do que no primeiro trimestre de 2008. Mas as despesas cresceram.”

O único fator positivo é que o ICMS cresceu 6% em 2009. “Mas apenas os municípios grandes e médios foram beneficiados. Os pequenos nada ganharam”, diz Vaz.

“O fato”, garante Vaz, “é que as prefeituras ainda não saíram da crise. A maioria não tem recursos para investir, apesar de terem feito contenções brutais”.

Em 2014, Vaz deve ser candidato a deputado estadual ou federal. “Meu projeto depende do de Roberto Balestra.”


O deputado Roberto Balestra diz que não sabe se perdeu Santa Helena para Sérgio Caiado.

Quando o Jornal Opção o localizou, Balestra estava no caminho para Santa Helena. “Sou paraninfo de uma turma de estudantes.”

Balestra diz que, para o governo do Estado, “a bola da vez é Vanderlan Vieira Cardoso. Ele está tentando viabilizar sua candidatura”.

O deputado federal diz que, com o “lançamento” de Vanderlan Vieira Cardoso, depois de outros nomes terem sido “lançados”, está “tudo zero a zero”.

“As coisas vão acontecer em junho, com as convenções. Até lá, os políticos vão conversar, e muito. Mas decisão mesmo, não”, afirma Balestra, do alto de sua longa experiência política.

“Não sofro com antecedência”, ensina Balestra.

Ao ser perguntado se Abelardo Vaz poderia ser vice de Vanderlan Vieira Cardoso, Balestra disse: “É a primeira vez que ouço falar do assunto”.

O Jornal Opção perguntou: “O governador Alcides Rodrigues pode compor com Iris Rezende no primeiro turno?” Resposta de Balestra, bem lacônica: “Acho que não”. E acrescentou: “Vou esperar até junho”. Ele diz que está acompanhando as articulações “de longe”.

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