segunda-feira, 12 de abril de 2010

PAC: PACto com a enganação!






O faz de conta do PAC: É (quase) tudo mentira

"Cal­ma, que eu te­nho um pla­no...". O jar­gão é cos­tu­mei­ra­men­te uti­li­za­do por in­di­ví­duos agra­ci­a­dos com a per­so­na­li­da­de des­po­ja­da de um fan­far­rão - co­mo di­ria o Ca­pi­tão Nas­ci­men­to, prota­gonista do lon­ga-me­tra­gem "Tro­pa de Eli­te" - e re­fle­te o fa­mo­so "jei­ti­nho bra­si­lei­ro", ex­pres­são que há al­gum tem­po pas­sou a ser te­ma de es­tu­dos e pes­qui­sas aca­dê­mi­cas de so­ci­ó­lo­gos em bus­ca da com­pre­en­são so­bre es­sa on­da de ma­lan­dragem que se tor­nou tra­ço cul­tu­ral no Bra­sil. Em tem­pos de cor­ri­da elei­to­ral, a fra­se po­pu­lar poderia facilmente ilus­tra­r um di­á­lo­go en­tre in­ter­lo­cu­to­res do go­ver­no fe­de­ral tentando jus­ti­fi­car a cri­a­ção da se­gun­da ver­são de um pro­je­to que se­quer foi fi­na­li­za­do na pri­mei­ra etapa. Seria cômico, se o assunto não fosse tão sério.

Ex­pli­ca-se. Há cer­ca de du­as se­ma­nas - pre­ci­sa­men­te em 29 de mar­ço -, a Ca­sa Ci­vil lan­çou a se­gun­da ver­são do Pro­gra­ma de Ace­le­ra­ção do Cres­ci­men­to (PAC 2). Não de­mo­rou pa­ra que a mí­dia pro­pa­gas­se os da­dos ínfimos re­fe­ren­tes à exe­cu­ção do PAC 1 no Pa­ís. O si­te "Con­tas Aber­tas", fonte de le­van­ta­men­tos so­bre o pro­gra­ma, di­vul­gou que 54,2% dos pro­je­tos em ter­ri­tó­rio na­ci­o­nal es­tariam em fa­se de con­tra­ta­ção ou li­ci­ta­ção, ou se­ja, nun­ca saíram do pa­pel; 34,4% das pro­pos­tas es­tariam em an­da­men­to e ape­nas 11,3% teriam sido con­cluí­das. Va­le lem­brar que o PAC foi lan­ça­do em ja­nei­ro de 2007. To­da­via, Go­i­ás, Pi­auí e Ron­dô­nia eram os úni­cos Es­ta­dos bra­si­lei­ros em que o ba­lan­ço so­bre os três anos de de­sem­pe­nho do Pro­gra­ma não ha­vi­am si­do di­vul­ga­dos pe­la Ca­sa Ci­vil.

Na se­ma­na pas­sa­da, o Jor­nal Op­ção te­ve aces­so com ex­clu­si­vi­da­de aos nú­me­ros de­ta­lha­dos, e na­da ani­ma­do­res, do PAC em Go­i­ás des­de a im­plan­ta­ção. Gil Cas­tel­lo Bran­co, fun­da­dor do “Con­tas Aber­tas”, en­viou re­la­tó­rio à re­por­ta­gem ci­tan­do que, das 437 obras lis­ta­das pa­ra Go­i­ás, ape­nas 40 (9,2%) fo­ram con­cluí­das en­tre 2007 e 2009. Ou­tras 260 ações (59%) con­ti­nuam no pa­pel, en­quan­to 137 (31%) cons­tam em an­da­men­to. A pi­or lei­tu­ra que se faz do le­van­ta­men­to é a cons­ta­ta­ção de que a mé­dia de obras re­a­li­za­das em Go­i­ás fi­ca abai­xo da na­ci­o­nal, que - com os da­dos de Go­i­ás, Pi­auí e Ron­dô­nia - pas­sou a ser de 11,1%. As obras em exe­cu­ção no Pa­ís to­ta­li­zam 34,1%, en­quan­to os pro­je­tos em fa­se de con­tra­ta­ção e li­ci­ta­ção com­pre­en­dem 54,8% do to­tal.

O len­tís­si­mo avan­çar do Pro­gra­ma de Ace­le­ra­ção do Cres­ci­men­to não po­de ser ig­no­ra­do, so­bre­tu­do em vir­tu­de do dis­pen­di­o­so mon­tan­te apli­ca­do no PAC. Se­gun­do o "Con­tas Aber­tas", o in­ves­ti­men­to to­tal em Go­i­ás foi de R$ 36,1 bi­lhões (R$ 27 bi­lhões neste ano e R$ 9,1 bi­lhões pós- 2010). Por is­so, o Jor­nal Op­ção de­ci­diu ave­ri­guar de perto, mais uma vez, o an­da­men­to da prin­ci­pal obra do PAC 1 no Es­ta­do, a Ferrovia Norte-Sul. Fe­liz­men­te, a si­tu­a­ção não es­tá se­me­lhan­te à pre­sen­ci­a­da pe­la re­por­ta­gem há seis mes­es, no iní­cio de ou­tu­bro do ano pas­sa­do, quan­do vi­si­tou os tre­chos que cor­tam Aná­po­lis. Mas se­rá pre­ci­so mui­to, mas mui­to em­pe­nho pa­ra que a fer­ro­via pos­sa ser uti­li­za­da co­mo vi­tri­ne do go­ver­no de Lu­iz Iná­cio Lu­la da Sil­va (PT) na cam­pa­nha pre­si­den­ci­al des­te ano.

Viveiros de mosquito

Há seis meses, não se via qual­quer ope­rá­rio em ati­vi­da­de nos lo­tes 1, 2 e "sem nú­me­ro" - trechos em cons­tru­ção no mu­ni­cí­pio - e a obra se trans­for­ma­va em vi­vei­ros de mos­qui­tos trans­mis­so­res da den­gue, com po­ças de água da chu­va acu­mu­la­da (ve­ja fo­tos). Em ou­tu­bro, o vi­gia Zé Pre­to, em­pre­ga­do da em­prei­tei­ra Quei­roz Gal­vão, re­la­tou que qua­tro mes­es an­tes o lo­cal ha­via si­do "pra­ti­ca­men­te aban­do­na­do" pe­la equi­pe de en­ge­nha­ria e por pro­fis­si­o­nais da cons­tru­ção fer­ro­vi­á­ria. Pre­to di­zia, in­clu­si­ve, te­mer que as má­qui­nas não fun­cio­nas­sem quan­do as obras vol­tas­sem à exe­cu­ção, já que es­ta­vam pa­ra­das e des­pro­te­gi­das a céu aber­to.

O ce­ná­rio atu­al é mais oti­mis­ta. Na vi­si­ta ines­pe­ra­da da re­por­ta­gem ao mes­mo lo­cal, re­a­li­za­da no dia 31 de mar­ço, ope­rá­rios, má­qui­nas e tra­to­res com­pu­nham a ima­gem de um ver­da­dei­ro can­tei­ro de obras fun­cio­nan­do a ple­no va­por. Mas o pou­co avan­çar da obra é vi­sí­vel e des­per­ta uma dú­vi­da: a exe­cu­ção es­tá mui­ta len­ta ou os tra­ba­lhos re­al­men­te es­ta­vam pa­ra­li­sa­dos, ao me­nos nos tre­chos ins­ta­la­dos em Go­i­ás. O out­do­or afi­xa­do em fren­te às cons­tru­ções - que re­gis­tra 2007 co­mo a da­ta de iní­cio dos lo­tes 1 e 2 e de­zem­bro de 2008 co­mo o pra­zo de con­clu­são - con­ti­nua no mes­mo lo­cal. É a pro­va ní­ti­da de que o atra­so ofi­ci­al com­ple­ta um ano e qua­tro mes­es. A pre­vi­são é de que a de­mo­ra se es­ten­da até o fim des­te ano, mas a Va­lec (Engenharia, Construções e Ferrovias S/A, vinculada ao Ministério dos Transportes), empresa responsável pela obra, as­se­gu­ra que a inau­gu­ra­ção do tre­cho em Aná­po­lis se­rá fei­ta até ju­lho.

Se le­var­mos em con­ta de­cla­ra­ções de dois fun­cio­ná­rios da obra, que pre­fe­ri­ram não se iden­ti­fi­car, os tra­ba­lhos na fer­ro­via fo­ram re­to­ma­dos há pou­quís­si­mo tem­po: o ope­rá­rio en­tre­vis­ta­do no tú­nel 1, lo­te 1, afir­mou que a obra re­co­me­çou há dois mes­es. O tra­ba­lha­dor do tú­nel 2, lo­te 1, ates­ta que a exe­cu­ção foi re­to­ma­da há, no má­xi­mo, um mês. So­man­do as da­tas apon­ta­das pe­los pró­prios fun­cio­ná­rios, os­ci­la-se en­tre se­te e oi­to mes­es consecutivos de pa­ra­li­sa­ção da obra.

As afir­ma­ções fo­ram re­ba­ti­das pe­lo di­re­tor de En­ge­nha­ria da Va­lec, Lu­iz Car­los Oli­vei­ra Ma­cha­do. No es­cri­tó­rio da em­pre­sa em Aná­po­lis, Ma­cha­do de­cla­rou que a cons­tru­ção dos tre­chos "nun­ca foi pa­ra­li­sa­da". Se­gun­do ele, os tra­ba­lhos es­ta­vam "em rit­mo len­to", pois so­fri­am pro­ble­mas téc­ni­cos. "No lo­te 1 gas­tou-se mais que o con­tra­to per­mi­tia, en­tão en­fren­ta­mos me­di­da cau­te­lar. Mas a es­tru­tu­ra es­tá pron­ta, es­tá­va­mos aguar­dan­do a che­ga­da de dor­men­tes (pe­ças de me­tal ins­ta­la­das na via fér­rea e so­bre as qua­is os tri­lhos são fi­xa­dos). O lo­te 2 es­tá em rit­mo ace­le­ra­do e a pre­vi­são é (que fi­que pron­to em) se­tem­bro", ga­ran­tiu. Ex­pli­cou tam­bém que "não é bom aca­bar um lo­te an­tes do ou­tro", jus­ti­fi­can­do que o an­da­men­to dos dois de­vem se equi­pa­rar.

No en­tan­to, a pró­pria equi­pe da Va­lec acom­pa­nhou a re­por­ta­gem na vi­si­ta aos tre­chos que cor­tam Aná­po­lis. Num de­les, pre­ci­sa­men­te no tú­nel 2, lo­te 1, a si­tu­a­ção ob­ser­va­da é a mes­ma que re­sul­tou na ma­té­ria pu­bli­ca­da na edi­ção de 11 a 17 de ou­tu­bro de 2009: a cons­tru­ção con­ti­nua es­tag­na­da, sem ope­rá­rios tra­ba­lhan­do e com bu­ra­cos no so­lo man­ten­do fo­cos de pro­cri­a­ção do mos­qui­to Ae­des aegypti. Em cam­po, o di­re­tor de En­ge­nha­ria da Va­lec recuou da re­lu­tân­cia e con­fir­mou que a obra, na­que­le lo­cal, es­tá re­al­men­te pa­ra­li­sa­da. Mas Ma­cha­do afir­ma que os tra­ba­lhos fo­ram in­ter­rom­pi­dos há 90 di­as e que o pra­zo pa­ra a re­to­ma­da é de um mês. "Co­mo es­se tú­nel atra­ves­sa a nas­cen­te de um rio, pa­ra­mos pa­ra es­tu­dar uma so­lu­ção téc­ni­ca. Re­bai­xar o len­çol fre­á­ti­co se­ria mui­to ca­ro, en­tão con­tra­ta­mos um es­pe­cia­lis­ta pa­ra apre­sen­tar uma so­lu­ção mais ba­ra­ta."

Lu­iz Ma­cha­do apre­sen­tou re­la­tó­rio di­vul­ga­do pe­la Va­lec em ja­nei­ro com da­dos atu­a­li­za­dos so­bre o an­da­men­to da cons­tru­ção da fer­ro­via. O le­van­ta­men­to mos­tra o quan­to já foi exe­cu­ta­do em ca­da um dos 13 tre­chos ins­ta­la­dos em Go­i­ás (eles não se­guem se­quên­cia nu­mé­ri­ca e se­rão es­ca­lo­na­dos seguindo sé­rie re­pas­sa­da à re­por­ta­gem): lo­te 1 (85,10%); lo­te sem nú­me­ro (64,33%); lo­te 2 (8,68%); lo­te 3 (36,10%); lo­te 4 (23,42%); lo­te 11 (9,66%); lo­te 10 (1,23%); lo­te 16 (53,47%); lo­te 15 (20,28%); lo­te 14 (1,59%); lo­te 13 (1,60%); lo­te 12 (68,87%); lo­te 9 (68,32%).


Ferrovia não será vitrine eleitoral

Em cli­ma fes­ti­vo tí­pi­co de co­mí­cio em pe­rí­o­do elei­to­ral, o pre­si­den­te Lu­iz Iná­cio Lu­la da Sil­va (PT) e a mi­nis­tra da Ca­sa Ci­vil, Dil­ma Rous­seff, lan­ça­ram no final de mar­ço a se­gun­da ver­são do Pro­gra­ma de Ace­le­ra­ção do Cres­ci­men­to (PAC 2). No me­ga­e­ven­to que recebeu a presença de 30 mi­nis­tros, 18 go­ver­na­do­res e cen­te­nas de pre­fei­tos e cus­tou ao erá­rio R$ 170 mil, o go­ver­no do PT co­lo­cou em pau­ta o pro­je­to que só po­de­rá cons­tar no Or­ça­men­to da Uni­ão de 2011. Pa­ra sa­ir do pa­pel, o PAC 2 ain­da pre­ci­sa de in­ves­ti­men­tos de go­ver­nos es­ta­du­ais, pre­fei­tu­ras, ini­ci­a­ti­va pri­va­da, es­ta­tais e da apro­va­ção de leis no Con­gres­so Na­ci­o­nal.

O alar­de pom­po­so re­a­li­za­do às vés­pe­ras do fim do pra­zo pa­ra de­sin­com­pa­ti­bi­li­za­ção de car­gos, que se fin­dou no sá­ba­do se­guin­te ao evento, 3 de abril, pro­vo­cou re­vol­ta da opo­si­ção, que clas­si­fi­cou a re­u­ni­ão co­mo "me­ra pe­ça de cam­pa­nha elei­to­ral, mo­vi­da às cus­tas do con­tri­buin­te bra­si­lei­ro", se­gun­do no­ta as­si­na­da pe­los pre­si­den­tes do PSDB, Sér­gio Guer­ra, do DEM, Ro­dri­go Maia, e do PPS, Ro­ber­to Frei­re. Dois di­as de­pois do lan­ça­men­to do no­vo PAC, a mi­nis­tra-mãe do Pro­gra­ma, Dil­ma Rous­seff, dei­xou ofi­ci­al­men­te a che­fia da Ca­sa Ci­vil pa­ra dis­pu­tar o co­man­do do Pa­lá­cio do Pla­nal­to, em ou­tu­bro.

O PAC 2 pre­vê in­ves­ti­men­tos de R$ 1,59 tri­lhão, en­tre 2011 e 2014, e pre­ten­de atin­gir áre­as de lo­gís­ti­ca, ener­gia, so­ci­al e ur­ba­na por mei­os de seis gru­pos: Ci­da­de Me­lhor; Co­mu­ni­da­de Ci­da­dã; Mi­nha Ca­sa, Mi­nha Vi­da; Água e Luz pa­ra To­dos; Ener­gia; e Tran­spor­tes. No en­tan­to, além dos da­dos do si­te Con­tas Aber­tas, le­van­ta­men­to re­a­li­za­do pe­lo PSDB, com da­dos di­vul­ga­dos pe­lo Sis­te­ma In­te­gra­do de Ad­mi­nis­tra­ção Fi­nan­cei­ra do Go­ver­no Fe­de­ral (Si­a­fi), ates­ta que a pri­mei­ra ver­são do PAC es­tá lon­ge de ser con­cluí­da. Em Go­i­ás, a do­ta­ção ini­ci­al de in­ves­ti­men­tos re­fe­ren­tes ao PAC cor­res­pon­de a R$ 844.593.477. Des­se va­lor, ape­nas R$ 283.080.545 re­pre­sen­ta­riam des­pe­sas em­pe­nha­das (ou 33,52%). Já as des­pe­sas li­qui­da­das e os va­lo­res pa­gos to­ta­li­za­ri­am R$ 6.389.497 (ou 0,76%).

Ba­lan­ço

As obras na Fer­ro­via Nor­te-Sul ti­ve­ram iní­cio em 1987, no go­ver­no Jo­sé Sar­ney (PMDB). Na épo­ca, até 1989, se­gun­do in­for­ma­ções di­vul­ga­das pe­la as­ses­so­ria de im­pren­sa da Va­lec a pe­di­do da re­por­ta­gem, fo­ram cons­tru­í­dos 95 km de es­tra­da, que li­ga­ram as ci­da­des de Açai­lân­dia e Im­pe­ra­triz, no Ma­ra­nhão. Nas ges­tões de Fer­nan­do Hen­ri­que Car­do­so (PSDB), de 1995 a 2002, fo­ram cons­tru­í­dos 120 km, li­gan­do Im­pe­ra­triz (MA) a Aguiar­nó­po­lis (TO). Nas du­as ges­tões do go­ver­no Lu­la, de 2003 ao iní­cio des­te ano, fo­ram cons­tru­í­dos 372 km, de Aguiar­nó­po­lis a Gua­raí, no To­can­tins, e 978,5 km, en­tre Gua­raí e Aná­po­lis, em Go­i­ás. Após mu­dan­ças no cro­no­gra­ma ini­ci­al, tais tre­chos es­tão com con­clu­são pre­vis­ta pa­ra o fi­nal de 2010.

Em 2007, foi con­cluí­do no To­can­tins o tre­cho Aguiar­nó­po­lis-Ara­gu­aí­na, num to­tal de 153 km. Nes­te tre­cho fo­ram gas­tos R$ 427,89 mil. O tre­cho se­guin­te, en­tre o Pá­tio Mul­ti­mo­dal de Ara­gu­aí­na e o de Co­li­nas do To­can­tins, com mais de 100 km de ex­ten­são, foi con­cluí­do. O in­ves­ti­men­to es­te­ve na ca­sa dos R$ 300 mi­lhões e foi inau­gu­ra­do em de­zem­bro de 2008. No tre­cho Co­li­nas-Gua­raí, com apro­xi­ma­da­men­te 115 km, as obras fo­ram con­cluí­das em 2009.

Ana­li­san­do-se o iní­cio da cons­tru­ção da Fer­ro­via Nor­te-Sul e o pra­zo es­ti­pu­la­do pe­lo atu­al go­ver­no pa­ra con­clu­são da obra, con­clui-se que mui­to pou­co foi fei­to. A pró­pria Va­lec não es­con­de os nú­me­ros, que re­fle­tem a ur­gên­cia pa­ra fi­na­li­za­ção dos tra­ba­lhos, an­tes que in­te­res­ses elei­to­ra­is pos­sam pro­vo­car re­tro­ces­so no que con­se­guiu ser avan­ça­do.

En­tre Gua­raí e Pal­mas, tre­cho de 148 km, a con­clu­são es­tá pre­vis­ta pa­ra ju­lho, ape­sar de apenas 60% da obra ter si­do re­a­li­za­da. Do pá­tio mul­ti­mo­dal de Pal­mas ao Cór­re­go Ja­bo­ti mais de 70% foi fi­na­li­za­do. Do Cór­re­go Ja­bo­ti ao Cór­re­go do Chi­co­te, a 65 km ao sul do pá­tio de Gu­ru­pi, 211 km de es­tra­da es­tão em an­da­men­to, com con­clu­são pre­vis­ta pa­ra de­zem­bro. Do Cór­re­go Chi­co­te ao Rio Ca­na­bra­va, em Go­i­ás, são mais 65,8 km em cons­tru­ção com cer­ca de 20% das obras con­cluí­das e pre­vi­são de en­tre­ga pa­ra ju­lho.

Em Go­i­ás, do Rio Ca­na­bra­va à GO-244, em Po­ran­ga­tu, são 51,5 km com tre­cho na fa­se de as­sen­ta­men­to de las­tros, dor­men­tes e tri­lhos, e tér­mi­no pre­vis­to pa­ra ju­lho. Da GO-244 à GO-239, em Ma­ra Ro­sa, o tre­cho de 75,8 km te­ve as obras ini­ci­a­das em de­zem­bro de 2009 e pre­ten­de-se con­clui­r em ou­tu­bro des­te ano. De Ma­ra Ro­sa ao pá­tio de Uru­a­çu, as obras fo­ram ini­ci­a­das em ju­nho do ano pas­sa­do e o governo es­pe­ra fi­na­li­zá-las em de­zem­bro pró­xi­mo - o tre­cho tem 71 km. Do pá­tio de Uru­a­çu ao pá­tio de San­ta Isa­bel, o tre­cho de 105 km es­tá em fa­se de as­sen­ta­men­to de las­tros, dor­men­tes e tri­lhos, com pre­vi­são de con­clu­são pa­ra de­zem­bro.

Tam­bém de San­ta Isa­bel ao pá­tio de Ja­ra­guá, os 71 km de tre­cho es­tão na fa­se de as­sen­ta­men­to de las­tros, dor­men­tes e tri­lho e a ex­pec­ta­ti­va é que a obra se­ja con­cluí­da até ju­lho. Do pá­tio de Ja­ra­guá a Ou­ro Ver­de são mais 53 km, cu­jas obras fo­ram ini­ci­a­das em de­zem­bro de 2009 e se­rão con­cluí­das em ou­tu­bro. De Ou­ro Ver­de a Aná­po­lis, o tre­cho de 39 km es­tá na fa­se de as­sen­ta­men­to dos dor­men­tes e tri­lhos e con­clu­são prevista pa­ra ju­lho. No tre­cho de Aná­po­lis ao Por­to Se­co, lo­cal on­de a Nor­te-Sul se co­nec­ta­rá com a Fer­ro­via Cen­tro-At­lân­ti­ca, os 12 km da fer­ro­via es­tão com qua­se 85% das obras re­a­li­za­das e es­ti­ma-se que fi­quem pron­tas até ju­lho.

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